Quando morre um vencedor
Frankfurt (Alemanha) 19 graus abaixo de zero -
Distante do amigo doente, acompanhei pela imprensa e por ligações comuns de
amizade em Minas, a agonia do parceiro Wando. Nos conhecemos no distante 1968
quando Wando era Vanderlei, só Vanderlei tocando guitarra base e cantando no
Conjunto Os Escaravelhos, em Congonhas do Campo que nos deu os títulos de
cidadania. O patrimônio cultural da humanidade, que até hoje guarda a suntuosa
obra de Alenjadinho, o maior conjunto de arte barroca das Américas, guarda
nossa passagem por lá. Pois bem; apresentados por um amigo comum, acabamos virando
amigos desde então e parceiros em músicas que apresentam ao desconhecido, um
Vanderlei político, contestador, ao mesmo tempo que sambista alegre e criativo.
A coisa do Wando das calcinhas é fruto do marketing criado em torno de uma
velha brincadeira que fazíamos quando ainda em Congonhas. Não vem de lá,é coisa
moderna, mas foi inspirada na molecagem da nossa juventude. O Wando-Vanderlei,
cantou versos como “Há tanto pra dizer-tanto pra contar-mas se contar não posso-pra
cantar não dá.” Era 68, amigo. Ou ainda:Seja sangue do meu sangue-Dor do meu
pecado-Cor da minha cor-Seja arma do meu crime-Mate o tempo triste-Seja como
for-Eu quero a paz-Não quero a dor-Eu quero o amor...Fomos chamados ao Cenimar
e apertados por lá, hóspedes dos “home” porque fizemos um show chamado Musipapo
e cantamos a liberdade tão sonhada à época. Este Vanderlei que saia na noite
fria de Congonhas fazendo serenata, os editores de hoje não conhecem ou
desconhecem o cara que uma vez na vida bebia uma, duas doses de uisque, ou
pinga, ou até duas cervejas, mas fumava de faz-de-conta. Aquele Wando era o
mesmo de hoje, que adorava comer arroz quente com dois ovos em estrela as tres,
quatro da manhã, ou um mexido com tudo o que sobrara do almoço e do jantar da
república do grupo musical. Este poucos conheceram e não sabem que Wando das
Calcinhas era uma entidade. Apenas uma entidade. O Wando velho de guerra nunca
deixou de ser o Vanderlei daqueles distantes começos no final dos anos 60. Um
dia alguém contará isso com mais tempo e espaço. Eu guardo aqui as minhs
saudades do amigo.
A frase:”Quem
não sabe é como quem não vê. Morre cego, e burro”. Atualizando os adágios.
Grito do Padre Zé
“O crack é
hoje o maior problema psíquico-social do Brasil. Ou o Brasil vence o crack ou
o crack destruirá o
Brasil.” Do dep.federal José Linhares, fechando discurso na Camara.
Do Observatório Romano
O jornalão da Santa Sé,
que leio aqui na Europa, anuncia que o papa Bento 16
nomeou dom Giovanni d'Aniello para o cargo de núncio apostólico no Brasil, ou
seja, o representante diplomático da Santa Sé no país.
O crítico
Tem um vereador em Sobral, revoltado com o Prefeito
porque o Prefeito assinou convenio da ordem de R$70 milhões para investir na
educação do município.
Pra que isso!
O vereador falou pro Prefeito que era um absurdo
“esse negócio” de botar tanto dinheiro na educação, quando deveria passar pros
veredores darem pro povo.
E mais...
Na cabeça de alguns colegas do tal vereador
sobralense botar ar condicionado em sala de pesquisa virtual de distritos, é um
desperdício de tempo e um gasto besta. Eita!
Por sinal...
Cheira mal o silencio das autoridades eleitorais
sobre o envolvimento (tem documento passado em cartório) de dois vereadores de
Sobral negociando seus mandatos.
Justiça brasileira
Morador de rua é
condenado à prisão domiciliar e pode ser preso por não cumprir a decisão.
Brincadeira! Isso deu no UOL..
Fortaleza a milanesa
A Secretaria de Turismo de Fortaleza, dá início, amanhã, a uma
nova fase de divulgação do destino Fortaleza para o mercado internacional, com
a realização da Noite de Fortaleza em Milão.
Pra interessados
A promoção da cidade será feita de forma direcionada. Cerca de 70
integrantes do trade turístico - imprensa, agências de viagem e companhias
aéreas - italiano participam do evento.
Com mais de mil (Nota da foto)
O deputado Fernando Hugo (PSDB) cobrou, em pronunciamento na
Assembleia Legislativa, esclarecimentos sobre a denúncia feita pelo Sindicato
dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort) de que a
Prefeitura pressiona os agentes da AMC a aplicarem multas. O tucano quer que o
caso seja investigado pelo Tribunal de Contas dos Municípios e pelo Ministério
Público.Segundo o deputado, a denúncia revela que cada trabalhador tem que
gerar mil muitas por mês sob a ameaça de perder horas extras.

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