O dólar desceu de 5 e 20 de real
Conteúdo partilhado com: Público
Dólar fecha abaixo dos R$5,20 após decisões sobre juros no Brasil e nos EUA
- Em uma sessão de volatilidade alta, o dólar fechou a quinta-feira em queda ante o real, abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, no dia seguinte às decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos.
·
O dólar à vista fechou com recuo de 0,27%, aos R$5,1941, no menor valor de fechamento desde os R$5,1539 de 28 de maio 2024.
Às 17h09, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,02% na B3, aos R$5,1965.
No início da sessão o dólar emplacou baixas ante boa parte das moedas de emergentes, como o real do Brasil, o peso do Chile e o peso do México, em mais um dia de fluxo de investimentos para estes países.
O movimento no Brasil ocorreu ainda que, na noite de quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tenha indicado a intenção de começar a cortar juros em março, após ter mantido a Selic em 15%.
"Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros", disse o BC em comunicado. "O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta."
O corte da Selic em março, em tese, tende a tornar o Brasil um pouco menos atrativo aos investimentos estrangeiros, mas agentes do mercado têm ponderado que ainda assim o país seguirá atraente para operações de carry trade, considerando que as taxas no exterior são bem menores.
Nos EUA, a taxa de referência foi mantida na faixa de 3,50% a 3,75% pelo Federal Reserve na tarde de quarta-feira, mas a instituição deu poucas pistas sobre quando haverá espaço para mais cortes.
Em operações de carry trade, investidores tomam empréstimos no exterior, onde os juros são menores, e aplicam no Brasil, onde o retorno é maior.
Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para mercados emergentes como o Brasil -- com destaque para a bolsa -- vem pesando sobre as cotações do dólar.
Neste cenário, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,1659 (-0,81%) às 11h45 desta quinta-feira, mas na sequência ganhou força até a máxima de R$5,2493 (+0,79%) às 12h18.
Comece a avaliação gratuita - Sem codificação manual - Automatize a transformação
Comece a avaliação gratuita - Sem codificação manual - Automatize a transformação
·
A escalada rápida do dólar ante o real esteve em sintonia com uma piora generalizada dos mercados globais após a abertura da bolsa de Nova York, onde os índices eram penalizados pelo mergulho das ações de tecnologia. Também penalizado por Wall Street, o Ibovespa chegou a cair mais de 1%.
Durante a tarde o dólar voltou a perder força ante as divisas de emergentes, o que fez a moeda norte-americana voltar a cair no Brasil, para abaixo dos R$5,20 -- ainda que o Ibovespa seguisse pressionado.
Com o movimento desta quinta-feira, o dólar acumulou queda de 5,37% ante o real em 2026.
Ao avaliar a depreciação recente do dólar, o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares, lembrou que isso se deve principalmente a uma maior percepção de risco em relação aos Estados Unidos, e não à perspectiva de corte de juros pelo Federal Reserve.
“A natureza da depreciação do dólar é de perda de confiança nos Estados Unidos, mais do que o processo cíclico de o Fed cortar juros. O que me leva a pensar que isso pode mudar, pode virar”, afirmou à Reuters.
No exterior, às 17h39 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,04%, a 96,199.
Dia da Visibilidade Trans reitera importância de políticas que garantam direitos e evitem violência
Por Gleydson Silva/Ariadne Sousa(Da Alece)
Pelo 17° ano consecutivo, o Brasil é o país mais perigoso para a população trans em todo o mundo. É o que revela o dossiê anual divulgado nesta semana pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). O relatório aponta também que o Ceará, ao lado de Minhas Gerais, liderança esse ranking, com oito casos cada, em 2025, reforçando a necessidade urgente de ampliar políticas públicas de proteção.
Segundo os dados do dossiê, o País teve 80 casos registrados em Crimes Violentos Letais Intencionais motivados por transfobia, segundo a associação. Nem mesmo a redução de cerca de 34% em relação a 2024, quando foram contabilizados 122 homicídios, foi capaz de tirar o Brasil desta triste liderança. A região Nordeste também segue como a mais violenta para a população trans, com 38 assassinatos, o que representa 47,5% dos casos.
