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O dia

 


O dia - Se eu fosse chamado pra escrever horóscopo, possivelmente não aceitaria. Seria embusteiro. Não entendo patavina de astrologia, de terra plana, de adoração de estrelas. Também não teria coragem de dizer que o sol, regente em escorpião vai sofrer influência de um planeta do tamanho da terra que está 150 milhões de anos luz da gente. Mas, e na vida tem sempre um porém, por extrema necessidade faria a primeira previsão assim: O sagitariano , cruzado com geminiano em contrário com libra, poderá ter um dia de paz e muita alegria. Pra isso basta não ter dívida pro ano que vem, namorar em pé, não ter sido traído nos últimos 20 anos e cuidar de não ter inimigos vivos.

Nordeste tem o segundo maior saldo de empregos do País em 2025

 

Serviços e comércio puxam geração de vagas na Região, que teve desempenho anual positivo apesar do recuo esperado registrado em dezembro
Abertura de vagas para trabalhadores do comércio e serviços foi destaque na região em 2025. Imagem: Depositphotos.com.
O Nordeste encerrou 2025 com saldo positivo de 347.940 empregos formais, resultado líquido da diferença entre admissões e desligamentos ao longo do ano, segundo análise da Sudene a partir dos dados do Caged divulgados nesta quinta-feira (29). O desempenho representa uma média de aproximadamente 28,9 mil empregos líquidos por mês e coloca a Região atrás apenas do Sudeste, confirmado trajetória contínua de crescimento do mercado de trabalho após saldos de 293.465 vagas em 2023 e 327.232 em 2024. No Brasil, o saldo de 2025 foi positivo, com quase 1,3 milhão de empregos.
Entre os estados, Bahia, Pernambuco e Ceará lideraram a geração de empregos ao longo de 2025, com saldos de 94.380, 72.565 e 49.184 postos, equivalentes a 27,1%, 20,8% e 14,1% dos novos postos da Região no ano de 2025. Na sequência, aparecem Maranhão (31.713), Paraíba (31.043), Piauí (21.022), Alagoas (16.706), Rio Grande do Norte (15.870) e Sergipe (15.457).
No recorte por setores da economia, o segmento de serviços foi o principal motor do mercado de trabalho regional no ano passado, responsável por 55,4% das novas vagas no Nordeste. O comércio respondeu por 17,5% do saldo, enquanto a construção concentrou 14,1% e a indústria, 11,3%. A agropecuária teve participação mais modesta, com 1,7% dos novos postos.
Em termos estaduais, os serviços tiveram peso especialmente elevado na Paraíba, em Alagoas e na Bahia, onde responderam por 77,1%, 67,1% e 57,7% do saldo anual de empregos, respectivamente. No comércio, destacaram-se Rio Grande do Norte, Maranhão e Sergipe, com participações próximas ou superiores a um quarto do saldo estadual.
Considerando o desempenho do comércio, as taxas majoritárias ocorreram nos estados do Rio Grande do Norte, do Maranhão e de Sergipe, nos quais o setor representou, aproximadamente, 29,7%, 27,9% e 25,7% do saldo de novos empregos respectivamente.
A indústria teve desempenho mais expressivo no Rio Grande do Norte, onde concentrou 31,7% das vagas criadas no ano. Bahia (15,7%), Ceará e Piauí (ambos com 11,9%) e Pernambuco (10,2%) apresentaram participações próximas, enquanto Alagoas e Sergipe registraram saldo negativo no setor.
Na construção civil, os maiores destaques foram Sergipe e Pernambuco, ambos com 25,8% do saldo de empregos sendo representado pelo setor, seguidos por Ceará (19,3%), Piauí (18,3%) e Alagoas (14,9%).
Já a agropecuária teve maior relevância no Rio Grande do Norte, sendo responsável por 6,88% do saldo de novos postos de trabalho, com registros positivos também no Ceará (4,18%), Piauí (3,59%), Bahia (2,43%) e Alagoas (0,61%). Nos estados de Sergipe, Maranhão, Paraíba, no entanto, os registros foram negativos.
Dezembro

