Contato

CIADI lança campanha "Meias Coloridas" para promover inclusão e celebrar a diversidade

 

O Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (CIADI) lançará no dia 02 de março a campanha "DOE um par de meias coloridas" — ação simbólica que incentiva a aceitação, o respeito e a inclusão das pessoas com Trissomia do Cromossomo 21 (T21). A iniciativa parte da crença do CIADI em um mundo cheio de cores, formas e tamanhos, onde ser diferente é natural e a inclusão pode começar por um gesto simples: um par de meias.
O lançamento ocorrerá por meio da divulgação de um vídeo da primeira-dama, Tainah Marinho Aldigueri, nas redes socias e no site da Casa. A campanha receberá doações de meias — grandes, pequenas ou enfeitadas — durante o período de 02 a 13 de março. As doações poderão ser entregues nos caixotes que serão disponibilizados nas recpeções da Alece.
Nos dias 17 e 18 de março, a mobilização ganhará os corredores da Assembleia, quando os servidores serão convidados a calçar meias descombinadas e caminhar juntos, fortalecendo a mensagem: “Meias diferentes, juntos por um mundo melhor”.
"Acreditamos que a inclusão começa em gestos visíveis e cotidianos. Doar um par de meias é mais que um ato simbólico: é assumir compromisso com o respeito, a dignidade e a celebração das singularidades de cada pessoa com T21. Venha se juntar a nós — cada par conta", afirma Aryadna Rocha, coordenadora do CIADI.
Sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down
O Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado em 21 de março, data que representa a trissomia do cromossomo 21. A data tem como objetivo conscientizar sobre inclusão, promover o respeito, combater preconceitos e aumentar a visibilidade das pessoas com Down, defendendo direitos e incentivando sua inclusão na educação e no mercado de trabalho. A campanha das meias descombinadas é um símbolo amplamente usado para representar a diversidade e a beleza da singularidade.

Serviço
Lançamento: 02 de março
Período de arrecadação: 02 a 13 de março
Caminhada com meias descombinadas: 17 e 18 de março nos corredores da Alece

O poder da mensagem

 


G7 avalia liberar reservas estratégicas de petróleo para estabilizar oferta

 

Ministros das Finanças discutem possível ação coordenada pela Agência Internacional de Energia
Os ministros das Finanças das principais economias desenvolvidas se reúnem nesta segunda-feira (9), para discutir uma possível liberação emergencial de petróleo a partir de reservas estratégicas mantidas por seus países. A medida seria coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE) e teria como objetivo responder a pressões no mercado global de energia.
De acordo com reportagem do Financial Times, os integrantes do Grupo dos Sete (G7) avaliarão a adoção de uma ação conjunta envolvendo suas reservas de emergência de petróleo. A discussão ocorre em meio às preocupações com a estabilidade do abastecimento e com o impacto de oscilações nos preços do petróleo no cenário econômico internacional.
Segundo o jornal britânico, a proposta em análise prevê que os países do bloco considerem liberar parte de seus estoques estratégicos caso haja necessidade de reforçar a oferta global da commodity. O mecanismo seria articulado pela Agência Internacional de Energia, organismo que tradicionalmente coordena ações coletivas entre países consumidores para responder a crises energéticas.
As reservas estratégicas de petróleo são mantidas por diversos países para garantir segurança energética em momentos de interrupção no fornecimento ou de fortes turbulências no mercado internacional. Em situações excepcionais, a AIE pode organizar liberações coordenadas dessas reservas para mitigar impactos econômicos e evitar escassez.

A eventual liberação de petróleo pelos países do G7 dependeria do consenso entre seus integrantes e da avaliação sobre a situação do mercado energético. As discussões entre os ministros das Finanças deverão considerar cenários de oferta e demanda, além das possíveis consequências de uma intervenção coordenada sobre os preços globais do petróleo.

O dia

 


O dia não trai. Pode chegar de cara diferente toda manhã, mas não trai. Sem fazer joguinho, chega mesmo a atrasar, a chover, a secar, por fim; balança mas não cai.

Será isso que o Ciro espera?

