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Capa do jornal OEstadoCe

 


O dia

 


Pela vida da florada das mangueiras , que as chuvas que podem advir desde nevoeiro que parece fumo grosso, passe logo. Outras com essa cara amarrada já passaram mas essa ameaça o sol extras até uma frescura junto com um ventim de precipitação pluviométrica. Ora ora. Ovo de codorna pra fazer o efeito que os véi esperam, demooooooora um tantoooo...

TSE retoma julgamento de deputados eleitos pelo PL no Ceará

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma amanhã, terça-feira (24) o julgamento de uma ação que investiga possível fraude à cota de gênero na chapa do Partido Liberal (PL) durante as eleições estaduais de 2022. Caso sejam confirmadas as irregularidades, quatro deputados estaduais podem ter seus mandatos cassados.
No voto apresentado em novembro de 2025, o relator do processo, ministro Antônio Carlos Ferreira, defendeu a cassação dos mandatos dos deputados Carmelo Neto e Alcides Fernandes, eleitos pelo PL.
O processo também envolve as deputadas Dra. Silvana e Marta Gonçalves, que integraram a mesma chapa, mas o relator concluiu que não há provas suficientes para justificar a perda de seus mandatos, recomendando a manutenção de seus cargos na Assembleia Legislativa do Ceará.
Se o entendimento do relator for confirmado pela maioria dos ministros, os votos atribuídos à chapa do PL em 2022 serão anulados. Com isso, o TSE recalculará o quociente eleitoral e partidário, o que pode provocar mudanças significativas na atual composição da Assembleia Legislativa cearense.

Ceará goleia Floresta e se classifica para a final do Cearense

 

O Ceará goleou o Floresta por 4 a 0, neste domingo (22), no Estádio Presidente Vargas, e se classificou à final do Campeonato Cearense. O Vozão havia vencido o primeiro jogo, fora de casa, por 3 a 0.
Os gols foram marcados por Matheusinho, aos cinco minutos do primeiro tempo, Wendel Silva, aos 43 do primeiro tempo e aos 34 do segundo, e Luizão, aos 16 da etapa final.

Com o resultado, o Ceará chega à final do Cearense de forma invicta, com sete vitórias e dois empates. A equipe encara o rival Fortaleza, que eliminou o Ferroviário no sábado (21), na decisão. Já o Floresta vai enfrentar o Ferroviário na disputa pelo terceiro lugar.

Tudo pra pensar na semana

 