Os dados do dossiê mostram também que a maioria das vítimas continua sendo travestis e mulheres trans negras ou pardas — um perfil marcado pela combinação de transfobia, racismo e desigualdade social, que aumenta o risco de violência.
A manutenção do Brasil no topo do ranking global por quase duas décadas consecutivas evidencia não apenas a persistência dessa violência, mas também a fragilidade das respostas estatais, conforme destacado pela Antra no documento.
UM CHAMADO À CONSCIENTIZAÇÃO
É nesse contexto que a Semana da Visibilidade Trans, que tem como marco o Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, ganha ainda mais relevância. A data reforça a necessidade de fortalecer políticas públicas com recortes específicos para a população trans, abrangendo áreas como segurança, saúde, educação e acesso ao trabalho.
Para a presidente nacional da União Nacional LGBT, Silvinha Cavalleire, a data também chama atenção para a urgência de uma mudança no olhar da sociedade sobre pessoas trans, travestis e não binárias. Segundo ela, ainda há uma percepção social que coloca essas identidades como fora do padrão, em desacordo com visões conservadoras sobre o que é ser homem ou mulher.
Presidente da União Nacional LGBT, Silvinha Cavalleire, em solenidade na Alece - Foto: Paulo Rocha
“A nossa busca é pela ampliação da consciência social de que as pessoas não precisam, necessariamente, seguir o sexo biológico de nascimento na construção da sua identidade de gênero. Elas têm o direito de ser quem são e de manifestar suas identidades conforme sua própria natureza”, afirmou.
Na avaliação da presidente, a falta de conscientização segue como um dos principais entraves ao acesso dessa população às políticas públicas. O preconceito, segundo ela, ainda limita o acesso a serviços básicos, como saúde e educação.
“As instituições de ensino ainda são ambientes muito transfóbicos, que acabam provocando a evasão de pessoas trans e travestis, principalmente jovens, o que compromete o futuro dessas pessoas e suas oportunidades de contribuir com o desenvolvimento do País”, acrescentou.
UM CENÁRIO DE DESAFIOS E CONQUISTAS
A negação de direitos não se manifesta apenas na ausência de serviços, mas também na falta de ambientes e profissionais preparados para acolher a população trans. Por isso, Silvinha Cavalleire defende a capacitação de agentes públicos e a superação de preconceitos como condições essenciais para garantir cidadania plena às pessoas transgênero.
O mercado de trabalho é outro espaço apontado como ainda excludente. A produtora cultural e jornalista Lena Oxa, que assumiu sua identidade de gênero ainda na década de 1980, traça um paralelo entre os obstáculos enfrentados ao longo da vida profissional. Segundo ela, mesmo com ampla experiência na comunicação, a condição de pessoa trans continua sendo uma barreira.
“Antigamente, a gente lutava para poder existir e ser respeitada. Hoje, eu ainda luto. Fui a primeira mulher trans do Nordeste a trabalhar na TV Diário, o que foi um marco na minha vida. Mesmo assim, não consigo mais ter um espaço de fala, um lugar onde as pessoas possam me ver”, relatou.
Lena Oxa - Foto: Divulgação
Ao relembrar sua trajetória, a jornalista conta que sofreu violência física e chegou a ser presa durante a Ditadura Militar (1964–1985). A história, segundo ela, é marcada por resistência, busca por respeito e esperança em avanços cada vez maiores.
REALIDADE ESTADUAL
A segurança pública segue como um dos pontos mais sensíveis para a população trans, diante dos altos índices de violência. Para Silvinha Cavalleire, é fundamental que haja respostas mais efetivas aos crimes contra pessoas trans e travestis, a fim de reduzir a sensação de impunidade. Ela avalia, ainda, que os números elevados registrados no Ceará não devem ser vistos como indicativo de um estado mais violento, mas como reflexo de um território que estruturou melhor suas políticas de denúncia, registro, monitoramento e investigação de LGBTfobias.
