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Os meteo anunciam chuvas. A natureza grita truco e faz uma explosão de luzes com um sol que anima e alimenta um Dolce far niente.

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Projeto prevê identificação de pessoa com síndrome de Down em identidade

 


Conforme autor da proposta, deputado Romeu Aldigueri, objetivo é facilitar acesso ao atendimento prioritário e às políticas públicas destinadas às pessoas com deficiência
O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), deputado estadual Romeu Aldigueri (PSB), apresentou um projeto de lei que trata da inclusão facultativa de símbolo indicativo da Síndrome de Down na carteira de identidade civil, por meio de requerimento do interessado ou de seu representante legal.
Conforme a proposta, a inserção será opcional e dependerá de laudo médico comprobatório, consentimento formal do titular ou responsável legal e observância às normas de proteção de dados pessoais. O projeto veda qualquer inclusão automática ou compulsória.
Segundo Romeu Aldigueri, a medida busca facilitar o acesso ao atendimento prioritário e às políticas públicas destinadas às pessoas com deficiência, além de contribuir para um acolhimento mais adequado em situações de emergência médica ou em serviços públicos e privados.
“A proposta é um instrumento de inclusão e dignidade. Não se trata apenas de um símbolo, mas de um mecanismo que pode garantir mais segurança, respeito e efetividade no atendimento às pessoas com Síndrome de Down”, destaca o deputado.
Em nota, Romeu aponta que a iniciativa encontra fundamento na Constituição Federal – que assegura a proteção e a integração social das pessoas com deficiência – e está em consonância com a Lei nº 13.146/2015, a Lei Brasileira de Inclusão, e com a Lei nº 13.977/2020, que instituiu a identificação documental para pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
A proposta também observa o Decreto Federal nº 10.977/2022, que autoriza a inclusão de informações relativas a condições específicas de saúde nos documentos de identidade, quando a divulgação possa contribuir para preservar a saúde ou salvar a vida do titular.

O projeto de lei seguirá para análise nas Comissões Técnicas da Assembleia. Em seguida, sendo aprovado, irá para votação em plenário.

Luizianne admite que pode deixar PT

 

