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Coluna do macário batista para o dia 25 de janeiro de 2023

 


A distribuição do FPM está suspensa, manda dizer Lewandowski
O poder público deve agir com lealdade, transparência e boa-fé. Sendo assim, não pode modificar condutas de forma inesperada, anômala ou contraditória, de maneira a surpreender os administrados ou frustrar suas legítimas expectativas.Para ministro Ricardo Lewandowski, norma do TCU viola princípios constitucionais. Com essa fundamentação, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta segunda-feira (23/1), em liminar, uma decisão normativa do Tribunal de Contas da União que utilizava os dados do incompleto Censo Demográfico de 2022 para a distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2023. Com a decisão, serão mantidos neste ano os coeficientes usados em 2018. O FPM é um repasse da União aos municípios pela participação na arrecadação de tributos federais (IR e IPI). A distribuição dos recursos é feita de acordo com o número de habitantes de cada cidade.No ano passado, o TCU determinou a distribuição do FPM de 2023 com base nos dados populacionais do Censo de 2022, ainda não concluído. A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) contestaram a normativa no STF. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente algumas dezenas de municípios passaram por todas as etapas de verificação do Censo e podem ser consideradas finalizadas. Além disso, a coleta de dados ocorreu em apenas 4.410 dos 5.570 municípios do país. Para proteger a situação de municípios que apresentassem redução dos coeficientes a partir de uma mera estimativa anual do IBGE, a Lei Complementar 165/2019 determinou a adoção do coeficiente de 2018 até a con clusão de um novo Censo. Os autores argumentaram que o ato do TCU gera uma "inconsistência orçamentária" a uma "parcela razoável" dos municípios que confiaram na estabilidade do coeficiente com base na lei complementar. Para Lewandowski, o TCU desconsiderou a norma e violou diversos princípios constitucionais, como os da segurança jurídica e da proteção da confiança legítima. De acordo com o relator, mudanças abruptas dos coeficientes de distribuição do FPM interferem no planejamento e nas contas municipais. Isso causa "uma indesejável descontinuidade das políticas públicas mais básicas, sobretudo de saúde e educação dos referidos entes federados, prejudicando diretamente as populações locais menos favorecidas".
A frase: "Aposto que um desses três partidos, União Brasil, PP ou MDB, terá a Primeira Secretaria da Assembleia do Ceará". Não estranhe o pensamento do observador da cena botando o União no meio.
Bancando o FIES (Nota da foto)
O presidente Lula da Silva (PT) minimizou a dívida Fies e afirmou que o país só tem tolerância com caloteiros ricos. A declaração ocorreu na reunião com 106 reitores e vice-reitores de universidades e institutos federais no Palácio do Planalto. Aliás, tem reitor na alça de mira do PT.
O "Raspa" não foi inocentado
Deputado federal eleito, e diplomado, André Fernandes teve sua posse na Câmara pedida de impedimento. O Ministro Alexandre negou. É que, quem pediu o impedimento não tem poderes pra tal. Xandão explica porque negou o pedido dos advogados.
Sem poderes
“Dessa forma, não se tratando de requerimento apresentado por partido, coligação ou candidato, vê-se que os Requerentes não se investem de legitimidade ativa para interpor Recurso Contra Expedição de Diploma, o que, por si só, descaracteriza a plausibilidade do direito invocado e desautoriza o acolhimento da presente tutela, uma vez requerida em caráter preparatório de eventual RCED”.
Dedo de Leitão
Ninguém, além do governador e do presidente da Assembleia, teve participação na criação das novas secretarias de estado que vão abrigar os peemedebistas que ficaram em suplencias e,como deputados são importantes para a administração do Estado. Assunto lá de dentro.
Jade foi à Casa da Mulher
A vice-governadora Jade Romero visitou a Casa da Mulher Brasileira e conheceu o funcionamento e os órgãos reunidos no ambiente. Também esteve presente a secretária da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), Onélia Santana.
Jade enfatizou
“No meu coração, tenho essa missão de pegar a política para mulheres do Estado e fazer com que o Brasil olhe, como já olha para outras políticas, como a educação, e diga que o Ceará é uma referência, que venham nos visitar para conhecer nossa experiência”.
Cagece vai fazer energia
Primeiro água, depois esgoto e agora, energia.A Cagece vai investir na geração e comercialização de energia renovável. A companhia anunciou ao mercado uma sociedade de propósito específico (SPE).Vai começar com a matriz solar, aprovada pelo Conselho de Administração.

