Contato

Romeu reforça aliança entre Cid e PT e aponta conflitos na oposição

 

Presidente da Alece destacou que grupo do senador mantém relação histórica com petistas, estando na base aliada e nas gestões

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), deputado Romeu Aldigueri (PSB), reforçou nessa quarta-feira (4) a aliança do senador Cid Gomes (PSB) com o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e o governador Elmano de Freitas (PT). Aldigueri apontou, inclusive, que Cid atua hoje como um “conselheiro” para os aliados petistas.

As declarações do chefe do Legislativo estadual foram uma resposta à oposição. Na terça (3), deputados que apoiam a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará levantaram dúvidas sobre o tratamento dado pelo PT a Cid Gomes, chegando a dizer, por exemplo, que o interesse dos petistas pelos aliados na família Ferreira Gomes se resumia ao período das eleições, sem considerá-los para participação no governo. 

“A oposição não tem programas nem projetos para o Ceará. Então, cabe à oposição todo dia tentar inverter narrativas, criar falsas narrativas”, respondeu Aldigueri a jornalistas sobre as falas dos deputados da oposição. Ele reafirmou que Cid tem compromisso com a reeleição de Elmano.

“O governador Elmano de Freitas é candidato à reeleição. O senador Cid Gomes, desde o ano passado, disse que tem compromisso, o PSB vota em Elmano de Freitas. PSB faz parte da gestão e da base de Elmano de Freitas, desde o antigo PDT”. 

O presidente da Alece citou vários nomes do grupo político de Cid, hoje no PSB, que assumiram secretarias na gestão de Elmano de Freitas no Ceará e ainda na gestão de Evandro Leitão (PT) em Fortaleza. Essas movimentações permitiram que suplentes pudessem assumir mandatos na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

“É bom lembrar que o senador Cid Gomes, na época, pediu três secretarias para colocarmos o suplente de deputado Leônidas Cristino na Câmara Federal. O deputado Robério Monteiro foi secretário de Recursos Hídricos, agora o deputado Eduardo Bismarck é secretário de Turismo, deputado Idilvan (Alencar) é secretário de Educação de Evandro Leitão. Por isso, Leônidas Cristino e Ana Paula estão assumindo. Leônidas tirou todo o mandato com as suplências exercidas através dos deputados federais que estão e que foram secretários de Estado”, lembrou Romeu.

Os rodízios também ocorreram entre os deputados estaduais ligados a Cid. “O deputado Bruno Pedrosa tirou todo o mandato porque o deputado Oriel é secretário de Estado. Do mesmo modo, o deputado Antônio Granja está tirando todo o mandato porque, fora Oriel, o deputado Salmito saiu à época. Agora, saiu a própria deputada Lia Gomes, a secretária do governador Elmano e irmã do senador Cid Gomes. O deputado Osmar Baquit também está secretário, possibilitando que os deputados Guilherme Bismarck, Tin Gomes e Antônio Granja estejam na Casa”.

Romeu lembrou a própria posição dele como presidente da Assembleia, resultado de um acordo entre Camilo, Elmano e Cid. Também defendeu que Elmano dá continuidade a “um projeto iniciado por Cid e aperfeiçoado por Camilo e Izolda (Cela)”.

O presidente da Alece destacou também que, para as eleições de 2026, o PSB, partido de Cid, terá “um espaço largo” na chapa majoritária do grupo governista, com direito a uma vaga de Senado para o próprio Cid, caso esse defina ir para a reeleição. “Caso ele não queira, poderá estar indicando o deputado Júnior Mano, mas todos nós somos a favor, inclusive o deputado Júnior Mano, que Cid tem direito legítimo à reeleição”.

OPOSIÇÃO DO CEARÁ “DIVIDIDA”

Já sobre a oposição, Romeu apontou que esse grupo encontra-se atualmente dividido entre a pré-candidatura já posta do senador Eduardo Girão (Novo) – apoiada por lideranças nacionais como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) – e a possível candidatura de Ciro Gomes (PSDB), que não é unanimidade na oposição cearense.

“Priscila Costa e Carmelo Neto em nenhum momento declararam apoio a uma possível candidatura de Ciro Gomes”, apontou Romeu.

“Nós temos aí uma possível pré-candidatura de Ciro Gomes, que quer o apoio do PL, mas ao mesmo tempo não diz que apoia o Flávio Bolsonaro quando é perguntado por jornalistas. Então, é essa a dicotomia que eles têm que resolver. Cabe à oposição identificar como é que eles vão fazer em relação ao projeto nacional. Nós somos do lado do Lula. O Elmano é o candidato do Lula. E a direita vai se juntar ou não? Vão votar em Flávio Bolsonaro ou não vão?”, questionou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário