Contato

Olhar 33


Gracy a cantora funk

Caro Eliomar de Lima,
sei que voce foi um grande frequentador de baile funk. Não sei mesmo é se no seu tempo essa moça aí já cantava e dançava. Caso contrário, amigo, não volte às festinhas nem deixe que o José Maria Melo e o Tarcisio Colares se entusiasmem.
Grande abraço do
macário.

Brasil consegue repatriação de cerca de US$ 30 milhões na Suíça

O governo suíço deve definir nas próximas semanas a data de liberação de cerca de US$ 30 milhões desviados por fiscais do estado do Rio de Janeiro no caso conhecido como propinoduto. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (26), após encontro entre os ministros da Justiça do Brasil, Tarso Genro; e da Suíça, Eveline Widmer-Schlumpf, na cidade de Berna.
O assunto também foi discutido na Suprema Corte da Suíça, em Lausanne, onde Tarso Genro pediu agilidade na repatriação dos recursos e teve como resposta que o processo será o mais breve possível. Segundo o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, que acompanha a comitiva do ministro, para que isso ocorra é preciso apenas que o governo suíço escolha os mecanismos de devolução: se dentro dos acordos bilaterais firmados entre os dois países ou pela Convenção de Mérida.

Óia aí macho véi!


Incubadora cearense.

Melhor gemido

O canal Sexy Hot, dedicado apenas a assinantes, fez uma pesquisa entre seus telespectadores, para saber em qual idioma o gemido na hora da relação sexual é mais excitante e deu o francês, na cabeça, com 67% de preferência. O português veio em segundo lugar com 30% e o inglês ficou na lanterninha, com 3%. Nenhum dos assinantes optou pelo gemido em russo ou sem japonês.

Fortaleza faz parte

Revelação
A Associação Internacional dos Operadores de Turismo de Golfe acaba de considerar o Brasil o destino revelação do ano para a prática do golfe. O país tem, hoje, 110 campos, 20 deles ligados a destinos turísticos e tem quase 40 projetos para novos campos ligados especialmente a resorts do Nordeste. Para quem não tem idéia do volume de praticantes de golfe no mundo: são mais de 60 milhões de jogadores e 30 mil campos, sendo 16 mil nos Estados Unidos e 6,2 mil na Europa.
Na verdade não é bem Fortaleza, mas Aquiraz que prepara um big campo de golf, criado por uma das maiores autoridades do mundo no assunto.

É hoje


Nosso Cesar Asfor Rocha vai entregar as seis horas da tarde ao Presidente Lula, a lista com os tres nomes, dos quais ele escolherá um para Ministro do STJ. O nome do nosso Raul Araujo, filho, está no meio e com tudo para ser o escolhido.

PMDB anti-Lula lança Requião

Ato de dissidentes apresentará pré-candidatura de governador do Paraná

De Maria Lima e Gerson Camarotti:

Mesmo com a cúpula lulista do PMDB garantindo que já abortou o racha, o governador do Paraná, Roberto Requião, promete fazer barulho terça-feira, em Brasília, com o lançamento oficial de sua pré-candidatura a presidente da República pelo PMDB.

O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), afirmara anteontem que o partido esvaziou o encontro promovido por Requião em Curitiba no último fim de semana, mesmo assim representantes menos expressivos de 15 diretórios regionais assinaram uma moção defendendo o nome do governador.

Requião e o senador Pedro Simon já reservaram o plenário da Comissão de Constituição e Justiça do Senado para fazer o ato.

O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), também minimizou o impacto da candidatura Requião.
— O que nos interessa são as conversas institucionais com o PMDB — disse Berzoini.

Para o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), essa mobilização é saudável.

— Esse movimento cria ainda mais dificuldades para a homologação da aliança com o PT na convenção — disse Jarbas.

Assinaram a moção de apoio a Requião líderes regionais como Pedro Simon (RS), Orestes Quércia (SP), Luiz Henrique (SC), Paes de Andrade (CE), Mangabeira Unger (RJ), Eliseu Padilha (RS) e Dario Berger (SC) entre outros menos conhecidos.