Bom dia

 Propaganda partidária será retomada em fevereiro no Ceará

A veiculação de propagandas partidárias retornará, em fevereiro, no Ceará. As solicitações de veiculação para o primeiro semestre de 2023 foram enviadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) entre 11 e 14 de novembro passado.
No estado, foram apresentados 19 pedidos de veiculação, dos quais 13 foram deferidos. De acordo com a Portaria TSE nº 1036, têm direito à veiculação da propaganda, por terem atingido a cláusula de desempenho, 9 partidos e 3 federações: MDB, PDT, PL, PODE, PP, PSB, PSD, REPUBLICANOS e UNIÃO; FEDERAÇÃO BRASIL DA ESPERANÇA (PT, PCdoB e PV), FEDERAÇÃO PSDB/CIDADANIA e FEDERAÇÃO PSOL/REDE. Destes, apenas o PL não pediu a veiculação.
Alguns pedidos de inserção aguardam decisões de outros processos que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral, pois foram formulados por partidos que estão em processos de incorporação como é o caso do PROS e do SOLIDARIEDADE e o da fusão do PTB e PATRIOTA que originarão o MAIS BRASIL.
Não atingiram a cláusula de desempenho os partidos AGIR, AVANTE, DC, NOVO, PATRIOTA, PCB, PCO, PMB, PMN, PROS, PRTB, PSC, PSTU, PTB, SOLIDARIEDADE e UP.
A agenda de veiculações para o primeiro semestre de 2023 está disponível na página sobre Propaganda Partidária no site do TRE. Na página, também é apresentada a relação atualizada de emissoras de rádio e TV do Ceará, conforme arquivo enviado pela Associação Cearense de Emissoras de Radio e Televisão.
Pedidos para o 2º semestre
Os pedidos que se destinem à veiculação partidária no segundo semestre devem ser protocolizados no sistema PJe, no período de 10 a 25 de maio, na classe Propaganda Partidária.
Importante que os partidos que veicularão as propagandas atentem para o seguinte:
1.Do tempo total de cada partido, 30% deve ser destinado à promoção e à difusão da participação política das mulheres;
2. Cabe aos órgãos partidários comunicar às emissoras que escolher, com antecedência mínima de 7 dias da data designada para a primeira veiculação, seu interesse em que sua propaganda seja transmitida. A comunicação deve ser acompanhada de cópia da decisão ou de certidão do julgamento e do respectivo mapa de mídia;
3. Cabe às emissoras informar ao partido a tecnologia compatível e as especificações técnicas e a forma de recebimento das mídias;
4. As inserções serão entregues pelos partidos às emissoras em dias úteis, com a antecedência mínima de 48 horas;
5. Até 5 dias após a primeira veiculação de cada peça de propaganda partidária, os partidos políticos deverão juntar aos autos do processo respectivo, no PJE, arquivo com o conteúdo da inserção.
Propaganda Partidária
A Resolução TSE nº 23.679/2022 regulamenta a propaganda partidária gratuita em rádio e televisão, realizada em inserções nos intervalos da programação normal das emissoras. No TRE, o gerenciamento dos pedidos e a elaboração de informações acerca de cabimento e adaptação dos horários e tempos requeridos pelos partidos e federações é de responsabilidade da Seção de Gerenciamento de Dados Partidários (Sedap).

América Latina realiza hoje na Argentina cúpula da Celac com mensagem de integração e paz