O enfrentamento à violência é uma das vertentes das políticas públicas do Governo do Estado voltadas à garantia de direitos das pessoas trans. Desenvolvidas por meio da Secretaria da Diversidade (Sediv), do Governo do Estado, as ações também contemplam a proteção social, a inclusão econômica e a promoção da cidadania.
De acordo com a pasta, em muitos territórios do País, a ausência de delegacias especializadas, a falta de campos específicos nos boletins de ocorrência e a inexistência de sistemas de monitoramento fazem com que crimes motivados por transfobia sequer sejam reconhecidos, permanecendo invisíveis nas estatísticas oficiais. Nesse contexto, a produção de dados qualificados é parte central da estratégia de enfrentamento à violência.
A titular da Sediv, Mitchelle Meira, detalha que, entre as principais iniciativas da gestão estadual, estão a campanha permanente “Ceará da Diversidade contra a LGBTfobia” e a oferta de equipamentos como o Centro Estadual de Referência LGBT Thina Rodrigues e a Unidade Móvel Dandara Ketlely. “Levamos serviços, acolhimento e atendimento direto a quem mais precisa, assegurando que as políticas públicas cheguem aos territórios e às pessoas LGBTI+ em situação de maior vulnerabilidade”, explica a secretária.
Ela reforça ainda o empenho do Governo do Estado no fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à transfobia, com o objetivo de garantir acesso a direitos, ao cuidado e à cidadania para pessoas trans e travestis. “Nosso compromisso é com um Estado que protege, acolhe e promove igualdade para todas as pessoas”, concluiu.
Mitchelle Meira, titular da Secretaria da Diversidade (Sediv) do Governo do Estado - Foto: Divulgação/Sediv
INICIATIVAS INSTITUCIONAIS
Diante desse panorama, os entes públicos, em especial as casas legislativas no Brasil, têm papel fundamental na elaboração de leis e políticas públicas que reconheçam a dignidade e o direito à vida de pessoas que, historicamente, têm sido expostas à marginalização e à violência.
Todas as leis cearenses que garantem direitos à população trans passaram pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). Historicamente, foram aprovadas legislações que tratam do Dia Estadual de Combate a Transfobia (Lei Estadual nº 16.334/2017) - iniciativa do então deputado Elmano de Freitas (PT) - à criação da Semana Janaína Dutra de Promoção do Respeito à Diversidade Sexual e de Gênero no Estado (Lei Estadual nº 16.481/2017), proposta em projeto de lei pelo deputado Renato Roseno (Psol).
Outro exemplo é a Lei Estadual nº 19.649/2020, que assegura às pessoas transgênero o direito à identificação pelo nome social em atos e procedimentos realizados na administração pelo nome social em atos e procedimentos realizados na administração pública e indireta no âmbito da saúde, do ensino, da previdência social e da relação de consumo. A lei é oriunda de projeto de autoria dos deputados Renato Roseno (Psol) e Elmano de Freitas.
Após aprovação no Parlamento estadual, o Ceará passou também a contar com a Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou de Orientação Sexual (DECRIM), criada pela Lei Estadual nº 18.250/2022, e com a Secretaria da Diversidade, por meio da reforma administrativa do Poder Executivo na atual gestão, instituída pela Lei Estadual nº 18.310/2023.
Em dezembro de 2025, os deputados estaduais aprovaram a inclusão, entre os beneficiários do Programa CNH Popular, a população em situação de vulnerabilidade social em razão de sua identidade de gênero ou orientação sexual. A Lei Estadual nº 19.602/2025 já foi sancionada pelo governador Elmano de Freitas. Você pode ver outros marcos legais sobre os direitos e garantias da população LGBTI+ no Brasil e no Ceará clicando aqui.