Blog é cultura


O lobisomem

* Por Raymundo Magalhães

A primeira bodega que se abria, na feira do Jacaré, era a de seu Bento. Logo muito cedo, mal o dia começava a raiar, ele saía de casa, embrulhado num cobertor de lã, por causa do frio cortante, escancarava as duas portas da frente, ia à ancoreta de cachaça pousada em cima do balcão, tomava um tronco, para esquentar o corpo e ficava, por algum tempo, passeando dentro do quarto, à espera dos primeiros fregueses. Estes não demoravam a chegar. Eram, de ordinário, os mesmos: seu Valdivino, marchante, dono do açougue vizinho, conversador inesgotável e cacete, depois da terceira golada; o capitão Mosqueiro, espírito alegre e vivo, grande contador de anedotas picantes, que, apesar de muito repetidas, arrancavam formidáveis gargalhadas; seu Doca, o mais moço de todos, prosador e poeta, que assombrava a terra com os seus violentos artigos políticos nos jornais da capital e já era uma celebridade consagrada pelo Almanaque de Lembranças... Tivera estudos. Toda a gente o considerava um moço preparado. Fazia graça de um grosseiro materialismo e, de vez em quando, atracava-se em polêmica com o vigário da freguesia, um santo homem, que tomava a peito converter o herege... Só mais tarde chegavam o Baé, o Januário, o Zé Preto, o velho Macedo, o Caboquim, e outros negociantes das imediações, que formavam uma grande roda, aplicada, toda a manhã, até à hora do almoço, a beber copinhos de cachaça e a falar da vida alheia...
Quando seu Bento abria a porta, vinha de dentro do quarto um bafo morno, nauseante complexo, em que se misturava o cheiro de mil coisas heterogêneas: sardinhas secas, jacas, rapaduras, fumo de corda, álcool, drogas, plantas medicinais, queijos, alhos e cebolas brancas, bananas, atas, avoantes. .. Além de negociante de gêneros alimentícios, seu Bento era também muito entendido em assuntos de medicina caseira. Como na terra não havia médico nem boticário, ele desempenhava o papel de curioso: com o auxilio do seu bojudo Chernoviz, aconselhava remédios a quantos recorriam à sua experiência, e dizia-se que estava só para tratar das doenças do mundo... Jalapa para estes, batata para aqueles outros, eram os seus remédios prediletos. Se não fizessem bem, não podiam fazer mal. Custavam pouco, mas esse pouco lhe bastava para ir vivendo folgadamente, em meio à sua vasta clientela.
Seu Bento era um belo tipo de homem, muito branco, de nariz aquilino, com uma barba cerrada e longa, cujas pontas tinha o hábito de retorcer, com arrogância. Andava pelos setenta anos, mas estava forte, esperando viver, pelo menos, o dobro... Extremamente desasseado, sempre de corrimboque em punho, a fungar pitadas de tabaco, com um enorme lenço de ganga sobre um dos ombros, era uma figura pitoresca pelo seu modo de vestir. Quer de verão, quer de inverno, calçava tamancos e o seu traje compunha-se de uma calça de riscado e de uma camisa de madapolão com as fraldas soltas que lhe alcançavam os joelhos. Nada neste mundo o obrigaria a passar os panos ou a enfiar um paletó. Ia assim a toda parte, à igreja como ao mercado, e, mesmo quando se faziam eleições, era em fralda de camisa que dava o seu voto ao governo.
Certa manhã, ainda com escuro, estava a rodinha formada, uns sentados no balcão, outros em caixas vazias de gás. Era em junho. Fazia um frio de bater o queixo. A cachaça corria com mais abundância e a palestra aumentava de animação, à medida que os copinhos se repetiam. A neve, como lá se chama a cerração, era tão espessa que não deixava ver nada a vinte metros de distância. Por isso, ninguém reparou na chegada do Zé Vicente, um lavrador de Pavuna, senão quando ele, depois de ter amarrado o cavalo à gameleira da porta, entrou na bodega, muito maneiroso, dando os bons dias e apertando a mão de cada um.
Seu Bento quis saber logo que novidade era aquela, porque aparecia ele assim de madrugada. Haveria doença em casa?
- Foi a mulher que quebrou o resguardo - explicou o Zê Vicente. Teve criança há três dias e estava passando muito bem, quando, ontem de noite, aconteceu uma desgraça...