Deputada, pré-candidata ao Senado, tem federação Psol-Rede como possível destino. No entanto, reforça que ainda não tem definição
Deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) admite que dialoga possível nova filiação partidária | Foto: Divulgação
Por Igor Magalhães
A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) admitiu, em entrevista exclusiva para O Estado, que pode mesmo deixar o Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual é filiada desde 1989. Figura histórica do PT Ceará, a ex-prefeita de Fortaleza acumula divergências com outras lideranças locais da legenda e não esconde as críticas aos rumos do partido no estado. Além disso, ela é pré-candidata ao Senado nas eleições deste ano, mas encontra obstáculos para viabilizar uma candidatura pelo PT.
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Luizianne confirma que está em diálogo com outros partidos do campo da esquerda, em especial, a Federação Psol-Rede. Ela se encontrou na semana passada com Paulo Lamac, porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, cargo equivalente ao de presidente nacional do partido; também esteve presente o porta-voz estadual, Wesley Diógenes. No entanto, Luizianne negou uma decisão definitiva com o encontro.
“A Rede Sustentabilidade me chamou para conversar. Na verdade, o que a gente está fazendo, a gente teve convite da Federação (Psol-Rede) e nós estamos conversando porque a minha vida não está simples, partidariamente, não tem sido simples no último período, principalmente nos dois últimos anos”, falou Luizianne a esta reportagem, após agenda em Fortaleza na última sexta-feira (6).
Confira, ao final desta matéria, a entrevista completa com a deputada federal Luizianne Lins
“Eu tô conversando com os partidos, assim, eu tenho muita admiração pela federação (Psol-Rede), tenho muito respeito pelos companheiros do Psol, um partido que veio do PT, do nosso grupo político. O Pedro Ivo Batista hoje é um dos quadros nacionais da Rede e foi meu primeiro secretário do Meio Ambiente aqui. Temos conversado muito em Brasília com a hoje deputada Heloísa Helena. Então, assim, essas são novas perspectivas que estão se colocando e eu estou escutando. Essa é a ideia”, continuou.
Além de Psol e Rede, Luizianne afirmou que recebeu convites de outros partidos, mas o que deve pesar na decisão, segundo ela, é o alinhamento político-ideológico com a sigla. A deputada ainda sinalizou que deve fazer a possível migração partidária acompanhada de aliados, o que deve também influenciar na escolha:
“O que é mais importante, assim, eu sempre caminhei junto. Então, tem muita gente para ouvir, para conversar, essa coisa toda. Não tem nada definitivo, porque eu tenho que conversar com muita gente, que está junto comigo há muito tempo. Tá fazendo 30 anos da nossa primeira eleição vitoriosa para vereadora. Imagina o que é isso, né? Quanta gente está nessa caminhada”.
Segundo os prazos do calendário eleitoral de 2026, Luizianne precisa tomar uma decisão sobre seu próximo partido, se confirmar mesmo a saída do PT, até o próximo dia 4 de abril. Essa é a data final para os pré-candidatos estarem com filiação partidária deferida pela agremiação pela qual pretendem concorrer.
A questão da disputa pelo Senado também entra nas conversas sobre uma possível nova filiação, mas Luizianne diz que essa não é a razão central pela qual pode deixar o PT. Ela também disse que não chegou a comunicar oficialmente ao partido a intenção de concorrer ao Senado. “Até porque essa questão do Senado não foi uma decisão pessoal minha, que eu estou colocando. Isso veio muito mais da base do partido e da sociedade civil do que propriamente de uma ingerência no partido. Então, não tem essa perspectiva colocada”.
Eu não vou sair do PT só porque vou ser candidata a isso ou aquilo. Não. Se eu seguir outro caminho partidário vai ser porque eu não me sinto mais à vontade dentro do PT
Luizianne Lins, deputada federal
Visivelmente emocionada, Luizianne relembrou a trajetória de 37 anos no PT até hoje e comparou a possível saída do partido a uma separação depois de um longo casamento.
“É natural que isso aconteça quando a gente não está…A gente tem que estar num canto em que a gente esteja querido. Eu tô há 37 anos no PT. (…) Então, assim, não é fácil. É que nem você fosse se separar depois de um casamento de mais de 30 anos. É doído, doloroso, mas, às vezes, é necessário, né? Então, assim, agora é um debate, não tem nada definitivo, mas eu estou aberta para ouvir. Faz parte”.
E seguiu: “O que você tá vendo aqui é exatamente a dor de uma pessoa que passou 37 anos construindo o PT e que agora tá discutindo a possibilidade de uma saída concretamente. Não adianta eu mentir. Porque assim, o povo precisa entender. E, assim, não é aquele casamento que você passou alguns aninhos e já tá querendo desistir, não. Foi muito tempo apostando. É discussão, é muito debate”.
ENTREVISTA COMPLETA COM LUIZIANNE LINS
O Estado: Sobre essa questão do PT, você está conversando para realmente sair do partido?
Luizianne Lins: Na verdade, o que a gente está fazendo, a gente teve convite da Federação (Psol-Rede) e nós estamos conversando porque a minha vida não tá simples, político partidariamente não tem sido simples no último período, principalmente nos dois últimos anos. Então, a gente tá escutando…
OE: Então, realmente existe a possibilidade de você acabar saindo do PT?
LL: É, eu tô conversando com os partidos, assim, eu tenho muita admiração pela Federação, tenho muito respeito pelos companheiros do Psol, o partido que veio do PT, do nosso grupo político. O Pedro Ivo Batista hoje é um dos quadros nacionais da Rede foi meu primeiro secretário de Meio Ambiente aqui. Então, temos conversado muito em Brasília. A ex-senadora e hoje deputada Heloísa Helena também é uma companheira de 20 anos atrás… Então, assim, são novas perspectivas que estão se colocando e eu estou escutando. Essa é a ideia.
OE: Mas tem um prazo para decidir, certo?
LL: Dia 4 de abril, é o prazo da janela partidária. Então, a gente tá conversando com as pessoas, sabe? É natural que isso aconteça quando a gente não tá… A gente tem que estar num canto em que a gente esteja querido.
Eu tô há 37 anos no PT. Fui 30 anos do diretório nacional. Fui da Executiva Nacional quando o Lula passou a pior provação que foi a prisão política. Eu fui secretária de Juventude, a primeira, eu fui secretária de Mulheres, a primeira do partido, eu fui presidente do PT de Fortaleza, eu fui presidente do PT do Estado do Ceará, do Diretório Nacional por 30 anos, como eu falei. Sem falar dos cargos…vereadora duas vezes, deputada estadual, prefeita eleita e reeleita, deputada federal. Então, assim, não é fácil.
É que nem você fosse se separar depois de um casamento de mais de 30 anos. É doído, doloroso, mas às vezes é necessário, né? Então, assim, agora é um debate, não tem nada definitivo, mas eu tô aberta para ouvir.
OE: Tem outros partidos também que fizeram convites a você?
LL: Sim, mas eu acho que todo mundo sabe da minha posição político-ideológica e tal e eu acho que isso daí é o que vai pesar. Mas o que é mais importante é que, assim, eu nunca caminhei separado, sempre caminhei junto. Então, tem muita gente para ouvir, para conversar, essa coisa toda.
Não tem nada definitivo por isso, porque eu tenho que conversar com muita gente que está junto há muito tempo. Faz 30 anos da nossa primeira eleição vitoriosa para vereadora. Imagina o quê que é isso, né? Quanta gente está nessa caminhada.
OE: No PT, você chegou a levar essa proposta, de ser candidata ao Senado? Você chegou a conversar com alguém?
LL: Não, não, não. Até porque essa questão do Senado não foi uma decisão pessoal minha, que eu estou colocando. Isso veio muito mais da base do partido e da sociedade civil do que propriamente de uma ingerência no partido. Então, não tem essa perspectiva colocada, mas acho que, independente de para onde eu vou, eu não vou sair do PT porque só porque eu vou ser candidata a isso ou aquilo em outro partido. Não. Eu vou, se eu seguir outro caminho partidário vai ser porque eu não me sinto mais à vontade dentro do PT.
OE: Existem também outras insatisfações, certo?
LL: Sim, sim, sim e outra coisa, eu tenho que estar no espaço onde eu acredito que seja construída a boa política. Então, assim, nada tá definitivo, nada tá também construído objetivamente, tudo é um processo de debate, né? Mas, assim, não é simples e é complexo, como a vida é complexa.
Eu não sou política tradicional, nunca fui, graças a Deus. Nem sei como é que eu sobrevivi até hoje. Eu falo o que eu penso, pago um preço altíssimo por isso, mas eu falo o que eu acredito, ou seja, minha verdade, a verdade. Procuro fazer isso. Então, eu podia estar aqui fazendo mil falsetes, cheio de interpretação, cheio de retórica, não faz parte da minha da minha personalidade fazer isso.
Então, o que você está vendo aqui é exatamente a dor de uma pessoa que passou 37 anos construindo o PT e que agora está discutindo a possibilidade de uma saída concretamente. Não adianta também eu mentir, porque assim, o povo precisa entender.