Encontro será marcado pelo retorno do Brasil à Celac, depois de ser excluído pelo governo de extrema direita de Bolsonaro
(Foto: Prensa Latina)
A 7ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) reunirá hoje na Argentina delegações de 33 países com a premissa de fortalecer a integração e garantir a paz.
O encontro, que acontecerá no Hotel Sheraton da capital, será presidido pelo presidente argentino, Alberto Fernández, e será marcado pelo retorno do Brasil a esse mecanismo, três anos depois de ter sido afastado dele pelo ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro.
Em comunicado, a Presidência argentina indicou que o evento terá como foco promover um trabalho coordenado para enfrentar os desafios existentes e contribuir para que a voz dos países membros seja ouvida no cenário global, informa a Prensa Latina.
O texto oferece um resumo das ações realizadas pela Argentina à frente da Celac desde janeiro de 2022 e lembra que elas foram guiadas pelos princípios de unidade na diversidade, respeito à democracia e preservação da área como zona de paz.
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Além disso, indica que o Governo de Fernández trabalhou com base em 15 objetivos vinculados à estratégia de saúde, recuperação econômica e produtiva, gestão de riscos em situações de desastre e segurança alimentar.
Também abordou a revalorização da ciência, tecnologia e inovação como ferramentas a serviço do desenvolvimento e da inclusão, da igualdade de gênero e da importância da educação e da cultura, com o objetivo de reduzir as lacunas e proteger o meio ambiente.
Em declarações recentes, o coordenador nacional da Celac, Gustavo Martínez, afirmou que a cúpula vai analisar as preocupações dos povos e também a necessidade de aprofundar o diálogo com a União Europeia e a União Africana, a Associação das Nações do Sudeste Asiático, a China e aÍndia.
Queremos mostrar uma Celac muito unida internamente e muito aberta para o resto do mundo, afirmou.
Segundo a porta-voz da Casa Rosada, Gabriela Cerruti, o evento desperta muito interesse e acontecerá em um contexto marcado pelas consequências das políticas de extrema direita aplicadas em alguns países, a recente intentona de golpe de Estado no Brasil, a situação no Peru e ações da oposição para desestabilizar o governo de Luis Arce na Bolívia.
Em outubro passado, Buenos Aires sediou a XXIII Reunião de Ministros das Relações Exteriores da Celac, que concluiu com um apelo à unidade, à paz, à segurança dos povos, à eliminação da pobreza e das desigualdades e ao fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos Estados Unidos para Cuba.
Além disso, os chanceleres exigiram a exclusão da ilha de uma lista de supostos patrocinadores do terrorismo elaborada por Washington e expressaram seu apoio aos legítimos direitos da Argentina à soberania sobre as Malvinas, Geórgia do Sul, Ilhas Sandwich do Sul e espaços marítimos circundantes.

Alegrias nas Prefeituras

 


A distribuição do FPM está suspensa, manda dizer Lewandowski 

O poder público deve agir com lealdade, transparência e boa-fé. Sendo assim, não pode modificar condutas de forma inesperada, anômala ou contraditória, de maneira a surpreender os administrados ou frustrar suas legítimas expectativas.Para ministro Ricardo Lewandowski, norma do TCU viola princípios constitucionais. Com essa fundamentação, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta segunda-feira (23/1), em liminar, uma decisão normativa do Tribunal de Contas da União que utilizava os dados do incompleto Censo Demográfico de 2022 para a distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2023. Com a decisão, serão mantidos neste ano os coeficientes usados em 2018. O FPM é um repasse da União aos municípios pela participação na arrecadação de tributos federais (IR e IPI). A distribuição dos recursos é feita de acordo com o número de habitantes de cada cidade.No ano passado, o TCU determinou a distribuição do FPM de 2023 com base nos dados populacionais do Censo de 2022, ainda não concluído. A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) contestaram a normativa no STF. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente algumas dezenas de municípios passaram por todas as etapas de verificação do Censo e podem ser consideradas finalizadas. Além disso, a coleta de dados ocorreu em apenas 4.410 dos 5.570 municípios do país. Para proteger a situação de municípios que apresentassem redução dos coeficientes a partir de uma mera estimativa anual do IBGE, a Lei Complementar 165/2019 determinou a adoção do coeficiente de 2018 até a conclusão de um novo Censo. Os autores argumentaram que o ato do TCU gera uma "inconsistência orçamentária" a uma "parcela razoável" dos municípios que confiaram na estabilidade do coeficiente com base na lei complementar. Para Lewandowski, o TCU desconsiderou a norma e violou diversos princípios constitucionais, como os da segurança jurídica e da proteção da confiança legítima. De acordo com o relator, mudanças abruptas dos coeficientes de distribuição do FPM interferem no planejamento e nas contas municipais. Isso causa "uma indesejável descontinuidade das políticas públicas mais básicas, sobretudo de saúde e educação dos referidos entes federados, prejudicando diretamente as populações locais menos favorecidas".


