
O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) afirmou que os parlamentares tucanos detentores de mandatos eletivos não participarão da indicação ao Governo do Estado para as eleições de três de outubro próximo. Segundo ele, a definição deve ser anunciada ainda em março, visto que a legenda precisa estruturar e fortalecer a campanha em nível regional.
De acordo com o tucano, os deputados Marcos Cals e Cirilo Pimenta, ambos do PSDB, saíram da disputa e apresentaram preferência em disputar à reeleição. Já Luiz Pontes (PSDB), suplente em exercício, continua ativo e candidatíssimo, apenas aguardando uma decisão do partido. Caso não seja o candidato a postular o Governo do Estado, Pontes deverá se candidatar a uma vaga na Câmara Federal.
Gomes de Matos observa que, hoje, o PSDB está com tendência total de apresentar candidato próprio à chefia do Palácio Iracema e, para tal, falta somente a escolha do nome do candidato. O parlamentar lembra que, além de Luiz Pontes, o PSDB conta com os nomes dos empresários Amarílio Macedo e Beto Studart, que continuam no páreo como pretendentes ao Governo. De acordo com Matos, a legenda trabalha agora com estas três possibilidades, contudo dependerá da boa aceitação apontada pelas pesquisas.
Esta sondagem, quantitativa e qualitativa, junto ao eleitorado cearense já era estudada pela cúpula do PSDB no Ceará desde o fim do ano passado. Na verdade, segundo Gomes de Matos, o objetivo é dar foco ao tema sucessão estadual, ou seja, avaliar a sociedade e os filiados antes de tomar uma decisão.
Não importam concorrentes
Com relação ao Senado da República, o tucano assegura que Tasso Jereissati (PSDB) será candidato à reeleição e, para isso, não importa quem serão os seus concorrentes. Conforme o deputado, a pesquisa do Instituto Zaytec Brasil, apontando que o representante tucano receberia 63,9% dos votos, caso a eleição fosse hoje, é reflexo de seu trabalho em favor do desenvolvimento econômico e social do Nordeste. Matos prevê uma disputa entre o Tasso Jereissati, Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), sem arriscar quem será o derrotado.
Sem quórum
Ainda em desagrado à aprovação do veto do presidente Lula, na última semana no Congresso, que manteve a continuidade das obras da Petrobras, nas quais o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades, o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB) disse que “o Congresso aprova matérias sem quórum”.
Isso, segundo o tucano, desestrutura toda uma lógica de fiscalização, principalmente as exercidas pelos tribunais, um deles, o TCU. Para o deputado, o assunto é grave, porque representa o projeto do populismo do presidente, que poderá desestabilizar a democracia do País.
De acordo com Matos, o Congresso não tem condições de atender todas as vontades do chefe do Executivo, principalmente na base do urgente e urgentíssimo – referindo-se à pressão em votar os royalties do pré-sal. Para ele, existem outros projetos em tramitação na Casa que também merecem atenção dos parlamentares, como o programa dos direitos humanos. Segundo ele, os projetos têm que ser debatidos, principalmente com a população, e não apenas votados.
Prezado Macário Batista,
ResponderExcluiresclareço minha posição em defesa da participação dos parlamentares, com mandato, na escolha do candidato ao cargo marjoritário, nas próximas eleições.Diferentemente do que ficou entendido acima, onde passou a idéia de que concordava com a não participação dos mesmo no referido processo de indicação.
Abçs,
Raimundo Gomes de Matos - Deputado Federal