E assim, não é aquele casamento momento que você passou alguns aninhos e já tá querendo desistir. Não. Olhe, foi muito tempo apostando. É discussão, é muito debate. Ninguém se separa rindo, né? O fato é esse. Mesmo que você não esteja mais satisfeito com o casamento, ninguém se separa rindo.

China: exportações e importações crescem acima do previsto no primeiro bimestre

 

China: exportações e importações crescem acima do previsto no primeiro bimestre
As exportações da China cresceram 21,8% em janeiro e fevereiro, na comparação com igual período de 2025, de acordo com dados publicados pelo órgão alfandegário do país, o GACC, nesta terça-feira, 10. O resultado ficou acima da expectativa dos analistas consultados pela FactSet, que previam alta de 9,3% das exportações.
Já as importações avançaram 19,8% no primeiro bimestre de 2026, na comparação anual. O dado também superou o consenso dos analistas, que apontavam crescimento de 8,5%.
A China acumulou nos primeiros dois meses de 2026 um superávit comercial de US$ 213,62 bilhões. O valor é maior do que o saldo previsto pela FacSet, de US$ 183,90 bilhões.
No entanto, as exportações do gigante asiático para os Estados Unidos caíram 11% nos dois primeiros meses do ano, impactadas pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. As remessas para o país americano atingiram US$ 67,24 bilhões entre janeiro e fevereiro, informou a agência alfandegária, em comparação com US$ 75,56 bilhões no mesmo período de 2015.

