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Bom dia

Sobral, a Sobral do meu tempo, da minha rua, das minhas peladas, das meninas da Dozinha e da Terezona, já quase não existe, mas minha memória ainda é boa pra ter tudo isso presente. A ridícula Praça de Cuba continua Praça da Meruoca. A ridícula praça num sei lá o que, continua Praça João Pessoa. Foi lá que nasci, criei os dentes, aprendi as primeiras leituras, a ser um goleiro razoavel, a respeitar os mais velhos e aprendi a ter vergonha na cara porque quando fazia uma caquinha na rua, ou em casa mesmo, Mãezinha Maria Pompeu, filha de Mãe Vovó Petronilha, a Racista, botava uma cadeira num armador de rede que tinha bem na sala de visitas lá de casa, na porta da rua, e me aboletava lá em cima, pra todo mundo ver que eu estava de castigo porque havia feito alguma malinação. Nem por isso virei bandido, mas por isso criei vergonha, ensinamento que tenho hoje a coragem de desnudar na chegada à idade do ouro, da prata, do chumbo...quer dizer, do chumbo, não.
Tudo isso pra dizer que ontem, anos e anos depois, fui a Sobral, e voltei. A trabalho, mas fui.

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