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Com Romeu Aldigueri presidente, Alece elege nova Mesa Diretora

 


Chapa única na eleição teve ampla maioria, com 44 votos. Deputados do PL, Alcides Fernandes apresentou voto contrário e Carmelo Neto faltou votação

O deputado estadual Romeu Aldigueri (PDT) foi confirmado como o próximo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). Nessa segunda-feira (2) ocorreu a eleição da nova Mesa Diretora da Casa para o biênio 2025-2026. Aldigueri liderou a chapa única na disputa, eleita com 44 votos entre o total de 46 parlamentares na Casa. O deputado Alcides Fernandes (PL) foi o único a apresentar voto contrário. Já o deputado Carmelo Neto (PL) não compareceu à sessão e não votou.
Além de Aldigueri, foram eleitos outros nove deputados para o colegiado responsável pela administração do Parlamento cearense. São eles: Danniel Oliveira (MDB), como 1° vice-presidente; Larissa Gaspar (PT), 2ª vice-presidente; De Assis Diniz (PT), 1º secretário; Jeová Mota (PDT), 2° secretário; Felipe Mota (União Brasil), 3° secretário; João Jaime (PP), 4º secretário.
Os deputados Luana Régia (Cidadania), Emília Pessoa (PSDB) e David Durand (Republicanos) ocuparão, respectivamente, os postos de 1ª, 2ª e 3º suplentes.
A nova Mesa Diretora tomará posse no início do próximo ano legislativo, em 1º de fevereiro de 2025. Como o atual presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PT), foi eleito prefeito de Fortaleza, ele deve se afastar do mandato parlamentar para assumir o Executivo municipal em 1° de janeiro de 2025. Com isso, a Alece será comandada pelo atual 1° vice-presidente, deputado Fernando Santana (PT), até a posse da Mesa Diretora eleita.
Discurso do presidente eleito
Após ser eleito o próximo presidente do Legislativo estadual, Romeu Aldigueri foi à tribuna discursar. Ele agradeceu aos outros 45 deputados, inclusive o único voto contrário que recebeu, do deputado Alcides Fernandes. Aldigueri elogiou a gestão de Evandro Leitão à frente da Assembleia e, ao cumprimentar Domingos Filho (PSD), que estava presente na eleição da Alece, lembrou de outros ex-presidentes da Casa: “Tanta gente boa, que nos engrandece com a tarefa de continuar o legado desta Casa”.
Aldigueri também lembrou o deputado Fernando Santana (PT), que inicialmente era o indicado pelo governo para presidir a Alece no próximo biênio, mas abriu mão da candidatura após conflito entre o governador Elmano de Freitas (PT) e o senador Cid Gomes (PSB) envolvendo o comando do Parlamento cearense.
O presidente eleito da Alece ainda destacou que a Casa completa 190 anos em 2025 como uma “das mais transparentes e respeitadas na República, graças à tarefa do presidente Evandro e também dos demais presidentes que passaram por essa Mesa”.
Ele finalizou o discurso na tribuna emocionado, lembrando o pai, Aníbal Arruda, falecido em abril deste ano. “Agradeço à minha família e ao meu pai, que Deus levou aos 90 anos, que me ensinou: 'Meu filho, seja bom, faça e pratique o bem'. É o que nós vamos fazer”.
Nova Mesa Diretora
Em relação à nova Mesa Diretora, Aldigueri destacou a pluralidade do grupo. “Procuramos fazer uma Mesa Diretora eclética, onde existem três mulheres, oito partidos políticos, uma Mesa de deputados da situação, da oposição, deputados que se declaram independentes, inclusive deputados de diferentes posições geográficas, temos deputados que representam todas as regiões do Ceará entre os dez colegas da Mesa", destacou.
A representatividade feminina é um dos destaques da nova Mesa. Segunda vice-presidente eleita, a deputada Larissa Gaspar é a primeira mulher a ocupar esse posto, sendo a posição mais alta já ocupada por uma deputada na Casa.
Próxima gestão
Na coletiva de imprensa depois da eleição, o futuro presidente da Alece falou ainda sobre a futura gestão da Casa legislativa, prometendo dar continuidade à atual administração e aproximar cada vez mais a Assembleia Legislativa da população cearense. “Vamos procurar fazer política com ‘p’ maiúsculo, dialogando muito. Esta é a diretriz que toda a Mesa Diretora irá seguir a partir do ano que vem, continuando esse grande e extraordinário trabalho do Evandro, que levou a Assembleia para mais perto da população”, disse Romeu Aldigueri.


