OEA aceita flexibilizar acordo para acabar com crise em Honduras

TEGUCIGALPA (Reuters) - O "Acordo de São José", que pleiteia a restituição do presidente deposto Manuel Zelaya como um dos pontos para retirar Honduras da atual crise política, poderia ser modificado para destravar o diálogo com o governo de facto, disse no domingo um funcionário da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O retorno de Zelaya ao poder tem sido o ponto de maior polêmica do plano proposto pelo presidente da Costa Rica e mediador do conflito, Oscar Arias, a fim de chegar a uma solução para a crise gerada pela destituição do então presidente.
"Sem dúvida, se os próprios hondurenhos consideram que se pode modificar (o plano Arias), isso é absolutamente factível. Aqui não há nada escrito em pedra ou bronze", disse a jornalistas Víctor Rico, secretário de Assuntos Políticos da OEA.
Uma missão de representantes da OEA planeja chegar a Tegucigalpa na quarta-feira, buscando criar as condições para que as partes no conflito dialoguem. Rico lidera uma missão do organismo que prepara a visita.
O presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, afirma que o retorno de Zelaya ao poder não é negociável, e que este deveria ser preso por supostamente violar a Constituição do país ao tentar abrir caminho para a sua reeleição.
O mandatário deposto se refugia com a esposa e dezenas de aliados na embaixada brasileira em Tegucigalpa, a qual está cercada por militares e policiais.
(Reportagem de Miguel Angel Gutiérrez)
Deu no Jornal O Povo
Programas policiais da TV local são obrigados a rever coberturas
“A decisão do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Monteiro, está fazendo com que os principais noticiários policiais televisivos em Fortaleza revejam posicionamentos nas suas coberturas e tentem se adaptar às determinações. Para isso, os programas estão se limitando a mostrar fotos de suspeitos de crimes e perseguições da Polícia. O acatamento da medida, no entanto, não tem sido aceito com facilidade e a determinação do secretário tem sido duramente criticada nos telejornais.
Um jornalista, que pediu para não ser identificado, afirmou indignado ao O POVO que “um bandido que deveria ser reconhecido pela população, não pode ser mostrado“. O vereador Vítor Valim (PHS), apresentador do programa Cidade 190, questionou a defesa dos direitos humanos de presos, que segundo ele, não são “humanos direitos“. Durante a transmissão de seu programa, o parlamentar disse que Roberto Monteiro iria receber uma medalha dos “marginais“ quando sair do comando da Secretaria.
Já o apresentador Nonato Albuquerque, do programa Barra Pesada, na TV Jangaveiro, afirmou que a atitude do secretário retoma os moldes da censura de décadas passadas, quando as pessoas eram impedidas de terem acesso à informação. “Nós estamos encontrando dificuldade em nossas transmissões e os repórteres estão citando isso durante as reportagens. Eu particularmente condeno a forma que alguns policiais apresentam os presos, como se fossem trunfos. No jornalismo, sabe-se que mostrar detentos que são apenas denunciados é errado, mas se criou uma normalidade entre imprensa e policiais nessas apresentações, que está sendo interrompida com a decisão do secretário. Minha opinião particular é de que isso prejudica a liberdade de imprensa“, lamentou o apresentador.
Constituição
O deputado Ferreira Aragão (PDT), que comanda o Rota 22, na TV Diário, considera que a constituição já preserva o direito de imagem do preso, não sendo necessária a decisão do secretário para defendê-lo. “Nós não mostramos o preso contra a vontade dele. Essa decisão é uma atitude antipática contra a liberdade de imprensa, pois agora não temos a versão policial dos fatos porque os policiais não querem falar“.
Para Aragão, “estamos vivendo um retrocesso, pois todo mundo está encontrando dificuldades para fazer suas reportagens. Agora só temos a versão dos presos, já que os próprios acusados pedem pra falar“. Roberto Monteiro disse ao O POVO não estar preocupado com a opinião dos apresentadores. “Eu não assisto a esses programas porque não tenho interesse e nem tempo. A constituição assegura a eles a livre manifestação de opinião. Desde que eles não infrinjam a Lei, podem criticar. Não estou nem um pouco preocupado com críticas. Por que eles não veiculam imagens de pessoas de classe média? Apresentam apenas os desvalidos“, criticou.
O secretário disse ainda que na reunião que teve com os deputados Edson Silva (DEM) e Nelson Martins (PT) foi solicitado que permitisse que os presos pudessem ser apresentados caso os mesmos concordassem. Solicitação negada. “Eu disse não! Só permito a apresentação de detidos, caso esse esteja na presença de um advogado“.
(Jornal O POVO)
Penso eu: Só um idiota acataria algo do tipo prescrito por um Secretário de Segurança cujos dias estão contados na Secretaria do Ceará. Faz muito mais de mes que o Secretário tá com uma asa baleada.
