Imagem: Reprodução/Instagram
- Ministério Público do Rio denunciou a advogada Agostina Páez, 29, sob acusação de injúria racial
A advogada argentina Agostina Páez, 29, ré sob acusação de injúria racial no Rio de Janeiro, publicou nas redes sociais uma série de mensagens com ameaças de morte, estupro e ofensas racistas que afirma ter recebido após o caso ganhar repercussão.
O que aconteceu
Agostina divulgou prints de 27 mensagens privadas enviadas por usuários em plataformas digitais. Nos conteúdos, há frases como "vou te achar e te matar", "cuidado ao andar sozinha" e "espero que você morra na cadeia". Também aparecem ameaças de violência sexual, inclusive com teor racista, e ofensas xenofóbicas.
Agostina Páez virou ré após ser flagrada praticando ofensas racistas na saída de um bar em Ipanema, na zona sul carioca, no dia 14 de janeiro. Ela foi denunciada por injúria racial, após vídeos mostrarem gestos de macaco, sons do animal e o uso da palavra "mono" (macaco, em espanhol) em tom pejorativo contra um funcionário negro do bar.
O episódio ocorreu após uma discussão por causa de um suposto erro no pagamento da conta. A argentina estava acompanhada de duas amigas, e o gerente pediu que aguardasse enquanto as câmeras de segurança eram conferidas. Durante a espera, ela iniciou xingamentos e ofensas discriminatórias.
A vítima registrou boletim de ocorrência no mesmo dia das ofensas. O funcionário do bar relatou que foi chamado de "negro" de forma pejorativa. As investigações foram reforçadas por imagens do circuito interno e relatos de testemunhas.
Agostina afirmou que não sabia que o gesto era crime no Brasil e negou intenção discriminatória. Ela disse que imitava o macaco em tom de brincadeira para as amigas, não à vítima. O Ministério Público e a polícia rejeitaram essa versão.
Após ser presa preventivamente, a argentina teve a prisão revogada horas depois. Ela segue ré, com tornozeleira eletrônica e proibida de sair do país. Familiares dela vieram ao Rio e afirmaram que Agostina está arrependida e teme pela própria segurança,
Reação e desdobramentos
O caso gerou intensa repercussão nas redes sociais e em veículos argentinos e brasileiros. Agostina relatou que se sentiu exposta, com medo de sair às ruas e alvo de uma "campanha de ódio" após a divulgação das imagens e da denúncia…
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