Deputados PL


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para quinta-feira (5) o julgamento do processo de cassação dos deputados estaduais do Partido Liberal (PL) por fraude à cota de gênero. A informação foi divulgada pelo deputado Carmelo Neto, que é também presidente estadual do PL. A cassação dos parlamentares já foi confirmada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), mas o grupo apresentou recurso, levando o caso ao TSE.

Coluna do Macário Batista para 03 de dezembro de 2024

TV Assembleia é a melhor documentarista do Nordeste
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), por meio da Alece TV e da Alece FM, conquistou, nesta quinta-feira (28/11), o primeiro lugar em 50% das categorias do 6° Prêmio MPCE de Jornalismo, concedido pelo Ministério Público do Estado do Ceará. A cerimônia de anúncio e entrega da premiação fo realizada na sede da Procuradoria Geral de Justiça, em Fortaleza. Ao todo foram quatro categorias em disputa (Telejornalismo, Radiojornalismo, Jornalismo Impresso/Web e Fotojornalismo), com os veículos da Assembleia Legislativa vencendo nas duas primeiras. A Alece TV foi a primeira colocada na categoria Telejornalismo com a reportagem “Não estamos sozinhas”. Em Radiojornalismo, a Alece FM faturou o primeiro lugar com a reportagem “Violência sexual contra crianças e adolescentes: chega de silêncio!”. Os vencedores receberam troféus, certificados e uma premiação em dinheiro. A jornalista da Alece TV, Janaína Gouveia, destacou a oportunidade de realizar a reportagem “Não estamos sozinhas”, sobretudo porque o tema da violência contra a mulher é sempre atual. “Com o trabalho, nós mostramos a atuação do Ministério Público no interior e toda a rede de apoio que é montada para defender as mulheres”, destaca. Para Janaína, quanto mais a pauta da violência for abordada, mais fácil será conscientizar a todos do problema. “Essa rede de apoio criado pelo MP atua em um trabalho de formiguinha, levando palestras pras escolas, pras obras onde existem os homens que ainda não entendem o que é a violência contra a mulher, como ela se manifesta, que não é apenas a violência física, mas também a psicológica, a patrimonial”. Além de Janaína Gouveia, o trabalho vencedor da Alece Tv contou com Rafael Veras (produção), Vinicius Augusto Bozzo (edição), Marcelo Alves, Salomão Costa (imagens), Daniel Cardoso (imagens drone), Fábio Virgílio (motorista). O programa Repórter Alece, que veiculou a reportagem, é do Núcleo de documentários da Alece TV, sob coordenação de Angela Gurgel.

A frase: "Quem tem uma equipe desse naipe não precisa chamar ninguem pra documentar a casa". Jornalista observando produtora chamada para documentar fogo na casa legislativa.

 
Tv Assembleia bateu 104 concorrentes(Nota da foto)
Nesta edição do Prêmio MPCE de Jornalismo, o tema foi “MP do Ceará e Cidadania: Fortalecendo a Defesa dos Direitos e a Promoção da Justiça”. A disputa contou com 104 trabalhos inscritos e 61 deferidos. Houve participação de profissionais de Fortaleza do interior do estado. Concorreram ao prêmio trabalhos (matérias, reportagens, série de reportagens, fotografias) veiculados em qualquer cidade do território brasileiro, desde que o conteúdo tivesse sido produzido sobre ações ocorridas no Estado do Ceará, dentro do tema proposto, no período de 16 de dezembro de 2023 a 31 de outubro de 2024.