No último mês de 2025, o movimento foi de retração, refletindo a sazonalidade de ajustes pós-festas de fim de ano ocorridos em todo País. O Nordeste registrou saldo negativo de 59.734 empregos, equivalente a 9,7% do total de 618.164 postos fechados no País no mês. O resultado foi menos intenso apenas que o da região Norte. Centro-Oeste, Sul e Sudeste responderam, respectivamente, por cerca de 9,8%, 22% e 53,5% do saldo negativo nacional. “Todas as unidades da federação refletiram o reequilíbrio natural após o pico do comércio e serviços”, analisou o economista da Sudene Miguel Vieira.

Novas cidades na Carreta da Saúde

 

Pacientes do SUS de Quixadá e Acopiara, no Ceará, agora contam com carretas de saúde do Agora Tem Especialistas
Na nova rodada de deslocamento, as carretas do governo federal chegam a 32 novos municípios. Antes, unidades atenderam pacientes do SUS em outras três cidades do Estado
Mais 32 municípios brasileiros passam a contar, a partir desta sexta-feira (30), com as carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, que ofertam para os pacientes do SUS atendimentos para prevenção de câncer de mama e do colo do útero, cirurgias de catarata e correções de visão, além de exames de imagem diagnósticos, essenciais para garantir o tratamento de doenças graves no tempo certo.
Nesta nova rodada de deslocamento, os estados de Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe, São Paulo e Tocantins recebem as 47 unidades móveis de saúde especializada do governo federal, incluindo novas unidades que engrossam a ampliação da oferta. Elas estão posicionadas em regiões de difícil acesso, alta demanda por assistência especializada ou cidades-polo, referência para atendimento de outros municípios da região.

No Ceará, a população de Quixadá e Acopiara recebe, pela primeira vez, uma carreta do programa, especializada em saúde da mulher. Anteriormente, essas unidades estavam em Tauá e Mauriti, respectivamente. Já em Mauriti, pacientes do SUS do município recebem agora uma carreta especializada em exames de imagem, que estava anteriormente no Crato.

Acordo garante pagamento de R$ 766 milhões do Fundef para Fortaleza

 

Foto: Bob Luz

Conciliação obtida junto ao Ministério Público Federal põe fim a conflito que perdurava há 25 anos
A Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria Regional da União da 3ª Região (PRU3), celebrou acordo com o Ministério Público Federal de São Paulo e o município de Fortaleza, na Ação Civil Pública número 0050616-27.1999.4.03.6100, para pagamento de R$ 766 milhões relativos a diferenças relacionadas à complementação do Fundo de Manutenção e de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) da capital do Ceará, beneficiando professores e alunos.
O acordo, homologado na última quinta-feira (29/01) pela Central de Conciliação da Justiça Federal de São Paulo em audiência realizada na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), com a presença de órgãos do Poder Judiciário Federal, é o primeiro realizado no bojo de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal abrangendo centenas de cidades com direito à complementação do Fundef. A conciliação entre as partes envolvidas encerra uma discussão judicial de 25 anos em tempo recorde de cinco meses. “Desde 1999 as tratativas não avançavam, até encontrarmos recentemente um método eficiente e célere na solução dessas demandas de pagamentos aos municípios e fortalecimento da educação”, ressaltou a coordenadora da CRN3, Maria Salete de Castro Rodrigues Fayão.
Para a procuradora nacional da União de negociação da AGU, Clara Raquel Barros Nitão, o acordo representa uma elevação do paradigma negocial e demonstra o amadurecimento das outras instituições que chancelaram essa solução, como o Ministério Público Federal e o TRF3. Apesar de acordos para pagamento de verbas do Fundef serem rotina na AGU desde 2016, o firmado com o município de Fortaleza foi o primeiro no bojo de uma Ação Civil Pública. “É um momento importantíssimo para a AGU. Quebramos barreiras e esperamos continuar avançando para outros acordos em ações civis públicas”, acrescentou a procuradora nacional.
As tratativas tiveram início com o Ministério Público em agosto de 2025, e no mês seguinte com o município de Fortaleza, com participação ativa da Procuradoria Nacional da União de Negociação e da Consultoria Jurídica do Ministério da Educação.
O empenho das partes envolvidas para o consenso célere em demandas de pagamentos aos municípios e fortalecimento da área da educação também foi destacado. “A união de várias pessoas que acreditam no poder da negociação permitiu superar entraves e chegarmos a este momento histórico em que cumprimos nossa missão de Estado na garantia de políticas públicas”, disse a procuradora regional da União na 3ª Região (PRU3), Gladys Assumpção. “Para além da importância da liberação de recursos, essa solução negocial tem efeito pedagógico ao explicitar que podemos fazer acordos e, ao mesmo tempo, zelar pelo interesse público”, disse o subprocurador regional da União da 3ª Região, Luiz Fabricio Thaumaturgo.
“Conciliação é essencial. A boa vontade e parceria das instituições venceu a complexidade das tratativas em uma ação civil pública e, felizmente, nossa insistência deu resultados e os recursos serão pagos e destinados à educação”, salientou a procuradora do Ministério Público Federal do Estado de São Paulo, Melissa Garcia Blagitz de Abreu e Silva. “Esse dinheiro poderia demorar mais alguns bons anos para sair se não fosse o modelo de acordo que elaboramos e certamente vai beneficiar mais municípios com o recebimento de verbas do Fundef pleiteadas na Justiça”, afirmou o juiz federal Paulo Marcos Rodrigues de Almeida.

