Carnaval e assédio: 45% das mulheres relatam importunação, aponta pesquisa
O Carnaval deveria ser sinônimo de liberdade: dançar sem culpa, rir alto, usar glitter, andar sozinha ou acompanhada sem medo. Mas, para muitas mulheres, a folia vem acompanhada de um alerta silencioso — o risco de que a diversão se transforme em constrangimento ou violência em questão de segundos.
Pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada em 2025, revela que 45% das mulheres entrevistadas afirmaram ter sofrido importunação sexual durante o Carnaval. O dado expõe uma realidade que se repete nos blocos e multidões, alimentada pela ideia equivocada de que “na folia vale tudo”.
O estudo também mostra que o problema vai além dos atos e está enraizado em percepções culturais. Entre os homens entrevistados, 33% acreditam que uma pessoa sozinha está disponível para ficar com alguém, e 25% consideram que usar pouca roupa justifica uma abordagem. Além disso, 19% avaliam que não há problema em “roubar” um beijo durante a festa.
Para 89% das mulheres ouvidas na pesquisa, combater o assédio é responsabilidade de todos. O resultado revela um contraste: enquanto parte do público ainda associa aparência ou comportamento à suposta disponibilidade, mulheres seguem aproveitando a festa com atenção redobrada à própria segurança.
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