O dia


Quando a gente era menino, atirava de baladeira, ou de arco e flecha, onde o arco era de uma planta chamada grão de galo e a flecha era uma haste de sombrinha ou guarda chuvas, dizíamos que éramos"índio" e por isso mesmo "pontarioso". Índio era sinônimo de cabra com pontaria, habilidade de um grande caçador. Hoje, na distante idade daquela infância, a gente abre o noticiário de dá, de cara, com o índio esquelético, maltrapilho de corpo e de alma, sem arco, nem flecha e com a dignidade abalada pela genialidade de quem lhe quer tomar as terras, as casas, a vida. Choca, viu. Choca sentir a brutalidade, a estupidez, a ação genocida de quem deixou à fome, sem arco, sem flecha e sem ter o que caçar, com seus rios mortos pelo mercúrio dos garimpos e sem um mínimo de saúde que mata seus filhos, suas crianças, sua espécie. De que adiantou ser "pontarioso" pra no fim da vida morrer de dor pelo sofrimento alheio?
Se me permite o querido senador, jornalista Cid Saboia de Carvalho>"Canalhas!"
Ia esquecendo como vem a terça feira.

Lula terá que tomar cuidado, sem baixar a cabeça', diz especialista sobre troca no comando do Exército


  • Shin Suzuki
  • Da BBC News Brasil em São Paulo

Lula, acompanhado do comandante do Batalhão da Guarda Presidencial, durante a cerimônia de posse

Crédito, Geraldo Magela/Agência Senado

Lula, acompanhado do comandante do Batalhão da Guarda Presidencial, durante a cerimônia de posse

A troca no comando do Exército ordenada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com apenas 20 dias de governo pode ser um caminho para estabilizar as tensas relações com os militares, mas o petista terá que "tomar cuidado extraordinário, sem baixar a cabeça", diz o cientista social João Roberto Martins Filho, que estuda as Forças Armadas desde a década de 1980.

Ele se refere ao fato de que o bolsonarismo "calou fundo" e permanece com bastante adesão não só no Exército como na Marinha e na Aeronáutica, nos mais variados escalões.

Para o professor sênior da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), é preciso cautela nas avaliações de que o novo comandante, o general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, tem espírito democrático e sintonia total com Lula.

"Não podemos cair na armadilha de achar que o general Paiva é um dissidente [do alto comando do Exército], que é simpático ao governo petista, que é um democrata. Eu sugeriria que a gente esperasse um tempo para ver, mas acho difícil que ele seja qualquer uma dessas três coisas."

Na semana passada, dias antes de sua nomeação, Paiva fez um discurso em que classificou de "terremoto político" as invasões de Brasília que vandalizaram a sede dos Três Poderes e pregou respeito ao resultado da última eleição presidencial

"Quando a gente vota, tem que respeitar o resultado da urna. Não interessa. Tem que respeitar. É essa a convicção que a gente tem que ter, mesmo que a gente não goste", disse, em fala no Quartel-General Integrado (QGI), em São Paulo.

Também afirmou na ocasião que as Forças Armadas são "uma instituição de Estado. Apolítica, apartidária. Não interessa quem está no comando: a gente vai cumprir a missão do mesmo jeito. Isso é ser militar. É não ter corrente."

Martins Filho disse que o general falou "exatamente aquilo que é música para o ouvido do governo atual".

Lula e o general Paiva em foto divulgada após sua nomeação como o novo comandante do Exército

Crédito, Ricardo Stuckert/PR

Lula e o general Paiva em foto divulgada após sua nomeação como o novo comandante do Exército

"Mas está muito em cima do fato para tirar essas conclusões, é preciso tomar um pouco de cuidado."

O cientista social destaca que Paiva chefiava a Academia Militar das Agulhas Negras, instituição que gradua oficiais de carreira do Exército, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro lançou sua candidatura a presidente durante um evento de formatura de aspirantes em 2014.

Paiva também já foi chefe de gabinete do general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército que costuma usar as redes sociais para insuflar movimentos antidemocráticos, inclusive com posts em que colocou dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral após a derrota de Bolsonaro no segundo turno.