O acordo prevê destinação dos R$ 766 milhões à educação. O secretário de Educação de Fortaleza, Antonio Idilvan de Lima Alencar, afirmou na solenidade que 80% vão direto para a remuneração de professores, e os outros 20% para melhorias de prédios da rede de ensino fundamental. “Este momento histórico significa a concretização de novos passos para fortalecermos ainda mais a qualidade do nosso ensino, que é referência no Brasil”, enfatizou o secretário.

Bom dia

 


“Não se trata só de fake news, se trata de crime”, diz Wellington Dias sobre notícias falsas a respeito do Bolsa Família
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quinta-feira (29/1), titular do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome esclareceu não haver qualquer movimento para limitar os saques relativos aos benefícios. Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família, que tem a presença da Polícia Federal, foi acionada
Ao longo do Bom Dia, Ministro, Wellington Dias condenou a disseminação de fake news e peças de desinformação que enganam a população acerca de uma limitação não procedente do valor dos saques dos benefícios pagos pelo Bolsa Família. Foto: Diego Campos/Secom-PR
Titular da pasta do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias esclareceu nesta quinta-feira (28/1), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, que o Governo do Brasil jamais atuou para limitar o valor dos saques relativos aos benefícios pagos pelo Bolsa Família. “É gente do mal, não tem outra palavra. Gente do mal cometendo crime. Não se trata só de fake news. Se trata de crime”, afirmou o ministro.
Wellington Dias se referia às mensagens falsas que circularam nas redes sociais nos últimos dias que propagaram a existência de um projeto de lei que restringiria o saque do benefício do Programa Bolsa Família. O ministro ressaltou que não existe qualquer proposta em fase de sanção ou aprovação sobre o tema. Também é falsa a informação de que o Bolsa Família será pago exclusivamente por cartão de débito e poderá ser usado apenas em locais credenciados.
Criamos, ainda em 2023, a Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família. Ela existia desde a criação do Cartão Fome Zero, desde 2003. Infelizmente, no governo anterior se tirou o funcionamento da Rede Federal de Fiscalização. Essa rede integra vários agentes da área de controle e fiscalização, a AGU, a CGU, e parcerias com o TCU, os tribunais de Conta dos estados e municípios”
“A administração do dinheiro depende de cada pessoa, não há qualquer condicionalidade. Acionei logo nos primeiros momentos a Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família, que tem a presença da Polícia Federal. Ela está em campo e doa quem doer nós vamos encontrar quem está fazendo esse desserviço. O Bolsa Família mantém as regras. O valor creditado não tem limite para saque. Pelo contrário. Nós melhoramos o sistema. Antes, só podia retirar na Caixa. Tinha que ir lá na Caixa para poder fazer o saque do dinheiro. Agora, o cartão é um cartão de compra, um cartão de débito. Você pode ir com ele lá na rede credenciada e comprar como um cartão”, frisou o ministro.
CANAL 121 – Ao longo do programa, Wellington Dias ressaltou que as pessoas devem utilizar a Central de Relacionamento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, conhecida como Disque Social 121, para buscar esclarecimentos. Elas também podem usar o canal para denunciar qualquer tipo de problemas relacionados ao Bolsa Família ou a outros programas do Governo do Brasil, como o Gás do Povo.
“O 121 é o número onde, se você encontrar uma situação como essa (fake news), pode repassar e ajudar a gente a alcançar quem arrisca ir para a criminalidade. A gente aciona a Polícia Federal e ela tem uma fase que trabalha de forma sigilosa, reservada. Tem uma cooperação com toda essa rede integrada e eu creio que a gente vai ter rapidamente os primeiros resultados, à medida que já se tem comprovação da prática do crime, com divulgação de notícias falsas que induzem as pessoas, inclusive, a uma situação de desespero”.
FRAUDES – O ministro também detalhou os trabalhos realizados para detectar e combater fraudes no Bolsa Família e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo por mês à pessoa idosa com idade igual ou superior a 65 anos e à pessoa com deficiência de qualquer idade que comprovem, em ambos os casos, ser de família de baixa renda.
“Nós criamos, ainda em 2023, a Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família. Ela existia desde a criação do Cartão Fome Zero, desde 2003. Infelizmente, no governo anterior se tirou o funcionamento da Rede Federal de Fiscalização. Essa rede integra vários agentes da área de controle e fiscalização, a Advocacia Geral da União, a Controladoria Geral da União, e parcerias com o Tribunal de Contas da União, os tribunais de Conta dos estados e municípios”.
O ministro ainda deu números que deixam claro como as fraudes afetam o país. “Infelizmente, nós tivemos uma quantidade muito grande de fraudes. Pessoas que, com renda alta, sonegavam a renda e eram aceitas no passado. Falsificação do CPF, falsificação de documentos, pessoas recebendo em nome de pessoas que morreram. Tinha de tudo. Olha só o resultado: mais de 6 milhões de fraudes e irregularidades. Nós estamos falando de mais de 35 bilhões de reais. Nós vamos atrás de quem quer roubar o dinheiro, nesse caso dos mais pobres, e de garantir eficiência e bons resultados”.
BOLSA FAMÍLIA E EMPREGOS – Wellington Dias ressaltou também que os beneficiários do Bolsa Família e do Cadastro Único são os brasileiros que mais ocuparam as vagas de empregos formais abertas em todo o país a partir de 2023. “98% dessas vagas são do povo do Bolsa Família, do Cadastro Único. Só 2% do restante da sociedade foi atrás dessas vagas. Isso é inclusão social e econômica”, afirmou o ministro.

O Poder da Mensagem

 


O dólar desceu de 5 e 20 de real

 

