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Ccatinga: bem ou mal,mas falem de mim!




O coordenador do Núcleo do Bioma Caatinga da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Arthur Seyffarth, e o técnico Humberto Mesquita, do Ibama, em Brasília, mostraram, ontem de manhã, em encontro na superintendência do órgão federal em Fortaleza, como é feito o monitoramento do desmatamento na caatinga. Dados e metodologia utilizados no estudo foram detalhados para uma platéia de 70 ambientalistas cearenses.

O Ministério do Meio Ambiente divulgou, recentemente, estatísticas que colocam Ceará e Bahia como os maiores devastadores da caatinga. Pois João e Humberto vieram mostrar um pouco de como o Ministério chegou a tais números. Seyffarth é o responsável pelo zoneamento, monitoramento, fiscalização, criação e gestão de áreas protegidas no Semiárido nordestino que, segundo ele, tem apenas 7% de sua área protegida, 1% com proteção integral. “Precisamos de qualquer maneira aumentar esse número”, diz.
Para tornar-se realidade, defende João Arthur, essa evolução precisa do apoio da mídia e da aproximação com os estados. “Quando o bioma aparecer na mídia, a sociedade vai dar importância a ele e forçar o governo a lidar com o assunto” – argumenta e completa: “Temos que colocar a Caatinga de forma sistemática na mídia, e não resumi-la ao Dia da Caatinga (28 de abril)”.

Momento favorável
Mas, o quadro atual do bioma é considerado promissor pelo representante do MMA: “trabalho com a caatinga há muito tempo e nunca vi um momento tão favorável”. Além da boa projeção que o bioma tem alcançado nos meios de comunicação, a esperança é reforçada pela promessa de repasse de R$ 500 milhões do governo federal ao Semiárido, verba oriunda do Fundo de Mudanças Climáticas, ainda a ser criado e que terá orçamento anual de R$ 1 bilhão, proveniente da exploração de petróleo.
Antes mesmo da criação do Fundo, o MMA continua seu trabalho pró-caatinga com ações estratégicas e transversais, como a busca por apoio político com articulação entre os estados; publicação de marcos legais e programas; elaboração de plano de divulgação dos projetos tocados, como a criação de banco de fotos e vídeos e contratação de pessoal. Em 28 de abril, quando se comemora o Dia da Caatinga, o Ministério pretende lançar um decreto com as diretrizes do “Programa Caatinga Sustentável”, de promoção da conservação e uso sustentável do bioma.

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