PROJETOS
Também foram aprovados projetos de iniciativa de parlamentares: o então projeto de lei 369/2024, da deputada Juliana Lucena (PT), originou a Lei n° 19.250/2025, que institui a Semana Estadual de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio de Pessoas LGBTs, a ser comemorada anualmente na semana do dia 10 de setembro. Já o PL 760/2024, da deputada Lia Gomes (PSB), originou a Lei 19.244/2025, que incluiu no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas do Estado do Ceará o Dia Estadual do Pedal do Orgulho LGBT+, a ser comemorado anualmente no terceiro domingo do mês de junho.
Tramitam na Casa também dois projetos de lei de lei do deputado Guilherme Bismarck (PSB): o 572/2024 dispõe sobre o uso do nome social nas certidões de óbito de pessoas trans, travestis e não binárias; já o 530/2025 visa garantir a gratuidade integral para a retificação de prenome e gênero nos registros públicos, com base no Provimento nº 73/2018 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para pessoas transgênero que comprovem insuficiência de recursos financeiros.
Outro PL, o 1185/2025, da deputada Professora Zuleide (Psol), que institui Política Social e Afirmativa consciente na reserva de 2% das vagas às pessoas trans e travestis para concursos públicos e processos seletivos destinados ao provimento de cargos no âmbito dos órgãos e das entidades do Poder Executivo estadual.
A DATA
No dia 29 de janeiro de 2004, foi organizado ato nacional em Brasília para o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, no Congresso Nacional. A campanha foi um marco na história do movimento contra a transfobia, sendo organizada por pessoas trans e travestis.
A data, desde então, foi escolhida como o Dia Nacional da Visibilidade Trans, com o objetivo de promover reflexões sobre a cidadania das pessoas trans, travestis, transexuais e não-binárias.
A volta do recesso na Alece
Alece retoma trabalhos no Plenário 13 de Maio nesta segunda-feira, com instalação da 4ª sessão legislativa
- Plenário 13 de Maio - Foto: Dário Gabriel
Nesta segunda-feira (02/02), às 9h, a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) reinicia os trabalhos parlamentares no Plenário 13 de Maio e inaugura as atividades desta 4ª sessão legislativa da 31ª Legislatura, com pronunciamento do governador Elmano de Freitas (PT).
O chefe do Poder Executivo estadual será recebido na Casa para leitura de mensagem anual sobre as ações para o ano de 2026, bem como explanação da situação estadual e anúncio de possíveis medidas a serem adotadas.
“Abrimos este novo ano legislativo com a presença do governador do Estado, Elmano de Freitas, em um gesto de respeito institucional e de diálogo entre os Poderes, fundamentais para o fortalecimento da democracia”, pontua o presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri (PSB).
Após a abertura oficial, já na terça-feira (03/02), os parlamentares voltam aos debates no Plenário e devem fazer a leitura de projetos e de seus pronunciamentos pelos tempos regimentais.
DEBATES PRIORITÁRIOS
O presidente da Alece ressalta que a Casa do Povo deve priorizar pautas que tenham impacto concreto na vida da população cearense. "Entre as prioridades estão o fortalecimento das políticas de combate à fome, o enfrentamento ao feminicídio e a ampliação do acesso a serviços de saúde. Também projetos voltados à qualificação da juventude, à geração de emprego e renda e à promoção do desenvolvimento social e econômico do Estado”, destaca Romeu Aldigueri.
Este deverá ser um ano movimentado, com a expectativa de conciliar a atividade parlamentar com a disputa eleitoral, que acontece em outubro deste ano. Nesse contexto, o presidente da Casa reforça que “o debate político faz parte da dinâmica democrática, mas a Assembleia Legislativa mantém sua atuação no exercício pleno de suas atribuições, como apreciações de projetos e debates de temas de interesse público. Eu disse na minha posse que me portaria como mediador, portanto, a condução dos trabalhos continuará pautada pelo diálogo, no respeito às divergências e no compromisso com o desenvolvimento do Ceará. Mediando, ouvindo, conversando e respeitando os ritos democráticos”, pontua o presidente do Legislativo cearense.