EnsaioDavos: o prenúncio do fim da humanidade como a conhecemos
Foto: UN Trade and Development (UNCTAD)
Internacional
Alberto Roitman
Vivemos um novo darwinismo. Quem reage mais rápido ao meio sobrevive
O que faríamos se uma nave espacial aterrissasse em nosso planeta e, seguindo o velho script hollywoodiano, um extraterrestre se dirigisse a nós com o imperativo já conhecido: “Leve-me ao seu líder”?
Você o levaria a um líder político como António Guterres, Donald Trump ou Xi Jinping? Ou seria mais simples conduzi-lo a um líder religioso como o Papa Leão 14 ou o Dalai Lama? A provocação está lançada: em quem, de fato, depositamos o crédito de falar em nome de “nós”?
Estar presencialmente em Davos, no Fórum Econômico Mundial, é constatar algo desconfortável. Estamos longe de um caminho claro para a evolução do planeta. E não é nada difícil perceber que somos uma Torre de Babel não apenas de línguas, mas de opiniões conflitantes, divergentes e, muitas vezes, raivosas. O consenso virou um animal em extinção.
Quando concordar se torna impossível nos temas realmente complexos, uma evidência emerge diante de todos. Esqueça o modelo político-econômico que nos moldou por décadas. Entramos na era da desglobalização. O tabuleiro que parecia estável foi mexido, e as peças não voltam para o lugar com a mesma facilidade.
A plenária mais festejada foi a do primeiro-ministro canadense Mark Carney, ao provocar mais de 1.000 espectadores a reimaginarem um mundo desglobalizado. A ânsia de Trump pelo “Make America Great Again” acaba funcionando como um convite para que cada país também tente ser “great” sozinho. Na prática, é como dizer ao resto do mundo: esqueçam os Estados Unidos como parceiro comercial central e histórico; procurem suas próprias saídas.
Talvez o fim da humanidade como a conhecemos não seja um apocalipse com explosões e meteoros
É como se todos nós fôssemos demitidos ao mesmo tempo, expulsos de casa e tivéssemos os cartões de crédito cancelados numa única tacada. A percepção é geral. Trump não quer ser o líder do mundo. Ele não quer ser o interlocutor do extraterrestre. Está preocupado consigo mesmo e em brigar com a China. Abre-se um flanco de oportunidades, mas também um cenário de insegurança. Agora é cada um por si. Um “Round 6” fantasiado de jogo de War.
E claro, no meio da corrida por sobrevivência, parcerias continuam surgindo. Mas quase todas são tratadas com ceticismo. Será que vingam ou são espuma? O mundo que conhecíamos foi reiniciado. E, mais do que gastar energia culpando Trump e sua “Doutrina Donroe”, a prioridade se torna outra: mexer-se rápido. Em vez de tentar prever o que vai acontecer, o mundo está nos empurrando para reagir instantaneamente a cada surpresa. Vivemos um novo darwinismo. Quem reage mais rápido ao meio sobrevive.
Esse é um desafio particular para nós, brasileiros. Fomos treinados culturalmente e corporativamente a planejar, interpretar sinais, buscar pistas, reduzir incerteza. Certa vez, ouvi de um amigo uma frase que me marcou: “o brasileiro é o povo que menos gosta de surpresas”. Ele completou com ironia: “não existem videntes na Suíça”. Não sei de onde ele tirou esse dado, mas a metáfora faz sentido. Nós tentamos controlar o imprevisível. Só que o imprevisível virou regra.
A humanidade que conhecemos não existirá mais do mesmo jeito. Voltaremos a competir entre nós com mais agressividade. A ideia de uma grande aldeia global, pelo menos por enquanto, fica suspensa.
Mas há um componente que passa despercebido em meio ao barulho geopolítico. O ambiente tecnológico está amplificando o ineditismo do que vivemos. Pela primeira vez na história, não somos os únicos agentes moldando resultados dentro das organizações. Em diversos setores, sistemas de IA já não estão apenas ajudando as pessoas a escrever ou revisar um texto. Eles estão começando a dividir a carga de trabalho, planejar, agir e decidir ao nosso lado.
E a coisa ficou ainda mais estranha. Já existe IA conversando com IA, compartilhando percepções em redes próprias, em dinâmicas a que nós, humanos, apenas assistimos. É como se a tecnologia não estivesse apenas dentro do nosso mundo, mas começasse a construir um mundo paralelo, com linguagem, lógica e velocidade que não dependem mais do nosso ritmo.
Isso muda o papel da liderança. Liderar passa a ser orquestrar um elenco misto de humanos e agentes autônomos, equilibrando originalidade, ética e julgamento com velocidade, escala e precisão. A capacidade de agir, agency, vira moeda. E a pergunta incômoda aparece sem pedir licença: quem decide? O humano ou a máquina?
Algumas organizações já começaram a admitir isso até no vocabulário. Em certos países da Europa, a diretoria de recursos humanos continua sendo RH (HR, em inglês), mas ganhou uma leitura provocativa: Human and Robots. A mensagem é simples e brutal. A gestão de gente, daqui para frente, também é gestão de não gente. É desenhar trabalho para humanos e para agentes e garantir que o sistema todo não enlouqueça.
E aqui entra o paradoxo mais perigoso. Tudo isso acontece enquanto os seres humanos parecem incapazes de se entender. Nós desacoplamos. Ficamos mais agressivos, mais desconfiados, mais tribais. Brigamos por narrativas, por fronteiras, por ideologias, por migalhas de poder. Ao mesmo tempo, criamos sistemas que operam com disciplina, consistência e velocidade, e ainda chamamos isso de progresso.
Talvez o fim da humanidade como a conhecemos não seja um apocalipse com explosões e meteoros. Pode ser algo mais silencioso. Uma erosão gradual da capacidade humana de coordenar ação coletiva, sustentar confiança, fazer pactos. Se a confiança era o cimento da aldeia global, estamos assistindo ao cimento virar areia.
E então volto ao extraterrestre. Se ele pousar aqui amanhã e pedir para falar com nosso representante, a resposta mais honesta pode ser a mais constrangedora. Não temos um. Temos vários. Brigando. Desconfiando. Cancelando uns aos outros.
EnsaioDavos: o prenúncio do fim da humanidade como a conhecemos
Foto: UN Trade and Development (UNCTAD)/Flickr

Quem sabe, por pragmatismo, apresentemos nossas IAs. Talvez elas sejam, por enquanto, o melhor retrato do que ainda funciona: lógica, consistência, coordenação. Ironicamente, talvez isso possa reduzir o risco de se chegar a uma solução pacífica com nosso invasor (ou visitante). Não por causa do extraterrestre, mas por causa de nós mesmos.

