
A
garrafa de cachaça quase cheia denuncia: faltam clientes brasileiros no
Bar do Armando, no centro de Ericeira, em Portugal. A pequena cidade a
50 km de Lisboa é um dos redutos de imigrantes do Brasil. Com a crise
na Europa, porém, retornaram ao país, secando a economia de cidades
inteiras. Nos povoados da Costa da Caparica, onde a baixa de
brasileiros foi maior, supermercados vendem até 60% menos, pequenos
shoppings foram abandonados, restaurantes ficaram vazios e 40% de
agências imobiliárias pararam de funcionar. Com menos contribuições, a
prefeitura teve que cortar vencimentos de funcionários.
''Os
brasileiros eram consumidores diários. Com certeza afetou bastante
nossa economia'', diz o prefeito das vilas da Costa da Caparica,
Antonio Neves. Lá, o número de brasileiros chegou a 4.000, de uma
população total de 13 mil. No primeiro trimestre de 2012,porém,
restavam apenas 1.500.
'O
brasileiro aqui enchia o carrinho no supermercado', afirma o prefeito
de Ericeira, António Manuel Mansura. Ali, a crise se mede pela bebida:
ele vendia 20 barris de chope por dia em 2006. Hoje, mal chega a dois
barris.
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