- Que foi? que foi? - perguntaram todos ao mesmo tempo.
- Acho que foi um lobisomem. Pela meia-noite, ouvimos um bicho rosnar e arranhar a porta do quintal com muita força. A cachorrinha, parida de novo, deu logo sinal do lado de dentro e o bicho largou um grunhido que nos encheu de pavor. Talvez seja um guaxinim, disse eu à mulher. Quis-me levantar, sair fora, para ver que marmota era aquela, mas a Maria não deixou. Depois, mais nada. A Baleia calou-se. Pegamos no sono e, hoje de manhã, ao despertar, verificamos que à porta dos fundos estava aberta e o bicho havia comido a ninhada de cachorrinhos que estava na cozinha. A Maria jura que foi um lobisomem. Eu também acho que sim. O certo é que a pobrezinha tomou um susto medonho, quebrou o resguardo e, agora, está para morrer.
Seu Bento consolou o pobre homem sobre cujo lar desabava uma tamanha calamidade:
- Isso não é nada, Zê Vicente. Dá-se um jeito. Tenha coragem e fé em Deus.
Consultou demoradamente o Chernoviz:
- O remédio é um purgante de Leroy ou então Água Inglesa. Leve o laruá (era assim que ele pronunciava) leve o laruá e venha me dizer, amanhã, se a mulher melhorou.
Ninguém se atrevia a interromper seu Bento, quando ele tratava de medicina. Quem o fizesse, imprudentemente, podia ter a certeza de que o velho curioso esmagá-lo-ia com um olhar colérico e com esta simples apóstrofe - Filho!... Filho, apenas. Não dizia de quem mas todos sabiam o verdadeiro sentido daquele palavrão...
Zé Vicente guardou o remédio, pagou-o, despediu-se dos circunstantes e partiu a galope. Tomou-se mais uma rodada e os comentários, então, esfuziaram.
- Santa simplicidade! - observou seu Doca. - Quanta gente estúpida existe ainda por este mundo! Crer em lobisomem e almas penadas, em pleno século XX, no Século da Eletricidade, só mesmo nesta infeliz terra! Mas, não pode ser de outro modo, porque o governo e a nossa Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, em vez de instruírem o povo, tratam de embrutecê-lo, cada vez mais, para que ele permaneça eternamente, a mesma besta, fácil de governar com um freio - quer esse freio seja o terror do inferno, quer o terror da lei!
Calou-se, desolado, com aquele desabafo, certo de que ninguém compreendia a beleza do seu pensamento. Bebeu mais um copinho. Zangou-se por se julgar um incompreendido, no meio daqueles matutos broncos e passivos. E, de zangado, engoliu, logo em seguida, outro copinho. Irra!
- Esta mocidade de hoje - disse o velho Macedo. - Esta mocidade de hoje não crê mais em nada. Por isso é que o mundo está perdido e acontece tanta desgraça feia... Se até os meninos como você, Doca, já são ateus, maçons, dizem que Deus não existe... Pois fique sabendo, moço, que Deus está lá em cima e que há muita coisa, muita coisa... Almas do outro mundo, lobisomem, tudo isso é verdade. Eu nunca vi alma, mas lobisomem já topei um...
Explodiu uma gargalhada na roda. Seu Macedo, um velhinho pequenino, melgaço, de olhos azuis, cabeça enorme, era conhecido como o maior mentiroso das redondezas. Não abria a boca que não fosse para contar histórias de onça, cada qual mais estapafúrdia, e ficava furioso, quando punham em dúvida a sua palavra. Como, de resto, as suas mentiras não faziam mal a ninguém, não passando de arrojadas fantasias, todos gostavam de ouvi-lo e muitos o estimulavam a contar casos maravilhosos.
- Pois conte, lá seu Macedo, conte lá a história do lobisomem. Vamos.
- Foi em Santa Quitéria, meninos. Vocês sabem que eu sou daquele sertão, de onde vim para aqui na seca dos três sete. Eu era rapaz moço, dos meus dezoito anos, e nesse tempo não tinha medo de nada. Corria atrás de boi no mato fechado, matava onça de faca, pegava cascavel pelo pescoço e quando ela abria a boca para morder, cuspia-lhe dentro mel de fumo. Depois soltava a cobra. Ela estrebuchava, estrebuchava, e morria. Eu era doido varrido... E se havia coisa que eu tivesse vontade de ver de perto era um lobisomem. Se fosse possível, até pagava para me encontrar, frente a frente, com um bicho desses. Queria tirar-lhe o encanto. Como vocês sabem, o lobisomem é perigoso, mas basta que a gente o fira, mesmo de leve, com uma faca, de ponta, para ele desencantar. Pois bem. Parece que foi mesmo um castigo. Uma noite, escura como breu, eu vagueava sozinho, pelas ruas da vila, levando como única arma uma faquinha de cortar fumo, um quicé à toa...