Enquanto isso, as exportações chinesas para a União Europeia cresceram 27,8% em relação ao ano anterior durante o período analisado. /Com AFP e Dow Jones Newswires

Emprego

 




Governo do Ceará participa da inauguração da 2ª unidade da AeC em Juazeiro do Norte, com mais de 2,5 mil empregos gerados
Novas unidades da empresa, em Aracati e Brejo Santo, têm expectativa de gerar mais mil empregos para os cearenses
O governador Elmano de Freitas participou, nesta segunda-feira (9), da inauguração da segunda unidade da AeC em Juazeiro do Norte. A nova unidade da empresa, líder em soluções de experiência do cliente, prevê a geração de mais de 2,5 mil empregos. Também participaram da cerimônia o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri; o secretário do Trabalho do Ceará, Vladyson Viana; o deputado federal, José Guimarães; o prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra; além de outras autoridades.
Governador Elmano de Freitas e autoridades no palco
Elmano de Freitas parabenizou a empresa pela expansão e destacou a importância da iniciativa para o município e para toda a Região do Cariri. “Quero agradecer à AeC, que viabiliza a criação de mais de 2,5 mil empregos e oportuniza aos nossos jovens a possibilidade de trabalhar. Fico feliz em ver jovens aqui trabalhando, estudando e construindo seus sonhos”, destacou o governador. “Estou aqui para reafirmar essa parceria, para expandir cada vez mais, aqui em Juazeiro do Norte e também para outros municípios cearenses, gerando mais oportunidades para o nosso povo”, afirmou.
Estrutura de atendimento da AeC
Com mais de 30 anos de atuação no mercado, a AeC já possui uma unidade em Juazeiro do Norte, responsável pela geração de 7,5 mil empregos. Entre essas pessoas, que viram na empresa uma oportunidade de mudança de vida, está Shakti Lourenço, de 23 anos.
Shakti Lourenço, colaboradora da AeC
“Eu trabalho aqui há, mais ou menos, um ano e três meses. Esse emprego foi muito importante para mim, porque me deu a oportunidade de crescer profissionalmente e também na vida pessoal”, pontuou. “Aqui, tive a oportunidade de conciliar trabalho e estudo, devido à nossa carga horária, e isso é de suma importância para mim”, complementou.
Novos colaboradores em treinamento
Com a inauguração da segunda unidade, a empresa prevê chegar a 10 mil postos de trabalho ainda em 2026 somente em Juazeiro do Norte. Mais de 3,5 mil colaboradores são jovens entre 18 e 24 anos e mais de 4,5 mil são mulheres. Por meio de vídeo, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ressaltou a felicidade de ver a empresa, que valoriza jovens e mulheres, se expandindo. “Eu quero mandar meu abraço fraterno a todos que prestigiam mais esse capítulo no Ceará, em Juazeiro do Norte. Sobretudo porque são mais oportunidades [de trabalho] para mulheres e jovens”, pontuou.
Antônio Guilherme Noronha, fundador da AeC
O acionista e fundador da AeC, Antônio Guilherme Noronha, agradeceu a parceria do Governo do Ceará. “Eu agradeço ao Governo do Ceará e à Prefeitura de Juazeiro do Norte por toda a receptividade e pelo canal de diálogo aberto, que caminharam ao nosso lado durante todo o nosso trajeto. Isso possibilitou a nossa expansão para mais duas cidades: Aracati e Brejo Santo. Essa ação nos leva a projetar mais mil postos de trabalho”, ressaltou Antonio. A previsão é de que as unidades de Aracati e Brejo Santo iniciem as atividades no final do primeiro semestre de 2026.
O secretário do Trabalho do Ceará, Vladyson Viana, ressaltou a felicidade com a geração de empregos no Ceará.
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“O Estado do Ceará tem gerado um ambiente favorável à atração de investimentos privados. Investimento público, segurança jurídica, uma boa saúde fiscal, tudo isso faz com que várias empresas se instalem no Ceará e com isso gerem muitos empregos”, explicou o secretário. “Com essa nova expansão, nós vamos ultrapassar a marca de 10 mil trabalhadores e esse é o empenho do governador humano de atrair novas empresas, novos investimentos e com isso gerar mais oportunidade para o trabalhador cearense”, ressaltou.
Ana Maria, nova colaboradora da AeC

Entre os novos colaboradores está Ana Maria, de 18 anos, natural de Juazeiro do Norte. A jovem que está em seu primeiro emprego, falou com felicidade da oportunidade. “Esse é o meu primeiro emprego e as minhas expectativas aqui, desde que eu entrei, são as melhores. Sendo a minha primeira experiência de trabalho, estou aprendendo muito e mudando a minha vida”, ressaltou. “Eu realmente acredito que somos felizes com o que fazemos, como sempre dizemos aqui”, concluiu.

