Stédile: Laranja destruída não ia para mesa do pobre

João Pedro Stédile, o “capo di tutti capi” do MST, foi trazido à boca do palco para dizer meia dúvida de palavras sobre o massacre das laranjas.
Ouviu-o o repórter Eduardo Scolese. Dando de barato que a plantação da Cutrale está assentada em terras da União, Scolese perguntou:
A despeito disso, não teria sido um erro destruir aqueles pés de laranja? E Stédile:
“O fato de a área ser grilada, confirmado pelo Incra, não é algo secundário. Esse é o fato [...]”.
O repórter voltou à carga: Ao destruir alimentos, o MST não teme perder o apoio das camadas mais pobres da população? Stédile não se deu por achado:
“Cerca de 98% da produção de suco no pais é exportada. Esse suco não vai para a mesa dos pobres [...]”
“[...] Queremos produzir comida e, inclusive, suco de laranja para chegar à mesa de todo o povo brasileiro. Não para o mercado externo [...]”.
Em pleno mundo pós-ideológico, Stédile fundou um novíssimo sistema de idéias. Inaugurou a picaretagem ideológica.
Stédile criou a laranja ianque, o suco do imperialismo. Doravante, para saber se é de direita ou de esquerda, o sujeito terá de reparar na acidez do cítrico.
O Brasil espanta-se cada vez menos. O país eliminou dos seus hábitos o ponto de exclamação.
Na semana passada, o brasileiro pisava nos fatos distraído quando, de repente, o jogaram-lhe na cara a “laranjificina” do emiessetê.
A cena promoveu a ressureição instantânea do ponto de exclamação. Houve espanto! Houve pasmo!! Houve estupefação!!!
Até Lula, que é simpático ao MST, mas não é idiota, farejou a indignação ao redor. Viu-se compelido a chamar a coisa pelo nome: “É vandalismo!”
"Nós também condenamos o vandalismo”, Stédile replicou. “Usar 713 milhões de litros de venenos agrícolas por ano, que degradam o meio ambiente, também é vandalismo...”
“...Nesse caso, o presidente está mal informado, pois as famílias acampadas nos disseram que não roubaram, não depredaram nada...”
“...Depois da saída deles e antes da entrada da imprensa, o ambiente foi preparado para produzir imagens de impacto...”
“...Propomos que uma comissão independente investigue a verdade".
Antigamente, os radicais costumavam dar a vida por um ideal. Hoje, gente como Stédile prefere dar um bocejo.
À frente de um movimento feito 99,9% de déficit público, a cúpula idealista do MST manobra a bugrada e se esconde à sombra.
Os emiessetês mais reles, que vão à linha de frente, sujeitam-se aos rigores da lei. Na retaguarda, os grão-emiessetês recolhem os lucros do seu ideal.
A polícia informa que já identificou 11 pobres-diabos que participaram da farra das laranjas. Podem ter a prisão decretada a qualquer momento.
Escrito por Josias de Souza às 20h13