Fui andando, fui andando, perfeitamente calmo, sem encontrar nada no caminho, a não ser uma ou outra rês deitada na rua e que se levantava à minha passagem. Cheguei assim até perto do patamar da matriz, quando um bicho medonho, quase do tamanho de um jumento, com os olhos de fogo e dentes enormes, se botou a mim, como se me quisesse devorar. Tomei um susto pavoroso. Pulei para trás como um gato. Só tive tempo de gritar pelo nome de Nossa Senhora e arrancar o quicé. O bicho estava em cima de mim, danado. Mandei-lhe o ferro de rijo. As primeiras facadas perderam-se e o maldito, de um tapa, arrancou-me o peito da camisa. Fugi o corpo de banda e toquei-lhe a faca mesmo com vontade. Nisto ouvi um grito horroroso, que me fez arrepiar os cabelos.
- Não me mate, seu Targino! Não me mate que eu sou a Joana do padre Francisco.
Era a Joana mesmo, minha gente. Estava diante de mim nua em pêlo, suja de terra, com o sangue a escorrer de uma facada do lado esquerdo. Eu tinha desencantado a bicha...
- E depois?
- Depois a Joana confessou-me tudo. Era castigada, por ser amiga do vigário, há muitos anos. Todas as sextas-feiras, houvesse o que houvesse, tinha de cumprir aquela penitência: saía de casa, à meia-noite, e quando chegava a uma encruzilhada, tirava a roupa e espojava-se no chão como uma besta. Imediatamente, virava um bicho feroz e partia a galope para correr as cinco partes do mundo, até o dia clarear. Só de manhãzinha voltava a ser gente. Mas, agora, ficara livre de tudo, porque eu havia quebrado o encanto...
- Isso não foi sonho, seu Macedo? - perguntou um gracioso.
- Sonho? Eu também pensei que fosse sonho quando acordei no dia seguinte. Mas, logo me convenci de que tudo era a pura realidade. Fui à casa da Joana e encontrei-a muito doente, estirada numa rede. Dizia ela às mulheres que lá estavam que lhe tinha dado uma dor, de repente, numa costela, do lado esquerdo.
Mas, a mim, quando ficamos sós, pediu-me pelo amor de Deus, por alma de minha mãe, que não dissesse nada a ninguém. Jurei. E só agora, depois que ela e o padre já estão com os ossos brancos, é que eu me atrevo a contar a história.
Acabou, triunfante. Tomou o seu copinho de cachaça e saiu trôpego, apoiando-se à bengala.
- Cabra velho mentiroso ! - disseram os outros em coro, mal o viram pelas costas.
- Mentiroso, sim, lá isso é - sentenciou seu Bento gravemente. - Mas, ninguém me tira da cabeça que, desta vez, o Macedo se esqueceu de mentir. - . Se essa história não é verdadeira, já vi coisa parecida.
Postado por O Escrevinhador

Aécio defende eleições tranquilas



GOVERNADOR AÉCIO NEVES
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu nesta quinta (26) “serenidade e tranquilidade” nas decisões que serão tomadas pelo partido para as eleições de 2010. O mineiro disputa com o governador de São Paulo, José Serra, a indicação do partido para concorrer à Presidência em 2010. A previsão é que a escolha seja divulgada apenas em janeiro. Devido a demora para a definição do candidato, Aécio já adiantou que, caso o partido não decida até dezembro, ele deverá disputar uma vaga ao Senado por Minas Gerais.

Tá no Claudio Humberto

Problemas econômicos
Segundo um economista do grupo americano de investimento Goldman Sachs, o Real é a moeda “mais supervalorizada” do mundo, crescendo 34% no ano. Mesmo com a cobrança do IOF ao capital estrangeiro, o Real não parou de valorizar, o que pode trazer problemas econômicos.

Penso eu: Só da cabeça de um economista pode sair a idéia de que o real valorizado "pode trazer problemas economicos".