 

Alta rejeição a Lula e Flávio Bolsonaro abre espaço para terceira via em 2026, aponta Datafolha
Os números da pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (7), revelam um cenário eleitoral marcado por altos índices de rejeição aos principais pré-candidatos à Presidência da República, o que pode abrir espaço para o surgimento de uma terceira via na disputa de 2026.
De acordo com o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a rejeição entre os nomes testados, com 46% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. Logo em seguida aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 45% de rejeição.
Os índices elevados para os dois principais polos políticos indicam, segundo analistas, que parte do eleitorado pode buscar alternativas fora da polarização entre lulismo e bolsonarismo.
Entre os demais pré-candidatos testados, os níveis de rejeição são significativamente menores. O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) aparece com 19%, enquanto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) registra 17%.
Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 18% de rejeição, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) apresenta o menor índice entre os principais nomes, com 14%.
No caso de Ratinho Jr., um dado chama atenção: 38% dos eleitores afirmaram não conhecer o governador paranaense, o que indica espaço para crescimento de sua imagem nacional.
Outros nomes também aparecem no levantamento. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) tem 27% de rejeição, enquanto Renan Santos (Missão) registra 14% e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) aparece com 12%.
Segundo turno apertado
A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o presidente teria 46% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 43%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.

O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, entre os dias 3 e 5 de março.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03715/2026 e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Prefeito do Pará adora o Ceará

 

Casa de luxo no Ceará e pagamentos via Pix: MP investiga “vaquinha” para prefeito comprar mansão
Imóvel de luxo no litoral do Ceará, avaliado em até R$ 4 milhões, teria sido pago por empresas e pessoas físicas ligadas a contratos com a Prefeitura de Ananindeua (PA), Daniel Santos.
Por Fantástico
"Vaquinha da Corrupção" : O MP investiga transferências suspeitas para quitar a casa de praia do prefeito de Ananindeua.

