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Opinião

Decisões políticas nas convenções
Mauro Benevides - Deputado Federal
Até maio, quando inicia-se o período destinado às Convenções Partidárias, as nossas agremiações manter-se-ão em regime de meras articulações de gabinetes, selecionando indicações para a disputa, especialmente aqueles que postulam cargos majoritários de Presidente e Vice, Governadores e Senadores da República.

Em quase todas as Unidades Federadas, a concorrência por tais vagas amplia-se a cada momento, a julgar pelo nosso próprio Estado, quando três expressões de peso aspiram ao Senado da República: Eunício Oliveira, Tasso Jereissati e José Pimentel, bem assim a atual ocupante Patrícia Saboya, lastreada esta no prestígio que alcançou, em razão de trabalho pertinaz no campo da ASSISTÊNCIA às crianças e adolescentes, além da dilatação da licença maternidade, de enorme ressonância na mídia e junto aos segmentos sociais de menor poder econômico.

No plano nacional, parece tranquila a aliança entre PMDB-PT, tendo como carro chefe a ministra Dilma Rousseff, com o provável vice Michel Temer, atual presidente da Câmara dos Deputados.
Referentemente à Oposição, parece intensificar-se o cerco em torno de José Serra, correspondido pelo périplo que empreender durante o carnaval, visitando, simultaneamente, Olinda e Salvador, como maneira de difundir sua imagem, a exemplo do que fizeram Ciro e Dilma, com idêntica intenção.

As próximas pesquisas, na primeira quinzena de março, apontarão os detentores de melhor aceitação, num universo razoável, capaz de alimentar especulações e ensejar reformulação de imagens para mais fácil acolhimento por parte da massa votante, embora distante, ainda, o prélio de 03 de outubro.

Os cálculos começam a projetar-se sobre o número de eleitos em cada coligação, num exercício ininterrupto de agilidade mental, com prospecções que sofrem as alterações daqueles que situam-se como “matemáticos políticos”, com vivência na complexa esfera especulativa.

Há quem vaticine que, sob a liderança do governador Cid Gomes, é bem possível que a chapa federal possa comportar-se em derredor de 17 privilegiados, superando, desta forma, o cômputo anterior, apurado em 2006, quando um a menos ocorreu, em que pese à impactante quantidade de sufrágios atribuídos a Ciro Gomes.
É aguardar a abertura das urnas, sob expectativas dos milhões de eleitores, sequiosos por conhecer o veredicto de uma batalha que envolve a Nação e os Estados brasileiros.

Mauro Benevides é jornalista e expõe suas opinião às quintas-feiras no jornal O Estado.

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