Coluna do Macário Batista em 23 de fevereiro de 2026


Escala 6×1: Pesquisa diz que 73% dos brasileiros apoiam redução
Cerca de 84% dos brasileiros são favoráveis aos trabalhadores terem, no mínimo, dois dias de descanso por semana, segundo a pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, feita nas 27 unidades da Federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 deste mês. Ainda de acordo com a pesquisa 73% dos entrevistados apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução de salário. Foram ouvidos 2.021 cidadãos acima de 16 anos de idade. O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, esclareceu que a ampla maioria – 62% dos consultados – sabe que há em debate, no âmbito do governo federal e do Congresso Nacional, a proposta de acabar com a escala 6×1.  “A gente tem de cara 35%, ou seja, uma de cada três pessoas que nunca nem ouviu falar desse negócio. E dos 62% que já ouviram falar, 12% conhecem bem e 50% conhecem mais ou menos”, disse Tokarski.  De maneira genérica, 63% dos consultados se mostraram a favor do fim da escala 6×1. Ao serem indagados se tiver redução de salário continuaria a favor ou mudaria de opinião, 30% afirmaram ser favoráveis, desde que não se mexa no bolso dos trabalhadores.  A mesma pergunta foi feita para os 22% que afirmaram ser contrários ao fim da jornada 6×1. Desses, 11% disseram que iriam continuar sendo contra, mas 10% responderam que “se não mexer no bolso, eu topo”. Com a diminuição do salário, o total de pessoas favoráveis ao fim da escala cai para 28%, ou seja, a minoria. Outros 40% só são favoráveis à escala 6×1 se a medida for aprovada e não implicar em redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis ao fim da jornada, mas ainda não têm opinião formada sobre a condicionante de manutenção ou redução dos salários.

A frase :  "Antes pingar do que faltar". Diz o dito popular.

 
Previnir pra não remediar (Nota da foto)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma ação de capacitação voltada aos motoristas do transporte escolar do município de Icó (CE). A atividade aconteceu na sede da Secretaria Municipal de Educação e integrou a programação da Operação Rodovia no Ceará, que reúne iniciativas de fiscalização, orientação e prevenção com foco na redução de sinistros e na preservação de vidas no trânsito.

Pra 28 anos...
A Cagece quer colocar de pé uma PPP de R$ 7 bilhões, com leilão na B3 e contratos de 28 anos, para levar esgoto tratado a 127 municípios, beneficiando 1,5 milhão de pessoas, com meta de universalização até 2033.

Virou comitê
A cela de Bolsonaro na Papudinha, 10 vezes maior que o permitido por lei para quem pega cadeia plena, virou comitê político. Sem soluços nem difuluço, articula a candidatura do filho com a cela cheia de senadores.

Acirramento
“Eu não falo sobre o Ciro. As eleições ainda não começaram, só acontecem em outubro”. E mais: “Inclusive, só falo com ele na Justiça”.Camilo Santana cuspindo bala sobre ataques de Ciro e ele.

Leilão nos Correios
Buscando fazer caixa pra enfrentar prejuizos e rombo de coisa como R$20 bilhões os Correios estão vendendo prédios próprios. Em Fortaleza,no coração da Aldeota o prédio de 6 andares começa o leilão com R$12 milhões. E mais uns 10 prédios na capital e no interior.

Leilão da casa de Collor
A Justiça do Trabalho de Alagoas marcou para 9 e 11 de junho o leilão de uma cobertura em Maceió pertencente ao ex-presidente Fernando Collor de Mello. É no duplex de luxo que ele mora e cumpre prisão domiciliar de 8 anos.

 
 

Bom dia

 


Campanha da Fraternidade reforça importância do Minha Casa, Minha Vida, destaca Alckmin

