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Amém ao Kindle - Coelho: negociação direta e faturamento triplicado


Paulo Coelho é o primeiro autor brasileiro a ter toda a sua obra disponível em português no Kindle (Machado de Assis, por exemplo, tem apenas Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas. São os únicos escritores brasileiros no Kindle). Mais da metade dos seus livros já está no e-reader da Amazon e o resto poderá ser acessado até o início da semana. Péssima notícia para as editoras: Coelho negociou diretamente com a Amazon e receberá 37,5% do preço final de venda, quase quatro vezes mais do que um autor costuma receber quando um livro é vendido numa livraria convencional.

PMDB já condiciona aliança à ‘performance’ de Dilma


O pedaço governista do PMDB e o PT vão às festas de final de ano tão ou mais distantes de um acordo eleitoral quanto estavam no início de 2009.
Empurraram-se para dentro do calendário de 2010 todas as pendências que conspiram contra a aliança. Repetindo: todas.
Para complicar, Lula fabricou uma encrenca nova ao sugerir que o PMDB deve apresentar a Dilma Rousseff uma lista tríplice de vices.
Encurtou-se o pavio dos negociadores do PMDB. Já há no grupo gente que condiciona o apoio a Dilma à performance da candidata.
Na percepção desse pedaço do PMDB, o petismo trata seu principal aliado a golpes de barriga.
Pior: dissemina-se no PMDB a sensação de que o PT almeja o principal –o apoio a Dilma— sem abrir mão do acessório –a cessão de espaço nos Estados.
Em Minas, arma-se um palanque petista –Fernando Pimentel ou Patrus Ananias— contra a candidatura do pemedebê Hélio Costa.
No Mato Grosso do Sul, Zeca do PT mastiga a paciência do governador pemedebê André Puccinelli, de olho na reeleição.
No Rio, o petê Lindberg Farias continua sambando numa passarela que Lula prometera que seria exclusiva do governador pemedebê Sérgio Cabral.
No Ceará, o pemedebê Eunício Oliveira é preterido na composição para o Senado. Dá-se preferência ao petê José Pimentel.
Na Bahia e no Pará, ficara entendido que PMDB e PT iriam às urnas de lados opostos. Mas ambos recepcionariam Dilma em seus palanques.
Porém, os pemedebês Geddel Vieira Lima e Jader Barbalho levam o pé atrás. Vêem o tempo passando sem que o acerto seja detalhado.
Um grão-pemedebê ouvido pelo repórter disse que, nesse jogo de empurra, só o PT tem a perder. Amarrou o seu destino ao de Dilma. Precisa de apoio e tempo de TV.
Quanto ao PMDB, aferrado às conveniências estaduais, dispõe de pelo menos quatro alternativas.
Pode levar as mãos ao andor de Dilma. Pode acomodar os pés no palanque tucano de José Serra.
Também pode encher de gás o balão da candidatura própria, retardando o acerto nacional para o segundo turno.
No limite, pode liberar os diretórios estaduais para escolher o caminho que bem entenderem.
O Congresso atravessa sua última semana antes do recesso. Os negociadores de 2010 só voltam a Brasília em fevereiro.
Os líderes do do PMDB vão aos respectivos Estados sem nada de concreto a exibir às suas bases. Imaginara-se que o tricô regional avançaria. Não avançou.
Idealizara-se a composição de um comitê suprapartidário para debater o programa de Dilma. A peça continua sob cuidados exclusivos do PT.
Até a posição de vice, que se imaginava assentada no colo de Michel Temer, subiu no telhado.
O PMDB chiou. “Exigiu” que Lula desfizesse em público o mal-estar da lista tríplice de vices. O presidente fingiu-se de morto.
Se o veneno não for contido, não são negligenciáveis as chances de o PMDB repetir as mandingas de campanhas anteriores.
O partido equilibra-se nas duas pontas da sucessão presidencial. E chega ao final da campanha com o pé de apoio na chapa vencedora.
Escrito por Josias de Souza às 02h49

As manchetes deste domingo

- Globo: Meirelles: eleição pode gerar tensão na economia em 2010

- Folha: Cai diferença entre Serra e Dilma

- Estadão: PF acha dinheiro ‘marcado’ na residência oficial de Arruda

- JB: O país dos artesãos

- Correio Braziliense: Durval diz que repassou propina a Paulo Octávio

- Veja: A atualidade da Bíblia

- Época: Sete mitos sobre Deus

- IstoÉ: Conferência do clima de Copenhague – É pior do que você imagina

- IstoÉ Dinheiro: Sam Zell - Você conhece este bilionário?

