Com o mercado imobiliário em trajetória de valorização acima da inflação, a regularização documental dos imóveis tem ganhado peso como variável econômica para proprietários que buscam transformar alta de preços em ganho efetivo. Em 2026, o tema tende a ficar ainda mais central em Fortaleza, que registrou um dos desempenhos mais fortes do país no ano passado.
Segundo o balanço de 2025 do Índice FipeZAP, que acompanha preços de venda a partir de anúncios residenciais, o Brasil encerrou o ano com alta acumulada de 6,52%, ritmo que superou a inflação ao consumidor medida pelo IPCA no período e consolidou um ciclo de ganhos reais no mercado. Em Fortaleza, o avanço foi bem mais expressivo. A capital cearense acumulou alta próxima de 12,6% em 2025, figurando entre as cinco capitais com maior aumento no preço de venda no período, de acordo com recortes locais baseados no FipeZAP.
Nesse cenário, a condição documental passa a operar como fator de precificação e de tempo de venda. Para Lara Praça, CEO da Readi, empresa especializada em regularização de documentos imobiliários, a valorização do mercado nem sempre se traduz em benefício integral quando o imóvel não está com a documentação em dia. “A regularização amplia a liquidez, facilita negociações, viabiliza financiamentos e reduz riscos jurídicos”.
O efeito prático é direto. Em um mercado aquecido, a falta de conformidade documental tende a gerar descontos, alongar prazos de fechamento e, em muitos casos, inviabilizar a transação. A expectativa para 2026, segundo Lara Praça, é de continuidade da demanda por regularização acompanhando um mercado mais atento à segurança jurídica. A lógica, afirma, é que “documentação em dia é um dos principais fatores” para que a alta do mercado se converta em ganho real, com poder de barganha e velocidade na negociação. Para Fortaleza, que saiu de 2025 com uma valorização acima da média nacional, o recado ao proprietário é claro: em um ciclo de alta, estar regularizado deixa de ser apenas uma etapa burocrática e passa a ser um diferencial econômico.
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