MPF obtém indeferimento de renovação de licença para exploração mineral em terra indígena Pitaguary no Ceará
Primeira
licença, já vencida, havia sido emitida de forma irregular pela
Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), que se comprometeu a
não conceder novas licenças ao empreendimento
O
Ministério Público Federal (MPF) conseguiu que não fosse renovado o
licenciamento ambiental para autorizar a pedreira Canaã a fazer extração
mineral em uma terra indígena Pitaguary, localizada no município de
Pacatuba, na região metropolitana de Fortaleza (CE). A Superintendência
Estadual do Meio Ambiente (Semace) indeferiu o pedido de renovação da
licença após recomendação do MPF.
De
acordo com o procurador da República Ricardo Magalhães de Mendonça,
autor da recomendação, o antigo licenciamento ambiental que autorizava a
extração mineral de granito pela pedreira foi concluído sem nenhuma
participação da Fundação Nacional do Índio (Funai), tampouco a oitiva da
comunidade indígena afetada.
O
MPF destaca ainda que a licença havia sido concedida pela Semace
indevidamente, já que a atribuição para a emissão do licenciamento
pertence ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) por se tratar de terreno da União e por afetar
comunidade indígena.
Na
recomendação expedida em julho, o MPF lembrou que portaria publicada em
2006 pelo Ministério da Justiça declarou como tradicionalmente
indígenas as terras ocupadas pelos índios Pitaguary nos municípios de
Pacatuba e Maracanaú, ambos no Ceará.
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