- CartaCapital: A sombra de Meirelles

A visão paulista do Josias de Souza

Datafolha: Dilma sobe seis pontos e Serra estaciona

Saiu o resultado de mais uma pesquisa presidencial do Datafolha. Dilma Rousseff subiu, eis a principal novidade.

Em agosto, a candidata de Lula amealhara 17% das intenções de voto. Agora, foi a 23%, isolando-se na segunda posição.

José Serra oscilou para cima. Foi de 36% para 37%. Mexeu-se dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos –para o alto ou para baixo.

A distância que separa Dilma de Serra encurtou-se de 19 para 14 pontos percentuais.

Ciro deslizou um ponto para baixo. Tinha 14% e desceu para 13%. A lanterninha Marina Silva subiu quase tanto quando Dilma. Fou de 3% a 8%. Cinco pontos.

Num cenário em que o nome de Ciro é excluído da disputa, como Lula deseja, Serra vai a 40%. Dilma obtém 26%. Marina, 11%.

Devagarinho, a sucessão presidencial de 2010 vai ganhando os contornos de eleições anteriores: PSDB X PT.

Na mesma pesquisa, o Datafolha aferiu a popularidade de Lula: 72% de aprovação. Um recorde. O maior índice desde a posse, em 2003.



Lula é mais popular no Nordeste: 81%. Na região em que sua popularidade é pior, o Sul, o índice bate em notáveis 62%.

Às vésperas do Natal, nevascas cortam luz e causam alerta nos EUA


Ontem em Washington

Faz 10 dias, abastecia o carro em Boston e a neve já estava assim

Ou assim

A pior nevasca dos últimos seis anos fez os moradores da costa leste e do nordeste dos EUA entrarem em alerta neste sábado, causando transtornos na locomoção --com o fechamento de estradas e aeroportos-- e deixando milhares sem energia elétrica.

As poucas pessoas que ousaram sair de casa encontraram as ruas desertas, em vez de lotadas de pessoas fazendo compras de Natal, como em geral ocorre nesta época do ano.
Gerald Herbert/AP
Neve cobre rua em frente à Casa Branca; tempestades cortam luz e causam alerta nos EUA
Neve cobre rua em frente à Casa Branca, em Washington; tempestades cortam luz de milhares e causam alerta nos EUA

Cerca de 60 centímetros de neve atingiram algumas áreas do país, e os transportes públicos foram praticamente suspensos.

Prefeitos em Washington e na Filadélfia declararam emergência, enquanto as previsões meteorológicas apontam que deve haver mais neve.

Governadores da Virgínia, Virgínia Ocidental e Kentucky também declararam estado de emergência. Na Virgínia, a Guarda Nacional resgatou motoristas presos em estradas. Cerca de 500 buscaram refúgio em abrigos de emergência. Um acidente de trânsito matou uma pessoa.

A porta-voz da polícia da Virgínia, Corinne Geller, informou que o tráfego fluía neste sábado, mas muito lentamente.

Cerca de 4.000 ocorrências de acidentes ou carros enguiçados foram registradas.

No Estado da Carolina do Norte, pelo menos 60 mil pessoas ficaram sem luz na noite passada devido ao temporal.

Na noite de ontem (18), a neve obrigou o presidente Barack Obama, que voltava da cúpula do clima, em Copenhague, a ir por terra da base aérea de Andrews, onde pousou seu Air Force One, para a Casa Branca. Normalmente, ele percorre o trajeto de helicóptero.

Prevendo a tempestade, empresas aéreas cancelaram vários voos, internos e internacionais. Só a Delta cancelou cerca de 500 voos, enquanto a JetBlue suspendeu aproximadamente 150 nos aeroportos de Washington e Nova York.