No entanto, o professor sênior da UFSCar enxerga que há espaço para retomar a normalização institucional após confrontos com o general Júlio César de Arruda, o comandante do Exército demitido por Lula.
Durante a transição, no que foi interpretado como um gesto de distensão em relação às Forças Armadas para o começo de governo, Lula indicou para chefiar a Defesa José Múcio, um nome bem visto pelos militares.
O ministro Múcio então escolheu Arruda para comandar o Exército usando o critério de antiguidade.
Mas quando forças de segurança foram até o acampamento bolsonarista em frente ao quartel-general do Exército em Brasília, na noite dos distúrbios do dia 8 de janeiro, o general disse ao ministro Flávio Dino (Justiça): "Você não vai prender as pessoas aqui". O relato foi dado por dois oficiais militares, de acordo com reportagem do jornal The Washington Post.
A gota d'água que culminou na saída de Arruda foi sua recusa, segundo o site Metrópoles, em exonerar de um posto sensível do Exército em Goiânia o tenente-coronel Mauro Cid — que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Múcio declarou em entrevista coletiva após o anúncio da demissão de Arruda que "as relações, principalmente no comando do Exército, sofreram uma fratura no nível de confiança" e que "precisávamos estancar isso logo de início".
"Usando uma analogia com o xadrez, eu acho que o Lula avançou uma peça [com a troca no comando do Exército]", afirma Martins Filho.
"Todo mundo ficou em suspenso e com a demissão agora parece que o Lula vai normalizando as coisas. É como se ele falasse 'Eu sou o comandante [o Presidente da República é oficialmente o Comandante Supremo das Forças Armadas]: eu demito, eu nomeio'. E com certeza o alto comando [do Exército] já tinha dado sinais de que ele poderia fazer isso. Acho que o general Paiva consultou os colegas do alto comando e aceitou o cargo."
Ele diz que existe uma razoável coesão nos comandos militares desde a redemocratização e que não vê evidência de divisões internas atualmente.
Na visão de Martins Filho, também não interessa ao Exército provocar uma nova crise com Lula e a tendência, nesse primeiro momento, é de estabilizar a relação entre as duas partes.
"O 8 de janeiro unificou o governo e fortaleceu Lula. Ele teve que cuidar da questão militar precocemente e até agora tem acertado." 

Sarto anuncia investimento de R$ 30 milhões na Educação de Jovens e Adultos na capital

O prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), anunciou nesta segunda-feira (23), o investimento de cerca de R$ 30 milhões para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na capital, por meio do programa Nova EJA Fortaleza. Os alunos do programa devem receber 10 mil tablets que serão distribuídos pela Secretaria Municipal da Educação (SME), e 10 mil bolsas para auxílio financeiro dos estudantes. Cerca de 5.539 pessoas realizaram matrícula na EJA no ano de 2022.

Foto: (Divulgação / Prefeitura de Fortaleza)

O programa também terá parcerias que devem promover uma melhor formação educacional para os alunos. Um novo currículo também será produzido para os estudantes. O programa Nova EJA Fortaleza realizará atividades presenciais e virtuais, voltadas para a área de tecnologia, com formações em assuntos como economia digital e linguagens de programação.

“Serão 10 mil vagas ofertadas, que contarão com entrega de tablets, concessão de bolsas e um currículo atrativo, construído para despertar a vocação dos nossos alunos. O objetivo é trabalhar para diminuir as desigualdades, e uma das mais injustas, a desigualdade de conhecimento, pois ele é libertador e gera mais chances e oportunidades na vida. No projeto, também serão oferecidas para o aluno ações complementares de empreendedorismo, planejamento de vida, e educação digital”, afirmou Sarto.

Governador Elmano de Freitas recebe visita de embaixador da Guiné-Bissau e reforça conexão com o continente africano

 

Reforçar as relações entre Ceará e Guiné-Bissau foi a temática da visita de cortesia que o embaixador da Guiné-Bissau no Brasil, M’bala Alfredo Fernandes, realizou ao governador do Ceará, Elmano de Freitas, nesta segunda pela manhã (23), no Palácio da Abolição. Recebido com honras militares, foi a primeira visita oficial do embaixador guineense ao Estado.