Conteúdo partilhado com: Público

Dólar fecha abaixo dos R$5,20 após decisões sobre juros no Brasil e nos EUA
- Em uma sessão de volatilidade alta, o dólar fechou a quinta-feira em queda ante o real, abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, no dia seguinte às decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos.
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O dólar à vista fechou com recuo de 0,27%, aos R$5,1941, no menor valor de fechamento desde os R$5,1539 de 28 de maio 2024.
Às 17h09, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,02% na B3, aos R$5,1965.
No início da sessão o dólar emplacou baixas ante boa parte das moedas de emergentes, como o real do Brasil, o peso do Chile e o peso do México, em mais um dia de fluxo de investimentos para estes países.
O movimento no Brasil ocorreu ainda que, na noite de quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tenha indicado a intenção de começar a cortar juros em março, após ter mantido a Selic em 15%.
"Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros", disse o BC em comunicado. "O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta."
O corte da Selic em março, em tese, tende a tornar o Brasil um pouco menos atrativo aos investimentos estrangeiros, mas agentes do mercado têm ponderado que ainda assim o país seguirá atraente para operações de carry trade, considerando que as taxas no exterior são bem menores.
Nos EUA, a taxa de referência foi mantida na faixa de 3,50% a 3,75% pelo Federal Reserve na tarde de quarta-feira, mas a instituição deu poucas pistas sobre quando haverá espaço para mais cortes.
Em operações de carry trade, investidores tomam empréstimos no exterior, onde os juros são menores, e aplicam no Brasil, onde o retorno é maior.
Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para mercados emergentes como o Brasil -- com destaque para a bolsa -- vem pesando sobre as cotações do dólar.
Neste cenário, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,1659 (-0,81%) às 11h45 desta quinta-feira, mas na sequência ganhou força até a máxima de R$5,2493 (+0,79%) às 12h18.
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A escalada rápida do dólar ante o real esteve em sintonia com uma piora generalizada dos mercados globais após a abertura da bolsa de Nova York, onde os índices eram penalizados pelo mergulho das ações de tecnologia. Também penalizado por Wall Street, o Ibovespa chegou a cair mais de 1%.
Durante a tarde o dólar voltou a perder força ante as divisas de emergentes, o que fez a moeda norte-americana voltar a cair no Brasil, para abaixo dos R$5,20 -- ainda que o Ibovespa seguisse pressionado.
Com o movimento desta quinta-feira, o dólar acumulou queda de 5,37% ante o real em 2026.
Ao avaliar a depreciação recente do dólar, o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares, lembrou que isso se deve principalmente a uma maior percepção de risco em relação aos Estados Unidos, e não à perspectiva de corte de juros pelo Federal Reserve.
“A natureza da depreciação do dólar é de perda de confiança nos Estados Unidos, mais do que o processo cíclico de o Fed cortar juros. O que me leva a pensar que isso pode mudar, pode virar”, afirmou à Reuters.
No exterior, às 17h39 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,04%, a 96,199.

Dia da Visibilidade Trans reitera importância de políticas que garantam direitos e evitem violência