Uma mansão em um condomínio de luxo à beira-mar, no litoral do Ceará, virou alvo de uma investigação que envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e uso de recursos públicos desviados.
O imóvel fica em Fortim, pequena cidade litorânea a cerca de duas horas de Fortaleza. A casa, avaliada em cerca de R$ 4 milhões já mobiliada, é apontada pelo Ministério Público como um dos principais indícios de um suposto esquema que teria beneficiado o prefeito de Ananindeua (PA), Daniel Santos (PSB).
Segundo os investigadores, o pagamento do imóvel teria sido feito por empresas e pessoas ligadas ao município do Pará, numa espécie de “vaquinha da corrupção”.
A casa investigada
O condomínio onde fica a residência reúne imóveis de alto padrão em uma área reservada do litoral cearense. A casa investigada é a número 4, localizada perto da portaria. No lançamento do empreendimento, ela funcionava como “casa modelo” — totalmente decorada e equipada para atrair compradores.
Sem mobília, o imóvel custa cerca de R$ 2,5 milhões. Já completo e pronto para uso, chega a mais de R$ 4 milhões. O contrato de compra e venda foi feito em nome da empresa Agropecuária JD, pertencente ao prefeito.
Pagamentos ligados a contratos com a prefeitura
De acordo com o Ministério Público, a aquisição dessa casa seria parte de um esquema maior de corrupção. Segundo os investigadores, dinheiro público que deveria financiar educação, saúde e infraestrutura em Ananindeua teria sido desviado para pagar patrimônios pessoais do prefeito.
A investigação identificou um padrão nas movimentações financeiras: empresas recebiam pagamentos da prefeitura e, logo depois, transferiam dinheiro para quitar parcelas do imóvel.
Uma dessas empresas é a Neo BRS, fornecedora de materiais escolares para a Secretaria de Educação de Ananindeua. Em setembro e outubro de 2024, a empresa emitiu duas notas fiscais que somam R$ 1.488.137 por cadernos, canetas, réguas e tesouras vendidos à prefeitura.
Segundo os documentos analisados a prefeitura pagou o valor em uma conta da empresa; no dia seguinte, a Neo BRS transferiu R$ 866 mil dessa mesma conta para pagar uma parcela da casa no Ceará.
O Fantástico procurou representantes da empresa, mas não encontrou ninguém no local para comentar o caso.
Outro exemplo citado nas investigações envolve a Ferreira Comercial, que vende produtos de limpeza para a Secretaria de Educação. Em outubro de 2024, a empresa emitiu uma nota fiscal de R$ 521 mil. A prefeitura pagou o valor à empresa pela manhã; horas depois, a Ferreira Comercial transferiu R$ 250 mil para pagar outra parcela da casa de veraneio.
A equipe da reportagem foi ao endereço informado na nota fiscal da empresa, mas moradores da rua disseram não conhecer a companhia.
O Ministério Público também aponta participação de pessoas ligadas à administração municipal. Um dos casos citados envolve Alexandre Gomes, vereador que assumiu a Secretaria de Habitação de Ananindeua em fevereiro de 2024.
Cinco dias após tomar posse, segundo a investigação, a construtora ligada a ele fez dois depósitos que somam R$ 1 milhão para pagar parcelas da casa no Ceará.
O vereador não respondeu aos contatos da reportagem por telefone nem por e-mail.
Patrimônio do prefeito é alvo de investigação
O procurador-geral de Justiça do Pará, Alexandre Tourinho, afirma que o Ministério Público investiga uma evolução patrimonial considerada incompatível com a renda declarada do prefeito.
Segundo ele, há indícios de que empresas contratadas pela prefeitura ajudavam a pagar despesas pessoais do gestor. Entre os pagamentos citados por investigadores estão:
combustível e óleo diesel para fazenda do prefeito
parcelas de uma aeronave particular outros bens de alto valor
Segundo depoimentos coletados na investigação, diferentes empresas teriam pago cotas de um avião avaliado em cerca de R$ 10,9 milhões. A aeronave estava registrada em nome da Agropecuária JD.
Durante buscas realizadas no Pará e no Ceará, investigadores também encontraram cerca de R$ 4,1 milhões em relógios de luxo em um apartamento ligado ao prefeito em Fortaleza.
Entre as marcas estavam Rolex e Patek Philippe, bens considerados indícios de lavagem de dinheiro pelos investigadores.
Foi nesse mesmo apartamento que os agentes encontraram o contrato de compra da casa de Fortim, o que levou os investigadores até o imóvel.
Investigação chegou ao STF
Daniel Santos declarou à Justiça Eleitoral, em 2024, um patrimônio de R$ 4,8 milhões. Mesmo assim, o Ministério Público pediu o bloqueio de mais de R$ 130 milhões em bens, incluindo:
uma fazenda comprada por R$ 16 milhões
imóveis
aeronave
outros patrimônios ligados ao prefeito.
Patrimônio declarado pelo prefeito de Ananindeua (PA) em 2024. — Foto: Reprodução/Fantástico
Inicialmente, as investigações tramitavam na Justiça do Pará, mas parte do caso foi levada ao Supremo Tribunal Federal.
Isso ocorreu porque a defesa do prefeito tentou incluir no processo a esposa dele, a deputada federal Alessandra Haber (MDB), que possui foro privilegiado. Segundo o Ministério Público, ela não é investigada no processo.
Promotores afirmam que, após uma operação policial, o prefeito tentou transferir a casa de Fortim para o nome da esposa. A escritura, no entanto, não foi concluída porque seria necessário comprovar a origem do dinheiro usado na compra.
Agora, caberá à ministra Cármen Lúcia decidir se o caso continuará no STF ou se retornará à Justiça do Pará.
Após as operações policiais, o prefeito teria tentado transferir a casa de Fortim para o nome da esposa. A escritura não foi assinada porque seria necessário declarar a origem dos recursos usados na compra.
Recentemente, a defesa de Daniel Santos pediu ao STF a anulação das investigações, alegando irregularidades na atuação do Ministério Público.
O ministro Alexandre de Moraes suspendeu temporariamente o processo até análise do pedido.

A reportagem tentou contato com o prefeito na prefeitura de Ananindeua. Até a publicação desta reportagem, Daniel Santos não respondeu.