Tema desafiador
A Alece FM também comemorou o reconhecimento com a reportagem “Violência sexual contra crianças e adolescentes: chega de silêncio!”. A jornalista Jocasta Pimentel explica que abordar a violência sexual contra crianças e adolescentes é um desafio. “Esse tipo de violência acontece principalmente no ambiente familiar, ou seja, no lugar e com as pessoas que deveriam assegurar os direitos infanto-juvenis”, aponta.

Jornalista conta história
Jocasta conta ter ouvido relatos nos quais as vítimas só conseguiram comunicar os fatos anos depois da ação violenta. A jornalista considera urgente tratar sobre essa temática, responsabilizar os culpados e promover uma rede de proteção que garanta escuta especializada e atendimento psicológico.

O prêmio
Jocasta afirma que o prêmio fortalece o objetivo da série de reportagens, que traz um recado direto: "Chega de Silêncio!". “Agradeço ao Ministério Público do Estado do Ceará pela oportunidade e aos colegas da Alece FM, na pessoa da nossa coordenadora, Tarciana Campos, pela confiança no trabalho”, afirma. A reportagem foi uma produção de Jocasta Pimentel, com edição de texto de Tarciana Campos e sonoplastia de Ronaldo Cesar.

 

 

Bom dia

 


O dia - Tá meidiinha! Tao anunciando pela aí, chuvas fortes pras bandas de cá. Agora, chuva forte mesmo, é a praga do mercado da especulação fazendo o dólar passar dos 6 reais,o euro cutucar os 7 e assim proibir o povo ir a Disney, comer picanha e fazer a alegria da direitona metida a endinheirada e insatisfeita com um assalariado a seu lado numa cabine de avião. Vai ver foi por isso que na missa de domingo, na homilia, o padre chamou o papai Noel de "porra louca". Um dia o cipó de aroeira vira no lombo de quem mandou dar.

Capa do jornal OEstadoCe

 


O dia

 


- A gente nordestina ,sempre pobre de chuvas e rica de esperanças fica tudo Pimpão quando amanhece assim, meia pedra meio tijolo. O céu é uma espécie de engana mamãe, manhã de anágua sem combinação nem cabeção. Coisa que só vê quem olha e é do ramo. É assim mesmo; tem quem nasceu pra bater palmas e quem nasceu pra dar autógrafo.

Leão escorrega no dendê


Vitória bate o Fortaleza em Barradão 'em festa' e garante permanência na Série A do Brasileirão
Neste domingo (1°), pela 36ª rodada do Brasileirão, o Fortaleza visitou o Vitória no Barradão e perdeu por 2 a 0. Os dois gols foram marcados por Alerrandro.
Com o resultado, o Fortaleza interrompeu a sequência de seis jogos de invencibilidade (duas vitórias e quatro empates) e ficou estacionado com 65 pontos. O time ainda caiu para a quinta colocação, já que o Flamengo, que tinha 63 antes do início da rodada, venceu o Internacional e pulou para terceiro, enquanto o Colorado ficou em quarto. Do outro lado, o Vitória respirou na luta contra o rebaixamento. Agora o time é o décimo, com 45 somados, sete a mais em relação ao Criciúma, primeiro time do Z-4.
O Fortaleza retorna aos gramados na próxima quarta-feira (4), diante do Atlético-GO, pela 37ª rodada e penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola às 21h30 (de Brasília), no Estádio Antonio Accioly. Também na quarta, e pela última rodada da competição, o Vitória encara o Grêmio. Desta vez a partida acontece às 20h, no Barradão.
O placar foi aberto logo aos nove minutos de partida. Alerrandro recebeu de Gustavo Mosquito na entrada da pequena área e apenas empurrou para as redes.
Já aos 37, ainda do primeiro tempo, o atacante voltou a marcar. Ele aproveitou o vacilo da defesa do Fortaleza e concluiu em gol.
O Vitória ainda teve o terceiro gol anulado por impedimento. Alerrandro levantou na cabeça de Edu, que concluiu para as redes, mas o VAR chamou o árbitro para rever e, assim, Wilton Pereira invalidou.