Por Gleydson Silva/Ariadne Sousa(Da Alece)
Pelo 17° ano consecutivo, o Brasil é o país mais perigoso para a população trans em todo o mundo. É o que revela o dossiê anual divulgado nesta semana pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). O relatório aponta também que o Ceará, ao lado de Minhas Gerais, liderança esse ranking, com oito casos cada, em 2025, reforçando a necessidade urgente de ampliar políticas públicas de proteção.
Segundo os dados do dossiê, o País teve 80 casos registrados em Crimes Violentos Letais Intencionais motivados por transfobia, segundo a associação. Nem mesmo a redução de cerca de 34% em relação a 2024, quando foram contabilizados 122 homicídios, foi capaz de tirar o Brasil desta triste liderança. A região Nordeste também segue como a mais violenta para a população trans, com 38 assassinatos, o que representa 47,5% dos casos.
Os dados do dossiê mostram também que a maioria das vítimas continua sendo travestis e mulheres trans negras ou pardas — um perfil marcado pela combinação de transfobia, racismo e desigualdade social, que aumenta o risco de violência.
A manutenção do Brasil no topo do ranking global por quase duas décadas consecutivas evidencia não apenas a persistência dessa violência, mas também a fragilidade das respostas estatais, conforme destacado pela Antra no documento.
UM CHAMADO À CONSCIENTIZAÇÃO
É nesse contexto que a Semana da Visibilidade Trans, que tem como marco o Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, ganha ainda mais relevância. A data reforça a necessidade de fortalecer políticas públicas com recortes específicos para a população trans, abrangendo áreas como segurança, saúde, educação e acesso ao trabalho.
Para a presidente nacional da União Nacional LGBT, Silvinha Cavalleire, a data também chama atenção para a urgência de uma mudança no olhar da sociedade sobre pessoas trans, travestis e não binárias. Segundo ela, ainda há uma percepção social que coloca essas identidades como fora do padrão, em desacordo com visões conservadoras sobre o que é ser homem ou mulher.
Presidente da União Nacional LGBT, Silvinha Cavalleire, em solenidade na Alece - Foto: Paulo Rocha
“A nossa busca é pela ampliação da consciência social de que as pessoas não precisam, necessariamente, seguir o sexo biológico de nascimento na construção da sua identidade de gênero. Elas têm o direito de ser quem são e de manifestar suas identidades conforme sua própria natureza”, afirmou.
Na avaliação da presidente, a falta de conscientização segue como um dos principais entraves ao acesso dessa população às políticas públicas. O preconceito, segundo ela, ainda limita o acesso a serviços básicos, como saúde e educação.
“As instituições de ensino ainda são ambientes muito transfóbicos, que acabam provocando a evasão de pessoas trans e travestis, principalmente jovens, o que compromete o futuro dessas pessoas e suas oportunidades de contribuir com o desenvolvimento do País”, acrescentou.
UM CENÁRIO DE DESAFIOS E CONQUISTAS
A negação de direitos não se manifesta apenas na ausência de serviços, mas também na falta de ambientes e profissionais preparados para acolher a população trans. Por isso, Silvinha Cavalleire defende a capacitação de agentes públicos e a superação de preconceitos como condições essenciais para garantir cidadania plena às pessoas transgênero.