PROTEÇÃO À INFÂNCIA

 


Presidente Lula sanciona lei que torna explícita a presunção absoluta de vulnerabilidade em casos de estupro
Norma, publicada em edição extra do Diário Oficial da União neste domingo (😎, estabelece que a vulnerabilidade não pode ser relativizada e que as penas se aplicam independentemente de consentimento, experiência sexual ou gravidez decorrente da violência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.353, que altera o Código Penal para reforçar a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima no crime de estupro de vulnerável. A norma, publicada em edição extra do Diário Oficial da União neste domingo, 8 de março, reforça que a vulnerabilidade não pode ser relativizada, ou seja, não pode ser reduzida ou questionada com base em circunstâncias do caso.
A lei modifica o artigo 217-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para estabelecer expressamente que a presunção de vulnerabilidade da vítima é absoluta. O texto também estabelece que as penas previstas no dispositivo se aplicam independentemente de consentimento da vítima, de sua experiência sexual, do fato de ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime ou da ocorrência de gravidez resultante da prática do crime.
VULNERÁVEIS — Pela legislação brasileira, são considerados vulneráveis, para fins de tipificação do crime de estupro de vulnerável, os menores de 14 anos e as pessoas que, por enfermidade, deficiência mental ou qualquer outra causa, não possuem discernimento ou não podem oferecer resistência.
A proposta surgiu após decisões judiciais que teriam mitigado a vulnerabilidade com base em circunstâncias como relacionamento prévio ou gravidez. O objetivo da Lei é evitar interpretações que relativizem a condição da vítima com base nesses fatores, que não têm impacto na responsabilização penal.
REFORÇAR SEGURANÇA JURÍDICA — Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 indicam elevados índices de violência sexual contra crianças, especialmente na faixa etária de 10 a 13 anos. O texto sancionado busca assegurar uma redação legal clara e inequívoca para fortalecer a proteção da dignidade sexual de crianças e pessoas incapazes, impedindo interpretações que reduzam a proteção às vítimas.

COMBATE À VIOLÊNCIA — A nova lei não cria um novo tipo penal nem altera as penas já previstas na legislação, mas consolida o entendimento de que a proteção às vítimas deve prevalecer de forma absoluta nesses casos, reforçando a segurança jurídica e a efetividade no combate à violência sexual infantil.

PSTU espalha brasa

 

Com críticas ao PT e à “extrema direita”, PSTU lança candidato ao Governo do Ceará
Partido faz críticas tanto ao PT como à oposição e defende uma alternativa a esses dois projetos com a candidatura própria
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) anunciou Zé Batista, sindicalista e ex-candidato a prefeito de Fortaleza, como pré-candidato ao Governo do Ceará nas eleições deste ano. A decisão foi anunciada no sábado (7) após reunião entre militantes da legenda.
Comunicado divulgado nas redes sociais de Zé Batista faz duras críticas tanto ao PT – que está nos governos federal, estadual e municipal – como à oposição. O texto defende uma alternativa a esses dois projetos com a candidatura do partido, que “se recusa a aceitar passivamente os ataques que vêm sendo desferidos contra a classe trabalhadora”.
“Os ataques vêm de todos os lados. No plano federal, o governo Lula mantém o arcabouço fiscal, preserva as reformas neoliberais e segue garantindo lucros recordes aos banqueiros, enquanto impõe sacrifícios permanentes ao povo trabalhador”, começa o texto, em referência ao governo do presidente Lula (PT).
As críticas do PSTU também vão para os governos do governador Elmano de Freitas (PT), no Ceará, e do prefeito Evandro Leitão (PT), em Fortaleza.
“No Ceará, o governo Elmano de Freitas segue o mesmo caminho: autorizou a liberação de drones para pulverização de venenos na agricultura, aprofundando o envenenamento do campo e da água; promove arrochos nos serviços públicos, mantém salários rebaixados para os servidores e governa de joelhos diante dos bilionários e dos grandes grupos econômicos do estado”, diz o texto.
E segue: “Na capital, Evandro Leitão chegou prometendo um ‘Ceará três vezes mais forte’. De fato, ele tem sido três vezes mais forte para a burguesia, para os empresários e para os grandes contratos, mas nada mudou para os trabalhadores, para a juventude e para o povo pobre das periferias, que seguem enfrentando desemprego, precarização e abandono”.
O comunicado aponta que o Ceará apresenta uma desigualdade brutal, serviços públicos precarizados, violência nas periferias e devastação ambiental, “enquanto uma pequena elite acumula fortunas e privilégios”.