ELEIÇÕES E JANELA PARTIDÁRIA
O diretor do Departamento de Plenário da Alece, Carlos Alberto de Aragão, ressalta que 2026 é um ano atípico, devido às eleições, e as atividades da Alece se adaptarão ao calendário eleitoral. “É ano das eleições para presidente e governador de Estado, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. No segundo semestre, a presidência e a Mesa Diretora, juntamente com o colégio de líderes, organizam o calendário para que a Casa possa funcionar”, esclarece.
O presidente Romeu Aldigueri reforça ainda que neste ano, a expectativa é que a Alece cumpra, com ainda mais responsabilidade, o seu papel constitucional. "A Casa seguirá sendo um espaço de debate qualificado, plural e respeitoso, assegurando que as discussões ocorram com equilíbrio, transparência e dentro dos limites da legislação eleitoral.”
Carlos Alberto de Aragão lembra que as movimentações em torno do período eleitoral ganham uma etapa importante no começo do mês de março, quando se inicia a chamada janela partidária, período de 30 dias em que é permitida a troca de legenda pelos parlamentares. São esperadas algumas mudanças, que devem trazer alterações na Alece e também influenciar na composição das comissões da Casa.
“Como terá migração de deputados para outros partidos, então, é um momento em que o presidente, juntamente com a Mesa Diretora, vai observar essas situações partidárias para poder formular as comissões, até porque as comissões são formadas dentro de um quociente. Para que nós tenhamos esse quociente, há necessidade de que todas as bancadas estejam organizadas”, destaca Carlos Alberto.
O dia
O dia - De vez em quando, com a vida ficando pesada e as esperanças tirando o ânimo das pessoas, bate uma vontade enorme de poetar. Assim acorda esta sexta feira. Sem o péssimo novo lugar comum de "sextou", vem a mente um clássico. José Régio, poeta português em meio a divina inspiração ,ou transpiração , "...a minha vida é um vendaval que se soltou/É uma onda que se alevantou/É um átomo a mais que se animou/Não sei por onde vou/Não sei para onde vou/Sei que não vou por aí.".
Pois bem: um dia fui a Vila do Conde, terra natal de José Régio. Dista meia hora de trem, um metrô de superfície, da cidade do Porto. Fiquei num hotel butique com apenas 8 quartos. Cada um tendo na porta um poema de Régio. E pra minha sorte o meu apartamento tinha o Cântico Negro, uma obra prima do poeta.
Acumulou
Acumulou
A Mega Sena de ontem voltou a acumular no premio principal. O Concurso 2966 não teve nenhuma aposta acertando seis dezenas.
As sorteadas foram
06 07 09 43 44 53
Próximo sorteio poderá premiar, quem acertar os seis números, R$115 milhões de reais.
Investimento do BNDES em datacenters consolida Ceará como polo digital do Brasil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Governo do Estado do Ceará e a Prefeitura de Fortaleza anunciaram na terça (27), no Palácio da Abolição, um pacote de investimentos voltados ao desenvolvimento do estado, somando R$ 1,1 bilhão em financiamento aos setores público e privado. As ações incluem obras de infraestrutura urbana, como drenagem, pavimentação, urbanização de lagoas, além de reforço da segurança hídrica do Estado e apoio à indústria de tecnologia. Em destaque, o financiamento de R$ 233 milhões para a Tecto Data Centers, do grupo V.tal, destinado à expansão do Mega Lobster, em Fortaleza.
O valor representa cerca de 40% do investimento total de R$ 550 milhões e será aplicado com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e da linha BNDES Finem voltada para data centers. O Fust é um fundo público brasileiro, criado em 2000, destinado a financiar a expansão e melhoria dos serviços de telecomunicações, com foco na inclusão digital e redução de desigualdades.
Em operação desde outubro do ano passado, o Mega Lobster conta atualmente com 3 MW de capacidade de TI instalada. A ampliação será realizada de forma gradual, acompanhando a demanda do mercado, com previsão de atingir 20 MW até dezembro de 2029. Fortaleza foi escolhida pela posição estratégica no ecossistema digital, impulsionada pela concentração de cabos submarinos internacionais. A expansão do empreendimento deve gerar cerca de 400 empregos diretos e indiretos durante as obras e, após a conclusão, manter aproximadamente 30 postos de trabalho.