Plenária estadual com lideranças prepara nome de Guimarães para o Senado

O deputado federal José Guimarães (PT) foi apresentado como pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026 durante plenária estadual promovida pelo mandato do petista. O evento, que ocorreu no último sábado (30), reuniu 65 prefeitos e lideranças políticas de mais de 150 municípios do Ceará, segundo informou o próprio Guimarães. Entre os discursos das lideranças, um dos mais fortes no sentido de lançar o nome do petista para o posto de senador foi o do deputado estadual De Assis Diniz, líder do PT na Assembleia Legislativa do Ceará.

De Assis apontou várias ações no estado como conquistas de José Guimarães citando a Transnordestina, o Programa Minha Casa Minha Vida, iniciativas de crédito para pequenos empreendedores, obras em rodovias, hospitais regionais, entre outras.

"Nós precisamos fazer a nossa parte, precisamos assumir a camisa, precisamos ter coragem para dizer: 'Guimarães, você será nosso senador, com a militância do nosso partido!'. Agora, companheiros e companheiras, é fundamental nesse próximo período que os nossos 47 prefeitos eleitos e nossas lideranças possam colocar no cotidiano a voz, a vez e a fala do PT para consolidar a pré-candidatura do companheiro Guimarães", falou De Assis.

Guimarães citou balanço do ano e ações ao lado do presidente Lula (PT), de quem ele é líder na Câmara dos Deputados; também não deixou de citar 2026. "Agora é olhar para frente: nossa missão é continuar cuidando do PT, reeleger o governador Elmano de Freitas junto com uma forte bancada de deputados estaduais e federais. Nosso projeto para 2026 é grandioso e será construído com a militância petista".

Outros nomes

As vagas para o Senado Federal são ponto de disputa dentro do arco de alianças do PT no Ceará. Isso porque em 2026 duas vagas de senador serão disputadas no estado, mas vários nomes já são cotados ou se apresentam como candidatos a senador entre os aliados do PT.

Além do próprio José Guimarães (PT), outros nomes são: o senador Cid Gomes (PSB), que poderá tentar a reeleição; o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) e o presidente estadual do Republicanos, Chiquinho Feitosa. Os dois últimos são ex-senadores. Entre os aliados, outro nome cotado é o do deputado federal Júnior Mano (sem partido). Além disso, a oposição também deverá lançar uma candidatura ao Senado.

Opinião


O sábio que desmascarou Sergio Moro

“Perdemos Cerqueira Leite, o cientista que atraiu o ex-juiz suspeito para um duelo desmoralizante”, escreve o colunista Moisés Mendes
Todos sabiam, dentro e fora do sistema de Justiça, desde o início da Lava-Jato, que Sergio Moro tinha a missão de destruir Lula e o PT e, mais tarde, contribuir para a montagem do cenário do golpe contra Dilma. Muitos fingiam não saber.
Poucos sabiam das limitações intelectuais do juiz apresentado como brilhante. A primeira figura com história e reputação a chamar Moro para um embate, com uma armadilha para desmascará-lo publicamente, foi o cientista Rogério Cezar de Cerqueira Leite.
Em artigo na Folha, em 11 de outubro de 2016, Cerqueira Leite escreveu, ao comentar o fim do mais famoso caçador de ‘imoralidades’ e de corruptos da Idade Média, o dominicano Girolamo Savonarola, queimado em Florença no fim do século 15 pela própria Igreja que defendia com ardor:
“Cuidado Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira. Só vai vosmecê sobreviver enquanto Lula e o PT estiverem vivos e atuantes”.
O juiz saiu da toca de Curitiba e participou de um duelo com argumentos hilários. Escreveu para a Folha:
“Sem qualquer base empírica, o autor desfila estereótipos e rancor contra os trabalhos judiciais na assim denominada Operação Lava Jato, realizando equiparações inapropriadas com fanático religioso e chegando a sugerir atos de violência contra o ora magistrado”.
O juiz dava a entender que temia ser perseguido e queimado. E sugeria que a Folha censurasse o cientista, integrante do conselho editorial do próprio jornal. Cerqueira Leite teve de esclarecer, em tréplica com tom colegial publicada na mesma Folha:
“O fogo a que me refiro é o fogo da História. Intelectos condicionados por princípios de intolerância não percebem a diferença entre metáforas e ações concretas. O juiz ainda se esquiva de responder à principal acusação que lhe faço, a de que é absolutamente parcial e está a serviço das classes dominantes”.
E assim o duelo foi encerrado, para o bem do juiz. Cerqueira Leite morreu na madrugada desse domingo, aos 93 anos. Apresentava-se nos artigos que publicava como “físico, professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do conselho editorial da Folha". Era muito mais do que tudo isso.
Naquele embate desigual de 2016, Moro tentou desqualificá-lo e alertou a Folha para que evitasse “a publicação de opiniões panfletárias-partidárias e que veiculam somente preconceito e rancor”.
O juiz não sabia de quem se tratava. Cerqueira Leite foi um pensador do Brasil, um dos raros oráculos que juntavam ciência e humanidades, sempre com uma abordagem histórica e gostosamente literária dos temas que o inspiravam.
Moro, o simplório, poderia ter dito, naquela famosa entrevista que deu a Pedro Bial, na Globo, que pelo menos havia lido a biografia de Girolamo Savonarola.
A mesma fogueira que sua turma alimentava em Curitiba ainda o espera, no mesmo sistema de Justiça e no Conselho Nacional de Justiça, onde tramitam inquéritos e processos com indícios de envolvimento em crimes do lavajatismo.
Estaremos aqui para ver o fogaréu que o grande Cerqueira Leite não terá mais a chance de testemunhar. Calma, Sergio Moro, que é tudo no sentido metafórico.