O mercado de trabalho é outro espaço apontado como ainda excludente. A produtora cultural e jornalista Lena Oxa, que assumiu sua identidade de gênero ainda na década de 1980, traça um paralelo entre os obstáculos enfrentados ao longo da vida profissional. Segundo ela, mesmo com ampla experiência na comunicação, a condição de pessoa trans continua sendo uma barreira.
“Antigamente, a gente lutava para poder existir e ser respeitada. Hoje, eu ainda luto. Fui a primeira mulher trans do Nordeste a trabalhar na TV Diário, o que foi um marco na minha vida. Mesmo assim, não consigo mais ter um espaço de fala, um lugar onde as pessoas possam me ver”, relatou.
Lena Oxa - Foto: Divulgação
Ao relembrar sua trajetória, a jornalista conta que sofreu violência física e chegou a ser presa durante a Ditadura Militar (1964–1985). A história, segundo ela, é marcada por resistência, busca por respeito e esperança em avanços cada vez maiores.
REALIDADE ESTADUAL
A segurança pública segue como um dos pontos mais sensíveis para a população trans, diante dos altos índices de violência. Para Silvinha Cavalleire, é fundamental que haja respostas mais efetivas aos crimes contra pessoas trans e travestis, a fim de reduzir a sensação de impunidade. Ela avalia, ainda, que os números elevados registrados no Ceará não devem ser vistos como indicativo de um estado mais violento, mas como reflexo de um território que estruturou melhor suas políticas de denúncia, registro, monitoramento e investigação de LGBTfobias.
O enfrentamento à violência é uma das vertentes das políticas públicas do Governo do Estado voltadas à garantia de direitos das pessoas trans. Desenvolvidas por meio da Secretaria da Diversidade (Sediv), do Governo do Estado, as ações também contemplam a proteção social, a inclusão econômica e a promoção da cidadania.
De acordo com a pasta, em muitos territórios do País, a ausência de delegacias especializadas, a falta de campos específicos nos boletins de ocorrência e a inexistência de sistemas de monitoramento fazem com que crimes motivados por transfobia sequer sejam reconhecidos, permanecendo invisíveis nas estatísticas oficiais. Nesse contexto, a produção de dados qualificados é parte central da estratégia de enfrentamento à violência.
A titular da Sediv, Mitchelle Meira, detalha que, entre as principais iniciativas da gestão estadual, estão a campanha permanente “Ceará da Diversidade contra a LGBTfobia” e a oferta de equipamentos como o Centro Estadual de Referência LGBT Thina Rodrigues e a Unidade Móvel Dandara Ketlely. “Levamos serviços, acolhimento e atendimento direto a quem mais precisa, assegurando que as políticas públicas cheguem aos territórios e às pessoas LGBTI+ em situação de maior vulnerabilidade”, explica a secretária.
Ela reforça ainda o empenho do Governo do Estado no fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à transfobia, com o objetivo de garantir acesso a direitos, ao cuidado e à cidadania para pessoas trans e travestis. “Nosso compromisso é com um Estado que protege, acolhe e promove igualdade para todas as pessoas”, concluiu.
Mitchelle Meira, titular da Secretaria da Diversidade (Sediv) do Governo do Estado - Foto: Divulgação/Sediv
INICIATIVAS INSTITUCIONAIS
Diante desse panorama, os entes públicos, em especial as casas legislativas no Brasil, têm papel fundamental na elaboração de leis e políticas públicas que reconheçam a dignidade e o direito à vida de pessoas que, historicamente, têm sido expostas à marginalização e à violência.