O primeiro datacenter da empresa na capital cearense, o Big Lobster, na Praia do Futuro, foi inaugurado em fevereiro de 2023, com investimento de R$ 200 milhões. O Mega Lobster ocupará uma área de 13 mil m². A operação será ininterrupta e mira o desenvolvimento da cadeia tanto no Estado quanto na América do Sul.
O governador Elmano de Freitas frisou que a iniciativa vai ao encontro do objetivo de transformar o Ceará em um HUB Tecnológico. “Eu quero agradecer às empresas que atuam na área de tecnologia no Ceará e à V.tal, que está realizando a ampliação do investimento, porque isso representa empregos qualificados para a nossa juventude. Isso representa a possibilidade de atrairmos, ainda mais, empresas nessa área, em um estado com excesso de energia”, concluiu o governador.
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, “o BNDES tem um papel central no apoio à expansão da infraestrutura digital brasileira, inclusive por meio dos recursos do Fust. Além de fortalecer a conectividade e a capacidade das redes no país, projetos como este impulsionam a transformação digital e a competitividade da economia brasileira”.
“A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) acompanha com atenção estes movimentos, pois eles ampliam o processo de digitalização do Estado, bem como nossa capacidade de negócios, favorecendo que estes serviços cheguem cada vez com mais rapidez e qualidade à população cearense”, explica o presidente da instituição, Hugo Figueirêdo.
Escolas de ensino médio da rede pública podem aderir à disciplina eletiva do TCE Ceará até 10 de fevereiro
A disciplina eletiva “Cidadania e Controle Social das Contas Públicas” está com inscrições abertas para Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) da rede pública do Estado. O componente curricular, ofertado pelo Tribunal de Contas do Ceará, pode ser escolhido pelo gestor da escola até o dia 10 de fevereiro, por meio de um link disponibilizado pela Secretaria da Educação do Ceará (Seduc). Ao aderirem à matéria, as escolas também poderão participar da III Olimpíada de Controle Social das Contas Públicas.
A disciplina é ofertada às escolas desde o primeiro semestre de 2023 e já formou 11.955 estudantes cearenses, de 89 EEMTI, distribuídas em 137 municípios.
O conteúdo da disciplina introduz conceitos básicos sobre a administração pública, explicando os marcos legais que orientam a criação e a existência dos Tribunais de Contas e seu papel na fiscalização dos recursos públicos, no fomento à transparência e no controle social. Dentre outros conceitos, o controle social refere-se à participação da sociedade na fiscalização das contas públicas. A ideia é desenvolver o pensamento crítico e o protagonismo dos jovens, por meio do exercício pleno da cidadania.
A disciplina disponibiliza um livro, desenvolvido pelo TCE Ceará, especialmente para os estudantes da rede pública do Estado. O conteúdo do livro didático foi elaborado por conselheiros e servidores do Tribunal. A obra trata de temas como: variedades de orçamento público, o que é controle social, políticas sociais, gestão participativa escolar, uso de tecnologias para o controle social, entre outros.
Atividades didáticas
Foram integradas ao material de apoio da disciplina duas atividades com uso de jogos e materiais produzidos por meio do Controle em Ação, uma iniciativa da Secretaria de Controle Externo (Secex) do TCE Ceará. Os professores recebem as atividades interdisciplinares, acompanhadas do livro vinculado à matéria, e podem aplicá-las durante as aulas, com direcionamentos que auxiliam no conhecimento sobre Concessões, Desestatização, Educação e Obras, assuntos que podem estar em questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
CONECTIVIDADE
Comitiva do Banco Mundial visita sistemas de cabo submarino em Fortaleza
O relógio atômico de Césio 133 do Ceará, instalado em dezembro de 2025, no datacenter da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), em Fortaleza, já figura no mapa do Observatório Nacional (ON) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O NIC.br é uma entidade civil, sem fins lucrativos, responsável por implementar as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Ele gerencia o registro de domínios .br (Registro.br), coordena a infraestrutura de redes, promove segurança e produz estudos sobre o uso da internet no país.