No encontro, do qual participaram também os secretários da Casa Civil, Max Quintino, das Relações Internacionais, Roseane Medeiros, da Igualdade Racial, Zelma Madeira, e o assessor especial das Relações Institucionais, Nelson Martins, foram discutidas questões relacionadas à cooperação entre o Ceará e Guiné-Bissau nas áreas da educação, pesca, tecnologias para beneficiamento de castanha de caju e trocas comerciais em geral.

O governador Elmano de Freitas destacou a grande contribuição dos estudantes da Guiné-Bissau para fortalecer a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), situada em Redenção, como um polo de integração entre Brasil e o continente africano. Além disso, destacou que quer incentivar a cadeia da cajucultura, que também é muito forte no Ceará, como uma das principais na relação comercial entre as duas partes. Da Guiné-Bissau, a Unilab possui 672 alunos na Graduação e 8 na Pós-Graduação. “Agradeço a visita do embaixador e reforço a disponibilidade para estreitarmos ainda mais as relações comerciais com os países africanos”, disse o governador.

“O que nos une ao Ceará não é apenas a história, mas também a atualidade”, destacou o embaixador M’Bala Fernandes. De acordo com ele, o Ceará possui a maior comunidade de guineenses no Brasil e dá grande contribuição aos jovens que saem da Guiné-Bissau para estudar na Unilab. Destacou ainda as relações comerciais que existem entre os dois países e a necessidade de estreitar ainda mais o relacionamento principalmente em alguns setores, como o da pesca e da castanha de caju, do qual o país africano é um dos principais produtores mundiais.
Relações entre Ceará x Guiné-Bissau

Na pauta brasileira de comércio exterior, o Ceará é o 4º estado brasileiro em exportações para Guiné-Bissau. No ano de 2022, o valor das exportações cearenses para o país chegou a US$ 117 mil, obtendo crescimento de 27% em comparação ao ano anterior. Os principais setores exportadores são “vestuário e seus acessórios, de malha”, com 45,1% de participação e US$ 53 mil em produtos vendidos, um aumento de 62% em relação a 2021. Produtos como roupas íntimas femininas de algodão, especialmente de Caucaia, foram os mais vendidos para o país.

Também fazem parte dos produtos mais exportados do Ceará para Guiné-Bissau, margarinas (27,8%) provenientes do município de Fortaleza, contabilizando US$ 32,7 mil em vendas e calçados (14,28%), que geraram o total de US$ 16,8 mil em negócios oriundos do município de Caucaia.

Lula sobre o Exército: “As Forças Armadas não existem para servir a um político”


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (23) esperar que a mudança no comando do Exército traga de volta a normalidade da relação. “As Forças Armadas não existem para servir a um político e sim para proteger o povo brasileiro.”
Na Argentina, o presidente afirmou ainda que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “não respeitou a Constituição e se meteu nas Forças Armadas”. “O que aconteceu é que Bolsonaro não respeitou a Constituição e não respeitou as Forças Armadas. E tenho certeza que vamos colocar as coisas no lugar. O Brasil vai voltar à normalidade”, afirmou. “Está claro o papel na Constituição, está definido.”
Lula admitiu, mas disse não saber explicar, o apoio a Bolsonaro pelas forças de segurança do país, ao que chamou de fenômeno. Ele citou parte das Polícias Militares, das Forças Armadas e da Polícia Rodoviária Federal. “Isso é reconhecido por qualquer cidadão que faça política no Brasil.” “Eu escolhi o comandante do Exército, que não foi possível dar certo. Eu escolhi outro comandante e tive uma boa conversa com esse comandante. E ele pensa exatamente como eu que tenho falado sobre as Forças Armadas.”
Lula demitiu no sábado (21) o comandante do Exército, general Júlio Cesar de Arruda, em meio a uma crise de confiança aberta após os ataques do dia 8 de janeiro, em Brasília. O novo chefe da Força é o atual comandante militar do Sudeste, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva. Na semana passada, ele havia feito um discurso incisivo de defesa da institucionalidade, pedindo o respeito ao resultado das eleições e afirmando o Exército como apolítico e apartidário.
A decisão de tirar o general Júlio César de Arruda do cargo deve acarretar novas mudanças em cargos estratégicos da Força.

Capa do jornal OEstadoCe