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Ecossistema Digital do Ceará entra no foco de financiamento dos bancos multilaterais

 

O ecossistema digital do Ceará atrai instituições multilaterais de financiamento com foco no apoio a projetos na linha da transformação digital, desenvolvimento sustentável e melhorias sociais. Uma semana depois de o Banco Mundial visitar em Fortaleza dois sistemas de cabos submarinos, Cirion e Telxius, o braço financeiro da União Europeia, Global Gateway, realiza, nesta terça-feira, das 9h30 às 12h, na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), o painel “Diálogos de Aproximação Brasil-Europa na Atração de Investimentos para a Transformação Digital”.
A promoção da infraestrutura da conectividade e do desenvolvimento sustentável global constam nos objetivos do Global Gateway, que tem como meta mobilizar investimentos no setor. O evento em Fortaleza busca identificar desafios e oportunidades para novos investimentos entre a União Europeia e o Brasil, harmonizar padrões regulatórios, promover parcerias tecnológicas e ampliar a confiança de investidores europeus, alinhando esses esforços à agenda brasileira de desenvolvimento sustentável e de soberania digital.
BID, IA e Cinturão Digital
Nesta aposta da transformação digital, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tem contratos de financiamento que possibilitaram ao Ceará a aquisição de oito núcleos de hiperconectividade para processamento de inteligência artificial e outras aplicações em uma nuvem privada da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), no data center da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice). Cinco dos oito núcleos são da Seplag e três da Etice – o investimento contou também com recursos do Tesouro do estado.
Por meio do contrato vigente com o BID, o governo do Estado ampliará a velocidade do Cinturão Digital do Ceará (CDC) – de 200 Gbps para 400 Gbps ainda este ano, para suportar grande volume de tráfego, aplicações de inteligência artificial e serviços em nuvem de alto desempenho. O CDC conta com 5.941 Km de extensão, dos quais 5.105 no interior do Ceará e 836 Km em Fortaleza.
O evento do Global Gateway desta terça-feira na Fiec é realizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), em parceria com a Delegação da União Europeia no Brasil e a ApexBrasil. O encontro também marca a inauguração da iniciativa “Business Dialogues”, uma série de reuniões empresariais de alto nível voltadas a fortalecer potencialidades regionais, estruturar projetos estratégicos para uma economia verde e competitiva e aprofundar a cooperação com a União Europeia. Os insumos gerados subsidiarão o II Fórum de Investimentos Brasil–União Europeia, programado para março deste ano.
O presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Hugo Figueirêdo, participa como debatedor no evento, após o painel sobre Infraestutura Física e Digital, a ser apresentado pela diretora do Departamento de Transformação e Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e, Comércio e Serviços do Brasil, Cristiane Rauen.
Compartilhamos, a seguir, nota conceitual com mais informações:
Ceará como polo de atração tecnológica
Na corrida pela digitalização, a atração de data centers ganhou destaque na agenda de investimentos do Governo Brasileiro, por seu papel central na sustentação de serviços em nuvem, inteligência artificial e processamento de dados em larga escala. A decisão de instalar esse tipo de infraestrutura envolve fatores complexos, como disponibilidade e custo de energia, capacidade de conectividade, segurança regulatória e planejamento territorial, além de políticas nacionais de incentivo, com destaque para o pacote Redata como instrumento central de estímulo fiscal à implantação e expansão de data centers no país.
Nesse cenário, o estado do Ceará tem se mostrado receptivo à atração de datacenters, ressaltando como vantagens a presença de cabos submarinos e instrumentos de fomento como o Cinturão Digital e as Zonas de Processamento de Exportação. O ponto crucial consiste em garantir que essas infraestruturas sejam impulsionadores de desenvolvimento econômico e tecnológico local, sem comprometer o acesso da população a recursos essenciais, como água e energia. Para isso, é fundamental que os investimentos sejam orientados por critérios claros e desenvolvidos com parceiros que internalizem essas preocupações em suas estratégias.
O plenário será recepcionado por Roseane Medeiros, Secretária de Relações Internacionais do Ceará; Marian Schuegraf, Embaixadora da União Europeia no Brasil; Roberto Jaguaribe, Conselheiro Consultivo Internacional do Cebri; e Ricardo Cavalcante, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará; Tiago Machado, da Vivo; e Johannes Klingberg, da GIZ. O encerramento ficará a cargo de Fernanda Cimini, Diretora de Projetos do Cebri.

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