Consciência
Entendemos
por ética a parte da filosofia que trata de disciplinar e orientar o
comportamento humano, ou seja, é a ciência da moral. Esta, por sua vez,
representa os bons costumes e a boa conduta, de acordo com os preceitos
socialmente fixados pela sociedade. Já a “governabilidade” pode ser
entendida pela qualidade intrínseca do governante, significando a
importância da tranquilidade política e socioeconômica para que um
governo possa desempenhar suas atividades básicas. Em todos os tempos e
sob qualquer regime a governabilidade só alcançou sucesso na medida em
que se apoiou em princípios éticos. “O fim justifica os meios”, conforme
Maquiavel, não é uma atitude estratégica e muito menos ética, mas uma
conduta incorreta que não leva uma sociedade a uma situação de justiça,
bem como baseada na essência da democracia. Como disse Norberto Bobbio:
“a ética distinguiu os deveres em relação aos outros e os deveres para
consigo mesmo. No debate sobre o problema da moral em política aparecem
exclusivamente os deveres em relação aos outros”. Nos dias atuais
existem muitos países ditos democráticos, elegeram seus governantes,
todavia, não apresentam uma sincera e clara harmonia entre os aspectos
éticos e de governabilidade. Defendemos que ética e governabilidade
caminhem juntas, buscando uma sociedade politicamente aberta, soberana,
de economia forte e socialmente justa. Por fim, voltamos a insistir,
governabilidade é atender às reais necessidades e carências do povo e
não fazer concessões e acordos que possam prejudicá-lo.
Gonzaga Mota
Professor aposentado da UFC
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