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Portugal diz não à extrema direita

 

Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP
Os portugueses se uniram neste domingo para barrar o candidato de extrema direita André Ventura, do partido Chega, nas eleições presidenciais. Com apoio do centro, da centro-direita e até de conservadores, o socialista António José Seguro, de 63 anos, venceu o pleito com 3.482.481 votos (66,82%), um recorde absoluto na história do país, contra os 1.729.381 votos (33,12%) de seu adversário. Com 99,20% dos votos apurados, Seguro foi vitorioso em todos os distritos e regiões autônomas, mas Ventura lidera entre os eleitores que vivem fora do país — ainda faltam ser computados os votos de sete consulados. Em seu discurso, o presidente eleito pregou a união, condenou a xenofobia e defendeu harmonia com o primeiro-ministro conservador Luís Montenegro. “Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia”, afirmou. Já Ventura deu ares de vitória à derrota, afirmando que o Chega “lidera a direita em Portugal” e que governará o país em breve. (Público)
O presidente Lula felicitou António José Seguro. Segundo Lula, o pleito ocorreu de forma pacífica e “representa a vitória da democracia em um momento tão importante para a Europa e para o mundo”. (g1)

Já no Japão, a primeira-ministra conservadora Sanae Takaichi obteve uma vitória esmagadora nas eleições gerais antecipadas, garantindo ao seu Partido Liberal Democrático (PLD) uma supermaioria na câmara baixa do parlamento. Segundo resultados compilados pela emissora NHK, o PLD havia conquistado 316 das 465 cadeiras nas primeiras horas da manhã de segunda-feira. Essa maioria permite impor mudanças à direita na Constituição do Japão, embora qualquer emenda exija o apoio dos eleitores em um referendo. (Guardian)

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