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Camilo é cotado para Ministério da Justiça, mas diz querer continuar na Educação

 

Saída de Ricardo Lewandowski do MJSP acelera reforma no governo Lula, que levará em conta cenário das eleições, inclusive nos estados
O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), desconversou sobre uma possível saída dele do Ministério da Educação (MEC) para ir para o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O ex-governador do Ceará foi questionado nessa quinta-feira (😎 sobre o assunto quando participou do evento realizado no Palácio do Planalto em alusão aos três anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Camilo disse não saber das tratativas sobre mudança da sua posição no governo do presidente Lula (PT) e falou que quer ficar no MEC. No entanto, disse também que a escolha cabe a Lula. "Só estou sabendo pelos jornalistas. Quero continuar ajudando na educação. O cargo (de ministro) é dele (Lula). Estou lá (no MEC) para cumprir uma missão", respondeu à imprensa.
O assunto ganhou destaque nessa quinta (😎 porque o ministro Ricardo Lewandowski confirmou a saída do MJSP. Ele apresentou uma carta de demissão ao presidente Lula e deixa o Ministério nesta sexta-feira (9). O núcleo duro da pasta deve deixar o governo junto com Lewandowski.
Antes mesmo disso, Camilo já começou a ser cotado para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as características apontadas como pontos fortes no cearense para assumir a pasta estariam o trânsito político, habilidade em negociação com o Congresso Nacional e o fato de já ter sido governador.
Citado na imprensa como um dos defensores do nome de Camilo para o MJSP, o deputado federal José Guimarães (PT-CE) teria se reunido na quarta-feira (7) com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para defender o nome do ex-governador. A iniciativa de Guimarães, que é pré-candidato ao Senado no Ceará, é vista também como parte de uma articulação voltada à política do estado. O Estado entrou em contato com o parlamentar, via assessoria de imprensa, para buscar ouví-lo sobre o assunto, mas não teve retorno até o fechamento desta matéria.
A mudança de comando no MJSP ocorre em um momento em que o governo Lula tem na segurança pública um dos seus maiores desafios e quer aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que avançou no Congresso Nacional em 2025, mas ainda enfrenta obstáculos até a aprovação final. Além disso, o governo estuda uma reestruturação da pasta, com a possibilidade de manter o Ministério da Justiça e criar um outro voltado exclusivamente para a Segurança Pública.
Eleições no Ceará
No Ceará, a segurança pública também é um desafio para o governador Elmano de Freitas (PT), aliado e sucessor de Camilo Santana no Governo do Estado. Elmano deve tentar a reeleição neste ano e é alvo de críticas nessa área, sobretudo pelo avanço das facções criminosas no estado.
Nesse cenário, outro destino para Camilo citado nos bastidores é que ele possa deixar o governo federal e se dedicar à política do Ceará. O presidente Lula já confirmou que fará uma reforma ministerial nos próximos meses. Ministros devem deixar os cargos para disputar as eleições de 2026.
Pelas regras eleitorais, aqueles que já ocupam cargos públicos e têm intenção de disputar um cargo diferente na eleição precisam fazer a desincompatibilização. O prazo para realizar esse procedimento termina em abril.
Até o momento, o principal nome citado pela oposição ao PT no Ceará na disputa pelo Governo do Estado é o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). Apesar de Ciro não ter confirmado a pré-candidatura, aliados dizem que ele trabalha para liderar o projeto da oposição. A oposição aponta que, por se tratar de um nome mais competitivo, a entrada de Ciro na disputa poderia levar o PT a convocar Camilo para tentar mais uma vez o Governo do Ceará.
A ideia começou a circular desde meados do ano passado, quando Ciro passou a ser cotado para eleição de governador, mas vem sendo negada pelos petistas. Aliados do governo reagiram nessa quinta (😎 e relembraram nas redes sociais a campanha de 2022 que elegeu o governador Elmano de Freitas.

"Eleito democraticamente no 1º turno, com a força do povo. Estamos cada vez mais juntos, amigo Elmano. Essa luta é de todos nós e ficará cada vez mais forte, porque o Ceará não para", publicou o secretário-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira.

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