Também propõe que a pré-candidatura do PSTU tenha a tarefa de “desmascarar” a extrema direita e “sua falsa retórica de oposição ao sistema”. “Eles se apresentam como ‘antissistema’, mas defendem exatamente aquilo que há de mais reacionário na sociedade: o poder dos ricos, o autoritarismo, o racismo, o machismo e a repressão contra o povo trabalhador”.

Autonomia financeira é prioridade para mulheres, aponta pesquisa

 

O levantamento confirma que o mundo do trabalho permanece desigual e traz a percepção delas sobre práticas discriminatórias e violentas no ambiente profissional
Ter autonomia financeira para decidir sobre a própria vida está no topo das prioridades das mulheres ouvidas pela pesquisa Mulheres e Mercado de Trabalho, divulgada neste sábado (7).
O levantamento confirma que o mundo do trabalho permanece desigual e traz a percepção delas sobre práticas discriminatórias e violentas no ambiente profissional.
Realizada pela Consultoria Maya, com base no cadastro da plataforma de educação corporativa Koru, a pesquisa investigou a visão de 180 mulheres sobre trabalho e vida pessoal. Para isso, entrevistou diferentes perfis etários e etnorraciais, com exceção de indígenas.
Ao falar sobre ambições, a independência financeira foi apontada como prioridade por 37,3% delas. Em segundo lugar, estava a saúde mental e física (31%) e, em seguida, a realização profissional. Ter uma relação amorosa não é a meta nem de uma em cada dez mulheres consultadas.
“Estamos falando de ter um salário, de ter rendimento, de ter poder de decisão, não é de poder de compra”, explicou a diretora da Consultoria Maya, Paola Carvalho. A autonomia, destacou, permite à mulher sair de um relacionamento abusivo ou oferecer melhor condição de vida para a sua família.
“Autonomia financeira é condição para liberdade de escolha”, frisou.
Violência e discriminação
Para muitas mulheres, o caminho para a autonomia passa pelo trabalho remunerado. No entanto, permanecem várias barreiras culturais ao acesso e à ascensão delas no mercado, apesar de terem melhor formação e currículo, segundo a visão das próprias. Entre os problemas, estão a discriminação e a violência.
Dentre as entrevistadas, 2,3% relatam ter sido preteridas em promoções, em geral, por conta da maternidade.
“Primeiro [vêm] os homens, claro, depois, mulheres sem filhos e, por último, mulheres com filhos”, contou uma das mulheres ouvidas na pesquisa, que não foi identificada. “Vejo predileção em promover mulheres que não têm filhos em vez de mães”, avaliou.
A violência psicológica também tem impacto na carreira. Mais de sete entre dez entrevistadas relataram ter sofrido com o problema.
Os casos incluem comentários sexistas ─ que desvalorizam aptidões pelo fato de ser mulher ─, incluindo ofensas sobre a aparência delas, além de interrupções frequentes em reuniões, apropriações de ideias e questionamentos sobre a capacidade técnica.
“Meu coordenador me ofereceu um cargo acima do que eu estava e, quando aceitei, por três vezes, ele me chamou para conversar e questionar se eu achava que conseguiria”, relatou uma das mulheres ouvidas.
“Em uma das vezes, ele teve a audácia de me pedir para conversar com o meu esposo sobre a minha decisão”, completou outra entrevistada.
A violência no local de trabalho fez com que muitas pensassem em abrir mão do trabalho e, mesmo que muitas não tenham desistido, o problema mostra que a permanência delas no trabalho “ocorre apesar das adversidades, e não pelas condições plenamente equitativas”, diz o texto.

(Agência Brasil)