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Novas modalidades

O Rio de Janeiro será a cidade-sede da Olimpíada de 2016, o que está alegando não só os cariocas (e os brasileiros, em geral) mas especialmente os empreiteiros, diante do volume de obras que deverão ser feitas até lá. Por outro lado, malgrado a super-festa no Rio pela escolha, os cariocas mais irônicos, não perdem a chance e acham que poderão ser acrescentadas até novas modalidades aos Jogos. Por exemplo: campeonato de balas perdidas, melhores equipes de arrastão na praia, recordistas de fila de hospital, subida de morro sem levar tiro de traficante e, claro, disputa entre glúteos mais rijos com atletas freqüentadoras de Leblon e Ipanema.

Deu no Giba Um

Bom começo
Ainda o mercado de luxo: a primeira loja Hermés na América do Sul, no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, começa bem. Na primeira semana, vendeu duas bolsas de crocodilo por R$ 150 mil cada uma. E tem uma terceira encomendada. A máquina registradora lá encostou em R$ 1 milhão nos primeiros sete dias. A vantagem é que no Cidade Jardim pode-se incluir no ritual de uma compra na Hermés, uma circulada pelo local com a sacola, entrando depois, no estacionamento, num carro blindado e com seguranças. Coisa que ninguém mais faz em Nova York: não por medo, por vergonha.

Deu em O Estado de S. Paulo

PT fica refém de Ciro em São Paulo

Lançamento de candidato petista ao governo depende agora do deputado

De Vera Rosa e Clarissa Oliveira

A iniciativa do deputado Ciro Gomes (PSB) de transferir o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo agradou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas jogou o PT na encruzilhada e dividiu o partido.

Embora a tática tenha sido combinada com o Planalto e Ciro diga que será candidato à Presidência - e não ao governo paulista, em 2010 -, o movimento já provocou efeito colateral.

Na prática, o PT ficará refém de Ciro no maior colégio eleitoral do País enquanto o destino político do ex-ministro da Integração não for definido.

"A eleição está muito longe e não precisamos ter pressa para acertar nada antes de março", amenizou o deputado Antonio Palocci (PT-SP). "Compreendo a ansiedade de muitos no PT, mas até agora não sabemos nem mesmo quem será nosso adversário no PSDB."

Ex-ministro da Fazenda, Palocci é hoje o nome mais cotado, nas fileiras do PT, para concorrer à sucessão do governador José Serra (PSDB), pré-candidato à Presidência. Tudo depende, porém, do jogo com Ciro.

Lula não quer a base aliada dividida na campanha e tenta atrair o apoio de Ciro à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Planalto.

Sob a alegação de que uma eleição plebiscitária entre o PT e o PSDB é melhor para o governo, Lula insistirá com Ciro para que desista de disputar a Presidência e entre na briga pela cadeira de Serra. Nesse cenário, garante o aval do PT a ele.

As faces da vitória do Rio


(Do blog do Noblat)

Semana passada, no plenário da ONU, o presidente Lula reeditou o antigo "sapo barbudo" das lutas sindicais e políticas na região do ABC paulista nos anos 70.

De cara amarrada e palavras duras, ele atacou os golpistas de Honduras, garantiu abrigo a Manuel Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa, defendeu o direito de retomada do posto de governo pelo presidente eleito, usurpado pelas armas.

Em seguida, retomou as vestimentas franciscanas, que lhe têm caído como luva nesta década, para ajudar a produzir , ontem, uma vitória histórica para a América do Sul.

Em Copenhague ele jogou mais um papel tão crucial quanto arriscado. Desta vez, porém, optou estrategicamente pela face do "Lulinha paz e amor". Assim o presidente do Brasil desfilou esta semana sob o céu da Dinamarca.

Cenário sheakespeariano cheio de paixões trágicas e desencontradas; manobras muitas vezes desleais e mal-encobertas; conspirações e traições sem fim de todo lado. Neste cenário Lula entrou de corpo, alma e convicção, mas vestido de modéstia , na defesa vitoriosa do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Nesta refrega internacional entre Rio, Madri, Chicago e Tókyo, dá gosto e comove ver a imagem de Luiz Inácio Lula da Silva que a televisão transmite de Copenhague para o Brasil e para o planeta inteiro interessado no desfecho da disputa encarniçada.

Com o auditório repleto de celebridades mundiais de todos os esportes, das artes, dos negócios e da política, é praticamente impossível - a não ser por cegueira ideológica ou preconceitos inqualificáveis -, não ser contagiado pela emoção do ex-operário metalúrgico no seu terno azul e elegante gravata nas cores da bandeira nacional, que está na tribuna.

"Essa candidatura não é só nossa, é também da América do Sul, um continente com quase 450 milhões de homens, mulheres e cerca de 180 milhões de jovens, um continente que nunca realizou os Jogos Olímpicos. Está na hora de corrigir esse desequilíbrio. É hora de acender a pira olímpica em um país tropical, na mais linda e maravilhosa cidade: o Rio de Janeiro", dispara Lula, com pontaria política e diplomática de um campeão olímpico de tiro.