Todas as leis cearenses que garantem direitos à população trans passaram pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). Historicamente, foram aprovadas legislações que tratam do Dia Estadual de Combate a Transfobia (Lei Estadual nº 16.334/2017) - iniciativa do então deputado Elmano de Freitas (PT) - à criação da Semana Janaína Dutra de Promoção do Respeito à Diversidade Sexual e de Gênero no Estado (Lei Estadual nº 16.481/2017), proposta em projeto de lei pelo deputado Renato Roseno (Psol).
Outro exemplo é a Lei Estadual nº 19.649/2020, que assegura às pessoas transgênero o direito à identificação pelo nome social em atos e procedimentos realizados na administração pelo nome social em atos e procedimentos realizados na administração pública e indireta no âmbito da saúde, do ensino, da previdência social e da relação de consumo. A lei é oriunda de projeto de autoria dos deputados Renato Roseno (Psol) e Elmano de Freitas.
Após aprovação no Parlamento estadual, o Ceará passou também a contar com a Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou de Orientação Sexual (DECRIM), criada pela Lei Estadual nº 18.250/2022, e com a Secretaria da Diversidade, por meio da reforma administrativa do Poder Executivo na atual gestão, instituída pela Lei Estadual nº 18.310/2023.
Em dezembro de 2025, os deputados estaduais aprovaram a inclusão, entre os beneficiários do Programa CNH Popular, a população em situação de vulnerabilidade social em razão de sua identidade de gênero ou orientação sexual. A Lei Estadual nº 19.602/2025 já foi sancionada pelo governador Elmano de Freitas. Você pode ver outros marcos legais sobre os direitos e garantias da população LGBTI+ no Brasil e no Ceará clicando aqui.
PROJETOS
Também foram aprovados projetos de iniciativa de parlamentares: o então projeto de lei 369/2024, da deputada Juliana Lucena (PT), originou a Lei n° 19.250/2025, que institui a Semana Estadual de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio de Pessoas LGBTs, a ser comemorada anualmente na semana do dia 10 de setembro. Já o PL 760/2024, da deputada Lia Gomes (PSB), originou a Lei 19.244/2025, que incluiu no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas do Estado do Ceará o Dia Estadual do Pedal do Orgulho LGBT+, a ser comemorado anualmente no terceiro domingo do mês de junho.
Tramitam na Casa também dois projetos de lei de lei do deputado Guilherme Bismarck (PSB): o 572/2024 dispõe sobre o uso do nome social nas certidões de óbito de pessoas trans, travestis e não binárias; já o 530/2025 visa garantir a gratuidade integral para a retificação de prenome e gênero nos registros públicos, com base no Provimento nº 73/2018 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para pessoas transgênero que comprovem insuficiência de recursos financeiros.
Outro PL, o 1185/2025, da deputada Professora Zuleide (Psol), que institui Política Social e Afirmativa consciente na reserva de 2% das vagas às pessoas trans e travestis para concursos públicos e processos seletivos destinados ao provimento de cargos no âmbito dos órgãos e das entidades do Poder Executivo estadual.
A DATA
No dia 29 de janeiro de 2004, foi organizado ato nacional em Brasília para o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, no Congresso Nacional. A campanha foi um marco na história do movimento contra a transfobia, sendo organizada por pessoas trans e travestis.
A data, desde então, foi escolhida como o Dia Nacional da Visibilidade Trans, com o objetivo de promover reflexões sobre a cidadania das pessoas trans, travestis, transexuais e não-binárias.