A história retoma seu curso - Hora da cadeia

 

Justiça aceita denúncia do MP do Ceará contra ex-marido de Maria da Penha e três acusados por campanha de ódio contra a ativista 

A Justiça aceitou, nesta segunda-feira (09/03), denúncia do Ministério Público do Ceará contra quatro suspeitos de participação em campanha de ódio contra a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes. Entre os acusados estão o ex-marido da ativista, Marco Antônio Heredia Viveiros; o influenciador digital Alexandre Gonçalves de Paiva; o produtor do documentário “A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha” Marcus Vinícius Mantovanelli; e o editor e apresentador do documentário, Henrique Barros Lesina Zingano. Segundo a denúncia formulada pelo Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc), os denunciados atuaram de forma organizada para atacar a honra da ativista e descredibilizar a lei que leva o nome dela, utilizando perseguições virtuais, notícias falsas e um laudo de exame de corpo de delito forjado para sustentar a inocência de Heredia, já condenado por tentativa de homicídio.

A campanha utilizou conteúdo ofensivo e de natureza caluniosa, configurando crimes de intimidação sistemática virtual (“cyberbullying”) e perseguição (“stalking”/”cyberstalking”). Os conteúdos caracterizam misoginia (ódio, desprezo ou preconceito contra mulheres ou meninas), deturpam informações e atacam a farmacêutica Maria da Penha, a história da ativista e a Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). Para o MP, os riscos foram além das redes sociais, pois Alexandre Paiva se deslocou até a antiga residência de Maria da Penha, em Fortaleza, onde gravou vídeos e divulgou o conteúdo nas redes.   

A denúncia, que tramita na 9ª Vara Criminal de Fortaleza, aponta que Alexandre Paiva praticou intimidação sistemática e perseguição, com agravantes como motivo torpe e violência contra mulher cometida contra pessoa de mais de 60 anos. Marco Heredia foi denunciado por falsificação de documento público; enquanto Mantovanelli e Zingano respondem por uso de documento falso, ao utilizarem um laudo adulterado no documentário. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) comprovou que o exame de corpo de delito original, da época da tentativa de homicídio contra Maria da Penha, passou por montagem para sugerir a inocência de Heredia.  

“Stalking” e ”cyberstalking”  

Em maio de 2023, Alexandre Paiva foi à antiga residência de Maria da Penha, local onde ocorreu o crime cometido por seu ex-marido, no bairro Papicu, em Fortaleza. No local, Paiva e um advogado buscaram informações sobre o paradeiro da farmacêutica e detalhes sobre a ocupação do imóvel, conforme registrado em vídeo publicado em suas redes sociais. De forma reiterada, ele também fez postagens depreciativas contra Maria da Penha em redes sociais, atingindo sua honra e privacidade. Para o MP, as condutas configuram “stalking” e “cyberstalking”, causando perturbação da tranquilidade e da integridade psíquica da vítima. Os posts sugerem que Maria da Penha mente e que a narrativa sobre a tentativa de homicídio e de defesa da mulher são uma fraude.

Conforme a denúncia, em diversas postagens o acusado não se limita a criticar a lei, mas a atacar Maria da Penha, “intimidando sistematicamente, por meio de rede social, individualmente e estimulando que ocorra ou em grupo, mediante violência psicológica, de modo intencional e repetitivo, por meio de atos de intimidação, de humilhação, de discriminação, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação e dignidade”. (Cyberstalking1Cyberstalking2Cyberstalking3Cyberstalking4)  

WhatsApp  

Os investigados utilizavam grupos de WhatsApp, como “Investigação Paralela – Maria da Penha”, “Maria x Marco” e “Filiados IDDH”, para planejar estratégias da campanha de ódio nas redes sociais e para produzir o documentário. No grupo “Filiados IDDH”, Alexandre Paiva afirmou que iria para Fortaleza para incomodar Maria da Penha: “E um parceiro nosso, amigo lá de Fortaleza falou: Mas venha! Já tô com a passagem comprada, rapazeada. Vou lá incomodar em Fortaleza e eu vou de novo lá em frente à casa onde aconteceu o crime para incomodar a dona Maria da Penha! Dona Maria da Penha é de Fortaleza, já deve tá com as barbas de molho já!”.

Em um outro áudio, enviado no grupo “Investigação Paralela – Maria da Penha”, fica evidente a perseguição praticada por Paiva: “Olha só o susto que eu tomei aqui no senado, eu tô no senado federal e me cruzou uma senhora numa cadeira de rodas muito parecida com a dona Maria da Penha. Nossa, mas eu não dei a sorte, não era ela! Eu ia fazer algumas perguntinhas para ela!”. Na sequência, Henrique Zingano escreve as mensagens de texto “quase” e “hahahaaha”, concordando com a situação. No mesmo grupo, Heredia envia uma imagem do laudo adulterado.   