Presidente em exercício participou da missa de lançamento da campanha, em Aparecida (SP), neste domingo (22), e ressaltou a expectativa do programa de alcançar 3 milhões de casas contratadas até o fim de 2026.
O presidente em exercício Geraldo Alckmin participou da missa de lançamento da Campanha da Fraternidade no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, neste domingo (22) - Foto: Cadu Gomes/ VPR
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a Campanha da Fraternidade deste ano, dedicada ao tema da moradia, contribui para valorizar políticas públicas voltadas à redução do déficit habitacional, como o Minha Casa, Minha Vida. Alckmin participou da missa de lançamento da Campanha da Fraternidade, neste domingo (22), no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP).
É uma campanha da fraternidade muito importante, porque o sonho da família, o sonho das pessoas, é ter um teto. Você sair do aluguel, poder realizar o sonho de ter a casa nova”
Geraldo Alckmin, presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Segundo ele, o acesso à casa própria representa a realização de um dos maiores sonhos das famílias brasileiras. “É uma campanha da fraternidade muito importante, porque o sonho da família, o sonho das pessoas, é ter um teto. Você sair do aluguel, poder realizar o sonho de ter a casa nova”, destacou.
Alckmin lembrou que, mesmo para famílias de renda média, a aquisição de um imóvel exige esforço, e que, para trabalhadores de menor renda, o desafio é ainda maior. Por isso, ressaltou que o Minha Casa, Minha Vida foi estruturado para facilitar o acesso à moradia, sem exigência de entrada e com prestações mais acessíveis.
O Minha Casa, Minha Vida celebrou em janeiro uma conquista antecipada: a superação do marco traçado em 2023 com mais de um ano de antecedência. Entre 2023 e 2025, foram contratadas 2,11 milhões de unidades em todo o país, viabilizadas por um investimento de R$ 317,78 bilhões do Governo do Brasil. “E a expectativa é chegar até o fim do ano com 3 milhões de contratos assinados”, adiantou Alckmin.
Além de garantir dignidade às famílias, o presidente em exercício destacou o impacto econômico do programa. “Isso gera emprego. É construção civil, é emprego na veia e realiza o sonho da casa própria das famílias”, afirmou.
Participei hoje, em Aparecida, da Missa de lançamento da Campanha da Fraternidade 2026. Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a CNBB eleva o teto (literalmente) da discussão sobre dignidade humana, com uma reflexão precisa sobre a… pic.twitter.com/szTbwMsksR
COMÉRCIO EXTERIOR E TARIFAÇO – Ao comentar a recente medida do governo dos Estados Unidos de novas tarifas globais de 15% para produtos estrangeiros, Alckmin avaliou que a medida não retirou a competitividade brasileira, uma vez que passou a valer de forma uniforme para diferentes países. “Como ela é igual para todo mundo, nós não perdemos competitividade”, afirmou.
O presidente em exercício destacou ainda que, em alguns setores estratégicos, as tarifas foram zeradas, como no caso de combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves. Segundo ele, a isenção é especialmente relevante para a indústria aeronáutica brasileira, que depende do mercado externo para manter escala e competitividade.
Alckmin lembrou que, mesmo com o chamado “tarifaço”, o Brasil registrou recorde de exportações no último ano, com US$ 348,7 bilhões, resultado atribuído à diversificação de mercados e à ampliação de acordos comerciais.
Ele citou como exemplos recentes os avanços do Mercosul em negociações com Singapura, países da Efta e União Europeia, além da importância da agenda internacional do presidente Lula para fortalecer parcerias estratégicas, como Estados Unidos e Índia.
Para Alckmin, a ampliação de mercados é essencial para a indústria nacional. “As indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Exportação significa emprego e renda aqui dentro”, concluiu.

Irmão do Safadão pode perder o mandato

 

Com direitos políticos cassados, prefeito de Aracoiaba pode ter o mandato extinto; Câmara tem 48 para cumprir determinação
O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Promotoria Eleitoral da 67ª Zona, encaminhou cobrança formal à Câmara Municipal de Aracoiaba para que declare a extinção do mandato do prefeito Wellington da Silva Oliveira. Segundo o MPE, a medida ocorre após confirmação, em consulta aos sistemas judiciais, de que o gestor está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por estelionato.
De acordo com a Constituição Federal, a suspensão dos direitos políticos ocorre automaticamente quando há decisão criminal transitada em julgado — entendimento já reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Diante dessa situação, a Promotoria solicitou ao presidente da Câmara a adoção imediata das providências legais para declarar a perda do mandato.
Conforme orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a diplomação, a competência para declarar a extinção do mandato é do presidente do Legislativo municipal, e não da Justiça Eleitoral. O Ministério Público alertou ainda que eventual omissão pode caracterizar ato de improbidade administrativa, por descumprimento do dever legal.
A Câmara tem prazo de 48 horas, a contar do recebimento da notificação, feita nesta sexta-feira (20/02), para comunicar oficialmente à Justiça Eleitoral e à própria Promotoria sobre o cumprimento das determinações.
Caso a extinção do mandato seja formalizada, a vice-prefeita Selma Gomes deverá assumir a chefia do Executivo municipal.

Com o MPE

O dia

 O dia

Feliz de quem desejar um bom dia a alguém e sentir que ao dizer bom dia, estará dizendo: Eu te amo.