“A decisão do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Monteiro, está fazendo com que os principais noticiários policiais televisivos em Fortaleza revejam posicionamentos nas suas coberturas e tentem se adaptar às determinações. Para isso, os programas estão se limitando a mostrar fotos de suspeitos de crimes e perseguições da Polícia. O acatamento da medida, no entanto, não tem sido aceito com facilidade e a determinação do secretário tem sido duramente criticada nos telejornais.
Um jornalista, que pediu para não ser identificado, afirmou indignado ao O POVO que “um bandido que deveria ser reconhecido pela população, não pode ser mostrado“. O vereador Vítor Valim (PHS), apresentador do programa Cidade 190, questionou a defesa dos direitos humanos de presos, que segundo ele, não são “humanos direitos“. Durante a transmissão de seu programa, o parlamentar disse que Roberto Monteiro iria receber uma medalha dos “marginais“ quando sair do comando da Secretaria.
Já o apresentador Nonato Albuquerque, do programa Barra Pesada, na TV Jangaveiro, afirmou que a atitude do secretário retoma os moldes da censura de décadas passadas, quando as pessoas eram impedidas de terem acesso à informação. “Nós estamos encontrando dificuldade em nossas transmissões e os repórteres estão citando isso durante as reportagens. Eu particularmente condeno a forma que alguns policiais apresentam os presos, como se fossem trunfos. No jornalismo, sabe-se que mostrar detentos que são apenas denunciados é errado, mas se criou uma normalidade entre imprensa e policiais nessas apresentações, que está sendo interrompida com a decisão do secretário. Minha opinião particular é de que isso prejudica a liberdade de imprensa“, lamentou o apresentador.
Constituição
O deputado Ferreira Aragão (PDT), que comanda o Rota 22, na TV Diário, considera que a constituição já preserva o direito de imagem do preso, não sendo necessária a decisão do secretário para defendê-lo. “Nós não mostramos o preso contra a vontade dele. Essa decisão é uma atitude antipática contra a liberdade de imprensa, pois agora não temos a versão policial dos fatos porque os policiais não querem falar“.
Para Aragão, “estamos vivendo um retrocesso, pois todo mundo está encontrando dificuldades para fazer suas reportagens. Agora só temos a versão dos presos, já que os próprios acusados pedem pra falar“. Roberto Monteiro disse ao O POVO não estar preocupado com a opinião dos apresentadores. “Eu não assisto a esses programas porque não tenho interesse e nem tempo. A constituição assegura a eles a livre manifestação de opinião. Desde que eles não infrinjam a Lei, podem criticar. Não estou nem um pouco preocupado com críticas. Por que eles não veiculam imagens de pessoas de classe média? Apresentam apenas os desvalidos“, criticou.
O secretário disse ainda que na reunião que teve com os deputados Edson Silva (DEM) e Nelson Martins (PT) foi solicitado que permitisse que os presos pudessem ser apresentados caso os mesmos concordassem. Solicitação negada. “Eu disse não! Só permito a apresentação de detidos, caso esse esteja na presença de um advogado“.
(Jornal O POVO)
Penso eu: Só um idiota acataria algo do tipo prescrito por um Secretário de Segurança cujos dias estão contados na Secretaria do Ceará. Faz muito mais de mes que o Secretário tá com uma asa baleada.
Cid leva gestão itinerante para o Cariri nesta 2ª feira
O governador Cid Gomes leva seu governo itinerante nesta segunda-feira para a cidade de Barbalha (Região do Cariri). Ali, ele assinará ordem de serviço de várias obras. Uma delas, relacionada a estrada e beneficiando o município de Caririaçu, segundo informação do deputado federal Mauro Benevides (PMDB).
Mauro, inclusive, já está no Cariri para conferir o ato.
Já Cid Gomes, de Barbalha, deverá seguir, no dia seguiinte, para Pedra Branca levando seu governo itinerante. Com ele, boa parte do secretariado.
Mauro, inclusive, já está no Cariri para conferir o ato.
Já Cid Gomes, de Barbalha, deverá seguir, no dia seguiinte, para Pedra Branca levando seu governo itinerante. Com ele, boa parte do secretariado.
REVOADA PARA LISBOA

No próximo dia 22 será lançada em Lisboa a décima segunda edição de “A História Constitucional do Brasil”, de autoria de Paes de Andrade e Paulo Bonavides. Adotada em universidades de toda a Europa, a obra editada pela Ordem dos Advogados do Brasil detalha a evolução do direito constitucional brasileiro, envolvendo teoria e prática de nossa realidade institucional.
A solenidade acontecerá na Fundação Mário Soares e a apresentação do livro será feita pelo ex-presidente José Sarney, presentes, entre ministros e parlamentares brasileiros, o presidente da Câmara, Michel Temer, e o presidente da OAB, César Britto. O presidente da República portuguesa e o primeiro-ministro, também, além do anfitrião, ex-presidente Mário Soares.
Vagabundagem comunista
‘Perseguido’ de 38 anos quer indenização
O Ministério da Justiça não dá detalhes “porque está em julgamento”, o processo de anistia política, sob alegação de “perseguição”, de Jalton Gomes de Araújo, 38 anos, nascido sete anos depois do golpe de 1964. Seu pedido já havia sido rejeitado, mas ele recorreu à Comissão de Anistia. O caso lembra o do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, que ganhou o direito à indenização do MJ, mas tinha oito anos em 1964.