Dilma se consolida em 2º e reduz diferença para Serra


Da Folha de São Paulo

Tucano é líder isolado, com 37%, enquanto petista chega a 23% e se descola de Ciro


Sem Ciro, governador de SP tende a vencer no 1º turno; com saída de Heloísa Helena da disputa, a candidata de Lula e Marina crescem mais

FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A pré-candidata do PT a presidente da República, Dilma Rousseff, consolidou-se como segunda colocada, rompeu a barreira dos 20 pontos percentuais em todos os cenários e reduziu para 14 pontos sua diferença em relação ao primeiro colocado isolado na disputa, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Em agosto, a diferença a favor do tucano variava de 19 a 25 pontos.
Esses são os principais resultados da pesquisa Datafolha realizada de 14 a 18 deste mês, com 11.429 entrevistas em todo o país. No cenário no qual quatro candidatos são apresentados como possíveis concorrentes, Serra fica com 37%, Dilma está com 23%, seguida de Ciro Gomes (PSB), com 13%, e de Marina Silva (PV), com 8%. Há 9% dos entrevistados que vão votar em branco ou nulo; 10% dizem estar indecisos.
Com esses quatro candidatos na disputa, haveria segundo turno se a eleição fosse hoje. A soma de Dilma, Ciro e Marina resulta em 44%. Ou seja, mais do que os 37% de Serra. Para ser eleito no primeiro turno, um candidato tem de ter pelo menos 50% mais um dos votos válidos (os dados aos candidatos, excluídos brancos e nulos).
Quando Ciro é retirado do processo, as coisas ficam mais fáceis para Serra. O tucano vai a 40%. Como Dilma pontua 26% e Marina atinge 11% (as duas somam 37%), haveria uma tendência de vitória do tucano na primeira rodada, marcada para 3 de outubro de 2010.
A última pesquisa Datafolha havia sido em agosto. Heloísa Helena (PSOL) aparecia em todos os cenários, mas ela anunciou que ficará fora da disputa para apoiar Marina. Em um dos cenários de então, Heloísa tinha 12%. Serra pontuava 36%, Dilma tinha 17%, Ciro estava com 14% e Marina com 3%.
É errado comparar o levantamento deste mês com o de agosto. Os cenários apresentados ao eleitor são diferentes. Feita a ressalva, é necessário registrar que Dilma melhorou seu desempenho acima da margem de erro em qualquer combinação de candidatos.
Em agosto, a petista pontuava de 16% a 24%, conforme o cenário pesquisado. Agora, seus percentuais vão de 23% a 31%. Serra variava de 36% a 44%. Agora, de 37% a 40%.
Com a saída de Heloísa, quem mais cresceu foram Dilma e Marina (5 pontos), que deve ter seu apoio. Mas não é possível aferir exatamente para quem se deu a transferência dos votos da ex-senadora. Ciro Gomes oscilou um ponto para baixo e Serra, um ponto para cima. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Também deve ser considerado o fato de a pesquisa Datafolha ter sido realizada em seguida a uma bateria de comerciais no rádio e na TV do PSDB e do PT. Os tucanos apresentaram seu programa partidário no dia 3. Os petistas apareceram no dia 10. Os dois partidos também tiveram inserções curtas neste mês.
"A diferença é que o PT apresentou sua candidata, Dilma Rousseff, explicitando o apoio a ela por parte do presidente Lula. Já o PSDB dividiu seu programa entre dois pré-candidatos, José Serra e Aécio Neves", diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
Na semana passada, depois de ter usado metade das propagandas do PSDB, Aécio Neves anunciou que estava deixando a disputa. Como o Datafolha foi a campo antes do anúncio, o nome do mineiro aparece em dois dos quatro cenários.
Num cenário com Ciro, Aécio fica em terceiro, com 16%. Sem ele, Dilma lidera com 31% e Aécio vem em segundo, com 19%, mas empatado na margem de erro com Marina (16%).
Em agosto, quando o Datafolha indagava aos pesquisados para que respondessem de maneira espontânea _sem ver uma lista de nomes_ em quem desejavam votar em 2010, o presidente Lula liderava com folga: 27%. Serra era citado por 6%. Dilma por apenas 3%.
Agora, houve uma mudança. Mesmo impedido pela Constituição de ser candidato (já disputou uma reeleição e está no segundo mandato), Lula ainda lidera, mas sua taxa é de 20%. Serra tem 8%, exatamente o mesmo percentual de Dilma.
"Esse dado é relevante porque mostra que o eleitor talvez esteja percebendo que Lula não é candidato. E como Dilma mais do que dobrou o seu percentual, saindo de 3% para 8%, talvez muitos já a identifiquem como sendo o nome apoiado por Lula", diz Mauro Paulino.
Quando se observa um corte da pesquisa nos Estados, nota-se que Serra tem seu melhor desempenho no Estado que governa: em São Paulo, tem 47%, contra 18% de Dilma. Já a petista é mais forte na Bahia, onde aparece à frente do tucano, com 34% contra 30%.
Numa análise combinada sobre voto e renda do eleitor, Dilma ainda não consegue replicar a força histórica de Lula entre os mais pobres. No grupo de eleitores que ganham até dois salários mínimos, a petista tem 23% das preferências. Já entre os com renda acima de dez mínimos, é a preferida por 30%. Para Serra, os percentuais são 35% e 38%, respectivamente.