O ON e o NIC.br firmaram acordo com o Network Time Security (NTP.br), serviço gratuito criado em 2008 pelo CEPTRO.br/NIC.br, em parceria com o Observatório Nacional, para distribuir a Hora Legal Brasileira (HLB) pela Internet através do protocolo NTP. Ele sincroniza relógios de servidores, computadores e dispositivos, garantindo precisão em milissegundos com base em relógios atômicos. O NTP.br tem por objetivo oferecer condições para que os servidores Internet no Brasil estejam sincronizados com a Horal Legal Brasileira.
O CearUma comitiva do Banco Mundial liderada por Michel Kerf, Diretor do Regional de Transformação Digital do Banco Mundial para a América Latina, Caribe, Europa e Ásia Central, visitou nesta quarta-feira (dia 28), na Praia do Futuro, duas empresas de cabos submarinos, a Cirius e a Telxius, duas potências mundiais neste segmento.
A agenda se inseriu na programação da primeira visita do Diretor ao Brasil e reforça o compromisso do Banco Mundial em avançar com a agenda de transformação digital do Estado.
A comitiva do Banco Mundial também contou com a presença do subsecretário de de Articulação Interna e Projetos Estratégicos do governo do Estado de Santa Catarina, Emerson Luís Pereira, que tem trabalhado em agendas estratégicas de desenvolvimento catarinense.
O diretor do Banco Mundial, Michel Kerf, agradeceu pela acolhida dos anfitriões, Felipe Ferreira Kamael, lead sales engineer da Cirius, David Fernandes Magalhães, encarregado de Telecom e infraestrutura da Cirius – ambos formados em engenharia de telecomunicações no IFCE – e de Rogélio Rodrigues da Silva, gerente da Telxius e Harley Hubert, da Telxius e seus colegas Paulo Henrique Braganholo e Jéssica Moreira.
“A visita valeu para me inteirar melhor como funciona uma empresa de cabo submarino no Brasil”, disse Michel Kerf. “É o futuro. Uma economia para ser produtiva, precisa ter esse tipo de capacidade, com a geração de trabalho e capacitação. A existência do poder de computação ajuda a progredir nessa direção de uma maneira inclusiva, de modo a não ampliar as desigualdades, mas de maneira que toda a sociedade possa aproveitar a possibilidade de crescimento da tecnologia”, assinala o diretor do Banco Mundial.
Integraram a comitiva de visitantes mais três nomes do Banco Mundial: Luis Andrés, economista-líder; Luciano Charlita de Freitas, especialista sênior em transformação digital, e Julian Najles, especialista sênior em transformação digital.
A Etice agendou e participou da visita com o presidente Hugo Figueirêdo, Álvaro Maia, gerente do setor do Cinturão Digital, e Pedro Eudoro, responsável por projetos. O presidente da Etice observou que o cabo submarino fortalece a economia digital, impacta outros elos da cadeia produtiva e dinamiza a economia.
Os data center instalados no Ceará são um exemplo do efeito da economia digital, argumenta Hugo Figueirêdo. Nesta quinta-feira, ele discutiu projetos de interesse da Etice e do Governo do Ceará com a equipe do Banco Mundial.
Felipe Ferreira Kamael informou que a Cirius escolheu Fortaleza para lançar os cabos de fibra óptica em 2000 por considerar que a cidade vinha se consolidando para ser uma das maiores capitais do país. Nas empresas, a comitiva do Banco Mundial, com o secretário catarinense e o pessoal da Etice, foram apresentados à estrutura de equipamentos durante toda tarde de quarta-feira.
Os visitantes percorreram sala de controle, geradores de energia, sala de baterias, controle de automação da energia, terminais de cabos e outros aparatos digitais. Contemplar as máquinas que emitem impulsos de energia e luz a laser para os cabos de fibra óptica fazerem a travessia do Atlântico para outros continentes, em alta velocidade, faz o que pensar no engenho do homem.
Assinar:
Comentários (Atom)