Sem resposta
Jalton Gomes de Araújo deu entrada no processo de anistia política em 2001, com 31 anos. O Ministério da Justiça não explica o porquê.
Tá na coluna do Claudio Humberto
O Ministério da Justiça não dá detalhes “porque está em julgamento”, o processo de anistia política, sob alegação de “perseguição”, de Jalton Gomes de Araújo, 38 anos, nascido sete anos depois do golpe de 1964. Seu pedido já havia sido rejeitado, mas ele recorreu à Comissão de Anistia. O caso lembra o do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, que ganhou o direito à indenização do MJ, mas tinha oito anos em 1964.
Sem resposta
Jalton Gomes de Araújo deu entrada no processo de anistia política em 2001, com 31 anos. O Ministério da Justiça não explica o porquê.
Tá na coluna do Claudio Humberto
Feriadão
Vem aí um feriadão pra valer. Pra quem pode começa logo na sexta feira, dia 9 e termina na terça de manhã, dia 13. O Dia 12 cairá numa segunda feira e vai ser Dia da Criança, dia a Arvore, descobrimento da America e essas mumunhas todas que afzem do brasileiro o maior cultor de feriados do mundo.
Tesouro

Engenheiro contratado para reformar o prédio onde funciona o Banco do Brasil em Massape, na Zona Norte do Ceará, foi bulir no sótão. Encontrou portas e madeiras seculares jogadas desde que houve sua troca por horriveis portas de ferro e vidro. Tesouros assim devem ter aos montes pelos sertões do Ceará.
Deu no Ancelmo
Para Ciro, Aécio é candidato mais forte do que Serra

Divulgação
Ciro Gomes, o candidato multiuso do PSB, acha que o tucanato cometerá um erro se optar José Serra em detrimento de Aécio Neves.
Em avaliações feitas a portas fechadas, Ciro enxerga em Aécio um presidenciável bem mais forte do que Serra.
Chega mesmo a considerar o governador tucano de Minas como franco favorito na sucessão de 2010.
Em conversa reservada ocorrida há pouco mais de um mês, em Fortaleza, Ciro esmiuçou sua análise ao próprio Aécio.
Vai abaixo um resumo das reflexões do deputado cearense-paulista:
1. Efeito barata-voa: na opinião de Ciro, a oficialização da candidatura presidencial de Aécio levaria à desarrumação do consórcio governista.
Acha que partidos hoje abrigados sob o guarda-chuva e incomodados com a opção Dilma Rousseff migrariam para a alternativa pós-lulista personificada em Aécio.
2. Triângulo das Bermudas: para Ciro, Aécio é, hoje, o candidato que reúne as melhores condições de prevalecer nos três maiores colégios eleitorais do país.
Sai de Minas, o segundo colégio, com algo entre 70% e 80% dos votos. Entra no Rio, o terceiro colégio, com mais facilidade do que qualquer outro presidenciável.
Em São Paulo, o primeiro colégio, berço do tucanato, Aécio dependeria, segundo a análise de Ciro, de um bom acerto com Serra.
Acha que, carregado por um Serra candidato à reeleição, Aécio no mínimo dividiria São Paulo. Dependendo do empenho de Serra, poderia prevalecer no Estado.
3. Favas contadas: Na visão de Ciro, os três Estados da região Sul –Paraná, Rio Grande e Santa Catarina—são uma espécie de Waterloo do governo.
Ali, Ciro recorda, até Geraldo Alckmin, um tucano com sabor de chuchu, bateu Lula na refrega de 2006. Com Serra ou com Aécio, o fenômeno tenderia a se repetir.
4. Favas contadas 2: No Nordeste, afirma Ciro, ganha qualquer um que Lula indicar. Nessa região, ele acredita, tucano não se cria.
Porém, acha que Aécio reduz os efeitos da derrota nordestina com a boa votação que vai obter no Sudeste.
De resto, acha que Aécio, por mineiro, tenderia a apanhar menos no Nordeste do que o paulista Serra. Por quê?
Para Ciro, é grande a aversão dos nordestinos por qualquer opção presidencial que passe por São Paulo.
5. Discurso água-com-açúcar: Por último, Ciro acredita que a eventual entrada de Aécio na briga desarranjaria a estratégia esboçada por Lula.
Aécio é o menos oposicionista dos tucanos. Não encarna o anti-Lula. É, antes, o pós-Lula. Algo que dificultaria a polarização do tipo continuidade versus volta ao passado.
Por todas essas razões, Ciro acredita que Aécio, hoje empacado no quarto lugar das pesquisas, iria a 2010 com a fisionomia de um favorito.
Para desassossego de Aécio, a maioria do grão-tucanato prefere apegar-se à supremacia exibida por Serra nas pesquisas do que às incertezas de um vir a ser.
Escrito por Josias de Souza às 02h58
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