Alece reconhece as contribuições dos socioeducadores para a reintegração de adolescentes em conflito com a lei

 


Por Ariadne Sousa da Comunicação da Alece
Diversas homenagens foram feitas a pessoas que contribuem com o sistema socioeducativo do Ceará - Foto: Marcos Moura
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) realizou, na tarde desta quinta-feira (19/02), sessão solene em alusão ao Dia Estadual do Agente Socioeducador, celebrado anualmente em 25 de janeiro. Na ocasião, foram homenageados profissionais que atuam no sistema de atendimento socioeducativo no Ceará.
A solenidade foi solicitada pelo deputado Sargento Reginauro (União), que lembrou, durante a cerimônia, que, em determinado período de sua trajetória profissional, atuou como socioeducador, assim como seus irmãos, que também integraram a categoria. Segundo ele, seu irmão Marcos Antônio e Souza passou toda a vida no sistema socioeducativo e foi diretamente afetado pelas adversidades da profissão.
O autor do requerimento para a realização da solene compartilhou as dificuldades dos profissionais - Foto: Marcos Moura
“Eu digo que ele adoeceu e faleceu no sistema, porque as condições de trabalho naquele momento eram infinitamente piores do que as que vivemos hoje. Sabemos das dificuldades que o sistema ainda enfrenta e estamos aqui para representá-los, para tentar dar voz a essa pauta”, complementou Sargento Reginauro. Apesar dos desafios, o parlamentar reconheceu avanços. Nesse sentido, destacou que, no próximo mês de março, os primeiros agentes socioeducadores efetivos do Ceará serão empossados.
Representando o Governo do Estado, o superintendente do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (Seas), Roberto Bassan, também ressaltou a aprovação e a homologação do primeiro concurso público do Seas. Segundo ele, outro ponto de destaque é o cenário atual dos centros socioeducativos do Ceará, que não enfrentam nenhuma situação de crise relevante.
“Isso é graças ao trabalho dos socioeducadores. São vocês, profissionais, que têm feito a diferença no cotidiano dos centros. Foram vocês que buscaram capacitações e formações para que chegássemos a esse estágio metodológico. Isso é muito simbólico e demonstra o compromisso que tivemos”, afirmou o superintendente.
O deputado federal Soldado Noelio (União-CE) defendeu maior valorização da categoria, o que inclui, segundo ele, melhores remunerações e escalas de trabalho mais adequadas. “Espero que vocês possam ser ouvidos, porque sabemos que não é possível fazer tudo, mas chega um momento em que o Estado precisa fazer um esforço em prol do trabalhador”, disse.
PROFISSIONAIS RECEBEM RECONHECIMENTO DA ALECE
A presidente do Sintbem, Vera Santos, ressaltou a busca por melhorias - Foto: Marcos Moura
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Estudos, Pesquisas e Assistência ao Bem-Estar da Criança e do Adolescente (Sintbem), Vera Santos, discursou em nome dos homenageados. Para ela, é fundamental que a categoria se mantenha unida em busca de melhorias. “Nós, enquanto trabalhadores, temos que fazer a nossa parte, porque a luta só acontece quando você faz parte dela”, declarou.
Parte dos homenageados pela contribuição ao sistema socioeducativo cearense - Foto: Marcos Moura
Além dela, receberam certificados da Alece: Roberta Sales Montenegro, Ana Luíza Rocha Lima Cavalcante, Francisco Fábio Freitas de Souza, Tiago Soares Batista, Walber Nobre Maia, Breno de Souza Oliveira, Vileiane Bezerra da Silva, Werley de Oliveira Gomes Cabral, Expedito André de Sousa, Loris Herbert Saboia Figueiredo, Francisco Izídio de Almeida Neto, Mauro Geovane de Lima Carneiro e Wesley Júnior Pereira.
A lista de homenageados contou também com Narcílio Oliveira Silva, Carlos Alberto Pinheiro da Silva Filho, Raimundo Nonato Rocha, Antônio Leonardo Pereira da Silva Filho, Diego Maradona da Silva Ferreira, Wellington França do Nascimento, Francisca Kalizia Uchoa Batista, Marciel César Almeida da Rocha e Herbert de Lima Chagas.

Compuseram a mesa da solenidade, além dos que fizeram uso da palavra, a diretora do Centro Socioeducativo Antônio Bezerra, Noelia Loureiro; o diretor de Relações Públicas da Associação dos Profissionais da Segurança (APS), De Castro, e o coordenador de Segurança do Seas, coronel Farias.