Paiva também orientou Marco Heredia a não demonstrar raiva pela ex-esposa, para conquistar empatia do público. Uma das mensagens dizia: “Marco, deixa eu te falar. Essa imagem aí, da Maria da Penha… ela é pesada! Lembra que isso não pode ser publicado por você! Neste momento Marco, você tem que ganhar empatia das pessoas. Não demonstra rancor, Marco! Entende? Não vamos colocar isso para fora! Você agora tem que deixar as pessoas demonstrarem insatisfação. Entende a estratégia, irmão? Segura esse, esse sentimento irmão. Vamos botar para fora o seu sentimento bom de esperança, de positividade… meu velho. Me ouve, por favor!”. Em outra mensagem, Zingano afirmou que tinham “tudo para acabar com essa história da Maria da Penha de uma vez por todas”.

Laudo falsificado  

O documentário “A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha”, produzido pela Brasil Paralelo S/A, difundiu informações sobre uma suposta fraude processual no caso que condenou Heredia e apresentou um laudo adulterado de um exame de corpo de delito do ex-marido de Maria da Penha. Ele alegava que o casal tinha sido vítima de assaltantes, e que a luta corporal com os prováveis bandidos teria provocado o disparo de tiro em Maria da Penha e lesões no queixo, mão e pescoço dele próprio.   

Para sustentar essa versão, em maio de 2023, Marco Heredia ajuizou Ação Cautelar de Produção Antecipada de Provas para incluir nos autos do processo o documento “Auto de Exame de Corpo de Delito (Lesão Corporal) – Segunda Via”. (Arquivo Laudo Falso) O material foi submetido à análise da Pefoce, que concluiu que o documento passou por uma montagem. O laudo falsificado incluía novas informações sobre lesões no pescoço e braço de Marco Heredia, que não estavam no documento original, diferenças nas assinaturas dos peritos e marcas de carimbos, numerais e rubricas compatíveis com montagem. (Arquivo Comparação da Perícia) A confirmação da falsificação reforça a tentativa de manipulação das provas e da narrativa sobre o caso Maria da Penha. O laudo forjado foi utilizado no documentário e amplamente divulgado para corroborar com a tese de que Marco seria vítima e não autor da tentativa de assassinato da então esposa. As alterações no documento foram feitas tendo como base o laudo original do exame de corpo de delito. (Arquivo LaudoOriginal)  

Lucro  

O grupo buscava lucro com a desinformação. Extratos bancários de Alexandre Paiva, acessados com autorização judicial, revelaram depósitos da Google LLC e da Meta Platforms Ireland Limited, além de ganhos com publicidade. Em postagem nas redes sociais, o denunciado anunciou que deixou de trabalhar para se dedicar à causa. Apesar de pedir doações nas redes sociais, a investigação identificou, em 14 de dezembro deste ano, que o denunciado possuía investimentos em criptomoeda.  

Operação “Echo Chamber”   

A investigação, iniciada em 2024 pelo Nuinc, resultou na operação “Echo Chamber”, realizada em duas fases. Em dezembro de 2024, buscas no Espírito Santo e Rio de Janeiro levaram à suspensão do perfil de Paiva e à proibição de contato e aproximação com Maria da Penha e suas filhas. Em julho de 2025, buscas em Natal apreenderam documentos e eletrônicos, incluindo um pen drive com o laudo adulterado, e suspenderam a veiculação do documentário. As duas fases da operação deflagrada pelo MPCE contaram com apoio dos Gaecos dos MPs do Ceará, do Rio Grande do Norte, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Diante da gravidade dos ataques, Maria da Penha foi incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos pelo Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Violência (Nuavv) do MP do Ceará.  

O crime  

Maria da Penha foi vítima de dupla tentativa de homicídio em 1983, por parte do então esposo Marco Heredia. Primeiro, ele a feriu com um tiro nas costas enquanto ela dormia. Maria da Penha ficou paraplégica devido a lesões na coluna e medula. O marido declarou à polícia que o ataque teria sido uma tentativa de assalto, versão que foi posteriormente desmentida pela perícia. Quatro meses depois, quando Maria da Penha voltou para casa – após duas cirurgias, internações e tratamentos –, ele a manteve em cárcere privado durante 15 dias e tentou eletrocutá-la durante o banho.   