Apesar dos argumentos convincentes e irrespondíveis, esta não foi uma missão fácil. O presidente, Pelé, o governador, o prefeito do Rio, o cineasta Fernando Meirelles com seu filme de beleza e apelo irrecusáveis, além de todos os mais diretamente envolvidos nesta batalha da Dinamarca - e não são poucos - seguramente sabiam disso.

E se não sabiam, basta ver a reportagem que o jornal espanhol El Mundo publicou ontem, assinada pelo repórter Fernando Mas.

O texto mostra primorosamente como o Hotel Marriot, nas margens de um dos principais canais de Copenhague, se transformou nesses últimos quatro dias, no centro das conspirações olímpicas.

A caça e conquista do voto definitivo era a missão de todas as delegações que buscavam até a tarde de ontem, converter-se na sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Assinala o jornal de Madri:

"O rei Juan Carlos de Espanha em uma suíte. A rainha Sofia em outra. Zapatero em uma terceira. Todos no sétimo andar do Marriot. O sexto andar está reservado para os negociadores brasileiros, com Lula da Silva à frente. Os delegados que visitavam as suítes do sétimo andar eram reclamados em seguida num piso mais abaixo. O terceiro, onde atuava Michelle Obama, a desenvolta primeira-dama dos Estados Unidos", conta o texto de El Mundo.

Michelle comandou as negociações em favor de sua cidade, até o presidente Obama desembarcar na Dinamarca, na undécima hora, para as manobras do inútil esforço final em favor de Chicago, cuja população parece não chorar muito a derrota, assim como os habitantes de Tókyo, cidade do oriente que já abrigou uma Olimpíada.

O Rio venceu! Viva o Rio! Nenhum lugar de mundo merecia mais este triunfo magnífico. A vitória não será em vão, mas cobra, a partir de agora, o cumprimento das emocionadas e, seguramente, decisivas palavras do presidente brasileiro em Copenhague:

"Os que nos derem essa chance não se arrependerão. Os jogos no Rio serão inesquecíveis (...). Para o movimento olímpico será a chance de sentir o nosso sol. Será a chance de falar para o mundo que a Olimpíada é de todos".

Bravo! "Viva a sua paixão", como recomenda o maravilhoso e também decisivo filme de Fernando Meireles mostrado ontem em Copenhague para o mundo. Viva o Rio, com sua gente tão maravilhosa quanto a cidade.

E viva a América do Sul, outra grande vitoriosa de ontem na Dinamarca.



Vitor Hugo Soares é jornalista

Yes, we créu!

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Doce vingança

A vitória do Rio de Janeiro contra Madri, na disputa para sediar as Olimpíadas 2016, tem sabor especial para milhares de brasileiros barrados, humilhados, ofendidos e deportados na capital espanhola.
Em Copenhague, espanhóis tentaram desqualificar o Rio, mas grandes empresas da Espanha (Cobra, Elecnor, Abengoa etc) escolheram a cidade para instalar suas sedes no Brasil. E não querem ir embora. Aqui eles exploram a gente via Coelce.

Da coluna do Claudio Humberto

Simon anuncia sua retirada da vida pública
O senador Pedro Simon, 79, inicia neste domingo um irrevogável processo de retirada da vida pública. No encerramento da convenção municipal de Porto Alegre, vai anunciar a renúncia imediata e voluntária da presidência do PMDB gaúcho, abrindo espaço para a renovação. E vai dizer que voltará aos pagos em 2014, ao final do quarto mandato e após 32 anos em Brasília, encerrando sua missão no Senado Federal.

Crise hondurenha

O Itamaraty criou um núcleo de acompanhamento da situação de Honduras, que funciona em regime de plantão 24 horas para processar todas as informações sobre a crise.

Lula sabia



Lulinha Paz e Olimpiada pode até ter chorado de verdade, mas poderá também ter ensaiado o choro.Meia hora antes do anuncio do Rio de Janeiro sede das Olimpiadas de 2016, foi saindo de fininho em direão ao hotel. Já na porta foi apanhado por um assessor do presidente do COI pedindo para que ele voltasse. Aí caiu a ficha. Já voltou vitorioso.

Até os argentinos...
Hermanos a favor
Pesquisa do jornalão argentino "Clarín" mostrou que a torcida lá, acredite, era pelo Rio.
"Você quer as Olimpíadas no Rio?", perguntaram. Resultado: "sim", 82,3%, "não", 17,7%

Rola na rede

Tem que aturar
Acaba de chegar ao topo da lista de tópicos mais populares do Twitter a pilha que os brasileiros do site de microblogs estão botando em Barack Obama e sua derrotada Chicago.

O bordão "Yes, We Créu", baseado no "Yes, we can" da campanha do democrata, virou febre na rede.