Contato

Deputados cearenses podem ser processados por assinarem panfleto

Quinze parlamentares cearenses estão ente os 336 que assinaram o panfleto 'Vota Cultura', que trazia o seguinte recado: 'Apoie o parlamentar do seu estado que vota pela cultura'
Um panfleto recomendando aos eleitores que apoiem os deputados que “votam pela cultura” provocou críticas no Senado na última terça-feira, 24. As assinaturas de deputados no documento, produzido pelo Ministério da Cultura, podem fazer que com 336 parlamentares tenham de se explicar na Justiça por estarem fazendo campanha antecipada e cometendo improbidade administrativa. Na lista completa, tem parlamentar que renunciou, licenciou-se e até dois deputados que já morreram. Aparecem na lista 15 parlamentares cearenses.

Nesta quarta-feira, 25, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, foi ao Senado defender o projeto do vale-cultura (benefício de R$ 50 reais mensais para que trabalhadores de baixa renda possam adquirir produtos culturais). A matéria já foi aprovada na Câmara e agora tramita no Senado. Na ocasião, foi distribuído o panfleto “Vota Cultura”, com o seguinte recado: “Apoie o parlamentar do seu estado que vota pela cultura”.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), avalia que o episódio é grave e promete encaminhar denúncia ao Ministério Público Federal (MPF). O parlamentar disse em Plenário que o ministro da Cultura, Juca Ferreira, mentiu aos senadores ao afirmar, durante a audiência, que o ministério não teria contribuído com recursos para a produção do panfleto.

Parlamentares cearenses que aparecem no panfleto

Ceará
Aníbal Gomes (PMDB)
Ariosto Holanda (PSB)
Arnon Bezerra (PTB)
Chico Lopes (PCdoB)
Eduardo Amorim (PSC)
Eudes Xavier (PT)
Eugênio Rabelo (PP)
Eunício Oliveira (PMDB)
Flávio Bezerra (PMDB)
José Airton Cirilo (PT)
José Pimentel (PT) – atual ministro da Previdência Social
Marcelo Teixeira (PR)
Paulo Henrique Lustosa (PMDB)
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)
Zé Gerardo (PMDB)

Penso eu: Trabalhava para um jornal onde cheguei a escrever num só dia quatro colunas para valer uma. O diretor que cortava, defendia os interesses dele, dos colegas dele e de outros diretores da empresa. Um dia vou contar isso em livro com nomes, endereços e cpfs. No último corte, na quarta coluna, subi ao Superintendente e pedi pra sair. Não aguentava tanta rapinagem com a empresa. O Superintendente,que me havia dado a missão da coluna deu boas risadas e acabou aceitando meus argumentos para deixar o honroso posto, hoje utilizado pra neguim defender "o seu", coisa que não aprendí. Escrevo isso preocupado: O que é que a gente pode assinar hoje em dia? Um político não pode pedir voto pra quem defende cultura? Peraí!

Nenhum comentário:

Postar um comentário