O primeiro julgamento de Marco Heredia aconteceu somente em 1991, oito anos após o crime. O agressor foi sentenciado a 15 anos de prisão, mas, devido a recursos solicitados pela defesa, saiu do fórum em liberdade. O segundo julgamento foi realizado em 1996, no qual o seu ex-marido foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão. Contudo, sob a alegação de irregularidades processuais por parte dos advogados de defesa, mais uma vez a sentença não foi cumprida.   

Foi a vez de o Tribunal de Justiça do Ceará decidir que não haveria um novo julgamento, mas que a pena seria reduzida para oito anos e seis meses de reclusão, já que, ao calcular a punição, a Justiça contou duas vezes a qualificadora de homicídio qualificado, que soma dois anos à pena. Já era 22 de maio de 1998 e, dali a uma semana, o crime completaria 15 anos.   

Naquele ano de 1998, Maria da Penha, o Centro para a Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM) denunciaram o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA). Após receber quatro ofícios da CIDH/OEA, o Brasil foi responsabilizado, em 2001, por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica praticada contra as mulheres brasileiras.    

A despeito da denúncia feita à CIDH/OEA, os advogados de Viveros recorreram novamente, desta vez ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 1999. Enquanto a apelação corria no STJ e o Brasil era responsabilizado internacionalmente pelo caso, o Ministério Público do Ceará pediu, em 2002, ao juiz da 1ª Vara do Júri de Fortaleza, que expedisse o mandado de prisão de Viveros, o que ocorreu em 2 de outubro daquele ano, 19 anos após o crime.   

 Viveros foi preso em 29 de outubro de 2002 em Natal. Em março de 2004, ele conseguiu ir para o regime semiaberto e, em fevereiro de 2007, conseguiu a liberdade condicional. O caso se tornou marco histórico para a criação da Lei nº 11.340/2006, uma das principais normas de proteção às mulheres no Brasil. Apesar da relevância da lei, a ativista continua sendo alvo de ataques virtuais, intensificados a partir de 2024 por comunidades digitais que disseminam ódio contra mulheres. 

Desenvolvimento Econômico

 



Governador Elmano de Freitas defende indústria como prioridade na política de incentivo fiscal do Estado
Governador Elmano de Freitas e autoridades na Feira da Indústria
Chefe do Executivo Estadual prestigiou a abertura da primeira edição da Feira da Indústria do Ceará
“A indústria é um fator fundamental para economia e para o nosso povo viver com dignidade”, declarou o governador do Ceará, Elmano de Freitas, na abertura da Feira da Indústria do Ceará, realizada nesta segunda-feira (9), no Centro de Eventos, em Fortaleza. A abertura reuniu empresários, gestores públicos e sociedade.
Abertura da Feira da Indústria do Ceará
Essa é a primeira edição da feira, que é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Ceará. O evento deve reunir mais de 100 mil pessoas nos dois dias de programação (9 e 10 de março). O Governo do Ceará é um dos apoiadores, por meio da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) e Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).
Público e empresários no evento
“A feira é muito importante para nós, sociedade cearense, para o governo, empresários. Andar na feira é conhecer o Ceará, é oportunidade para jovens pensarem projetos de vida. Queremos jovens que sonhem fazer a indústria cada vez mais forte e inovadora”, ressaltou o governador.
Governador Elmano de Freitas discursando
Ao destacar a força transformadora da indústria cearense, Elmano de Freitas defendeu que a política de incentivo do Estado é fundamental para apoiar o setor.
“A reforma tributária trouxe uma justiça maior na distribuição de impostos no Brasil, mas também um grande desafio para a indústria localizada fora do maior mercado consumidor, o Sudeste. Portanto, da nossa parte, vamos defender, após regulamentar a reforma tributária do Ceará, que a indústria é o setor prioritário de incentivo fiscal após a reforma tributária feita no Brasil. Vamos aproveitar toda a potência do Fundo de Desenvolvimento Regional”, explicou o governador.
Visita aos estandes da feira
Elmano de Freitas pontuou as vantagens do Ceará para a exportação. “Esse canto do mundo, que tem o privilégio de estar mais próximo à Europa e aos Estados Unidos, tem um dos portos mais modernos do Brasil e a Transnordestina, uma das mais modernas da América. Nós saberemos aproveitar essas oportunidades”, enfatizou.
Presidente da CNI, Ricardo Alban
Também presente no evento, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, reforçou o papel indutor do Estado. “Não podemos perder de vista que os fundos devem ser usados para reter a qualificação da mão de obra, as vantagens competitivas inerentes de cada região e, mais do que isso, compensar as desvantagens competitivas que nós temos em relação aos centros consumidores do país”, acrescentou.
Presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante
Para o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, o diálogo entre poder público e o setor produtivo, a infraestrutura atrativa, entre outros fatores, consolidam o Ceará como um território favorável a investimentos que impulsionam resultados. “Hoje, 82,6% de tudo que o Ceará exporta vem da indústria. O setor responde por cerca de 390 mil empregos formais diretos no Ceará”, citou.
Estandes da Feira da Indústria do Ceará
A Feira da Indústria do Ceará é um encontro entre a indústria e a sociedade, apresentando as potencialidades de 39 setores em um único espaço.