Ninguém quer perder lucros e privilégios

 

“Taxação dos ricos e isenção do IR, por ora, é só discurso”, diz Jeferson Miola
Jornalista avalia que a proposta está sendo apresentada em um contexto de forte pressão do mercado financeiro e de grupos políticos.
Durante participação no programa Giro das Onze, o analista político Jeferson Miola fez reflexões importantes sobre a proposta do governo Lula de isentar do Imposto de Renda os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil. Miola destacou que, apesar do anúncio, a medida está condicionada à aprovação do Congresso e só deve ser implementada a partir de 2026. "Por ora, é apenas discurso. O governo depende de uma série de fatores para transformar isso em realidade", afirmou.
Miola avaliou que a proposta, que beneficiaria cerca de 36 milhões de brasileiros, está sendo apresentada em um contexto de forte pressão do mercado financeiro e de grupos políticos. Ele ressaltou que a política fiscal anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, busca atender às metas do déficit zero, mas enfrenta limitações impostas pelo próprio governo ao aceitar o arcabouço fiscal como norte econômico.
"É uma situação paradoxal: o governo promete medidas que beneficiam os mais pobres, mas, ao mesmo tempo, está atado a compromissos que favorecem interesses do mercado e dos setores mais privilegiados", apontou Miola.
Outro ponto destacado foi a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Miola considerou a decisão de revisar as concessões como uma tentativa de economizar recursos, mas que pode afetar diretamente a população vulnerável. "O governo estima economizar R$ 2 bilhões por ano com o BPC, mas isso reflete a lógica de cortar onde afeta os mais pobres, enquanto grandes fortunas continuam intocadas", criticou.
Para Miola, a implementação da taxação sobre os ricos, anunciada pelo governo como um avanço na justiça tributária, também enfrenta desafios. Ele lembrou que o Brasil possui uma estrutura tributária regressiva, na qual os mais pobres arcam com a maior carga tributária proporcional à renda. "A ideia de que os ricos pagarão mais impostos ainda está longe de se concretizar. O sistema permanece extremamente desigual", afirmou.
Ao concluir sua análise, Miola sugeriu que o governo adote uma postura mais firme para mobilizar apoio popular em torno de suas bandeiras históricas. "Sem uma mobilização social forte, o governo corre o risco de ceder ainda mais às pressões do mercado, abandonando pautas que representam a essência de seu compromisso com os trabalhadores", alertou.