Agora vai
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) reagiu publicamente aos ataques que vem sofrendo e divulgou uma carta aberta dirigida ao influenciador bolsonarista Allan dos Santos. No texto, Michelle acusa Allan de fazer “acusações levianas e injustas” e de atuar como um “boneco de ventríloquo” a serviço de interesses obscuros.
“Esse tal de Allan fez acusações levianas e injustas contra mim, servindo de ventríloquo de alguém que está perto dele, totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses”, escreveu.
Michelle, em outro trecho da carta, eleva o tom e afirma que o influenciador diz querer “levar a luz”, mas que, na prática, suas atitudes se parecem mais com o oposto.
“Ele diz que aponta os erros das pessoas e quer ser luz, mas se esquece de que quando ele aponta um dedo contra alguém, existem quatro dedos apontados para ele mesmo. Ele diz querer ‘levar a luz’ para os outros, mas o que ele faz se parece mais com levar Lúcifer do que luz”, afirmou.
CONFLITOS NO CLÃ
A manifestação ocorre depois de Allan dos Santos questionar publicamente a atuação política de Michelle, insinuando motivações pessoais ou oportunistas. Na carta, ela rebate e afirma que o influenciador “não sabe o que ela e o marido conversam” nem conhece os planos do casal.
Segundo Michelle, toda sua atuação política ocorre a pedido de Jair Bolsonaro, com o objetivo de preservar o legado do ex-presidente, denunciar perseguições e mobilizar apoiadores.
“Esse tal de Allan não sabe o que eu e meu marido conversamos, não vive a nossa intimidade, não imagina o que estamos passando e, portanto, tudo o que ele fala sobre nós não passa de bravata, achismos e maledicências (…) e, portanto, não merece a credibilidade das pessoas de direita”, escreveu.
ESTOPIM PARA DIVERGÊNCIAS
O estopim da reação foi uma curtida dada por Michelle em um comentário da primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, esposa do governador Tarcísio de Freitas. No comentário, Cristiane mencionava a necessidade de o Brasil ter um “novo CEO”. A frase foi interpretada por setores do bolsonarismo como uma possível sinalização de apoio a Tarcísio como sucessor de Jair Bolsonaro, hoje inelegível.
Influenciadores passaram a sugerir que Michelle estaria endossando uma articulação política que contrariaria a vontade de Bolsonaro, que já indicou o filho Flávio como seu nome para a disputa presidencial.
Na carta, Michelle rejeita essa leitura e diz que interpretou o comentário de forma genérica, como uma crítica ao atual governo e um desejo de mudança no comando do país.
“Não interpretei o seu comentário como se ela estivesse apontando seu marido como o tal CEO, mas sim como se ela estivesse dizendo ao marido que o Brasil precisa de um novo CEO, de um novo governante… e todos sabemos que precisa mesmo! Preferencialmente, Jair Bolsonaro.”
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