A programação do evento reforça que a indústria é o fio condutor que integra economia, cultura, inovação e futuro, presente em cada detalhe da nossa vida.

Coluna do Macário Batista em 10 de março de 2026




Vamos botar as coisas nos lugares


Não é verdade! Líder do governo Lula, José Guimarães, assegura que grupo de trabalho eleitoral do PT não definiu candidatos a Senador nos Estados: — Não discutimos a chapa do PT no Ceará. O presidente Lula até falou sobre a possibilidade de Camilo ser candidato. Mas, esse assunto não evoluiu. A minha pré-candidatura ao Senado está firme e forte. Nós não vamos recuar. Estamos vivendo um momento de muita especulação política. E a direção nacional do PT acompanha a formação dos nossos palanques estaduais em todos os estados da Federação. Até o momento, a Executiva Nacional do PT não definiu o palanque estadual de ninguém ainda. O que o grupo de trabalho eleitoral está fazendo é fazer um levantamento nos estados para nos próximos 15 dias, até o final do mês, nós definirmos o mapa eleitoral dos palanques estaduais. O Ceará precisa de alguém no Senado leal ao Lula e que seja capaz de debater os projetos estratégicos do nosso Estado. Não é porque eu quero, é a necessidade do Brasil, a minha presença no Senado Federal. E é com essa mobilização que estamos fazendo que nós vamos eleger o PT mais um senador para ajudar o Lula a governar o Ceará. Não tem definição de ninguém ainda no Ceará, tanto é que essa lista que saiu, ela não reflete a decisão nacional do PT, assim como não saiu nessa lista nem o nome nem do PT, nem do MDB, nem de ninguém, portanto é uma questão que está totalmente aberta e nós vamos trabalhar muito para viabilizar a nossa candidatura. Agora, penso eu: Ganha guerra quem  mente melhor.

A frase: “Lé  com lé. Cré com cré!”. A sabedoria popular sabendo separar quirera de milho pilado.

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O dia é todo dia (Nota da foto)
Em referência ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, o Ministério da Educação divulga uma série de ações voltadas ao público feminino. Os destaques abrangem programas como o Mulheres Mil e o Escola que Protege, além do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), em que mulheres são maioria entre os beneficiários.

Enigmático
Roberto Claudio, que foi bom gestor por onde passou disse a este jornal: Eu sei que meu nome e minha foto vão estar na tela da urna eletrônica em outubro. Disputando  o que...Não tem lugar pra vice, nem suplente.

Danilo rompe com o União
O rompimento ocorreu após o União Brasil não declarar apoio ao nome de Danilo Forte na disputa interna pela indicação do partido. Inconformado com a falta de definição, o parlamentar classificou a condução do processo como uma “enrolação”.

Danilo subiu nas tamancas
Sou do jogo da ação concreta e do compromisso com a responsabilidade. O partido fez um cronograma, tive paciência de esperar a execução orçamentária, várias reuniões com a liderança, e mesmo assim não houve uma definição clara. Não cabe a mim continuar nesse jogo de enrolação”.

Aprimorando o balanceio
De 10 a 12 de março, o programa TCEduc 2026 – etapa municipal ocorrerá em nove municípios do Ceará levando conhecimentos sobre mudanças na legislação, transparência e controle social das contas públicas.

Onde e quando
Guaramiranga, Pacoti e Palmácia sediarão as formações no dia 10/3; Baturité, Mulungu e Aratuba, no dia 11/3; e Aracoiaba, Capistrano e Itapiúna, no dia 12/3.