Penso eu: A Folha também começa a mudar. No Folha On line a chamada é assim:

CAI DIFERENÇA ENTRE SERRA E DILMA

Serra lidera com 37% e Dilma se consolida em segundo com 23%, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha mostra que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera a corrida pela sucessão presidencial de 2010 e que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) se consolidou no segundo lugar, informa reportagem publicada na Folha deste domingo.

Serra está em primeiro com 37% das intenções de voto. Dilma está com 23%, seguida do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 13%, e da senadora Marina Silva (PV-AC), com 8%. Os votos branco ou nulo somam 9% e os indecisos, 10%.

No cenário sem o nome de Ciro, Serra vai a 40% e Dilma, 26%. Marina Silva atingiria 11%.

O Datafolha ouviu 11.429 pessoas em todo o país entre os dias 14 a 18 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Na última pesquisa do Datafolha realizada em agosto, Serra liderava com 36%, Dilma tinha 17%, Ciro estava com 14% e Marina com 3%. Na ocasião, a pesquisa mostrava a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) com 12%, mas ela desistiu de concorrer à Presidência para disputar o Senado.

Penso eu: Isso prova que sem Ciro não terá segundo turno.

Assim pensa Carlos Chagas


JOSÉ SERRA E SEU MEDO MAIOR

Por Carlos Chagas

Do que José Serra mais tem medo? Da transformação das eleições presidenciais em plebiscito entre os governos Fernando Henrique e Lula. Com a saída de Aécio Neves da disputa , ressurge a tentativa, por parte do governo, do PT e aliados. Não querem, os detentores do poder, um confronto entre Serra e Dilma Rousseff, muito menos voltado para programas de governo. Preferem resumir tudo num cabo de guerra onde, numa ponta, ficaria o presidente Lula, com suas realizações e números de sucesso. Na outra, os oito anos do sociólogo, que já vão longe.
Posta a sucessão nesses termos, mesmo sem a certeza da transferência de votos, a tendência óbvia do eleitorado seria ficar com Dilma, quer dizer, com Lula.
O objetivo do governador de São Paulo é desligar-se da imagem de Fernando Henrique, mesmo sem ofender o seu ego, até por razões ligadas à memória nacional. Não parece fácil, dada a prevalência dos paulistas no ninho dos tucanos. Aécio Neves, se fosse candidato, disporia de muito melhores condições para travar a tertúlia com a chefe da Casa Civil com os olhos voltados para o futuro.
Serra não pretende antecipar o debate, mas, quando começar a campanha, fará tudo para levar a chefe da Casa Civil a apresentar um elenco não de realizações efetuadas pelo Lula, mas de seus planos para o mandato, se vencedora. Nada de obras do PAC, em andamento ou paralisadas. A eleição exigiria um embate entre promessas e concepções a ser implantadas a partir de 2011.
Resta saber se Lula e Dilma estarão dispostos a abrir mão de seu carro chefe, as realizações do governo, desde 2003. Pelo jeito, não.

Carlos Chagas é jornalista e meu amigo.

Boquinha cortada

A Associação de Juízes do Amapá bem que tentou, mas o Supremo Tribunal Federal manteve a decisão do Conselho Nacional de Justiça de cancelar o direito ao auxílio moradia. Os ministros negaram a liminar que pedia benefícios até para juízes que moram na capital, Macapá.

Aqui foram compradas e/ou construidas casas para Juizes com dinheiro de um santo e poderoso chamado Fermoju.

Tá no CH de hoje

Fiscais agora perseguem...

Fiscais do Ministério da Agricultura estão apreendendo no aeroporto de Brasília deliciosos queijos portugueses adquiridos no free-shop do aeroporto de Lisboa. O argumento é uma autêntica piada de português.




... queijos portugueses

Os fiscais no aeroporto de Brasília exigem um “certificado de aprovação sanitária”. O burocrata quer que, após comprar o queijo no check-in, em Lisboa, o passageiro vá à repartição sanitária portuguesa obter o papel carimbado.